Espiritismo

https://blogoliviaespirita.blogspot.com.br/2016/08/espiritismo-tem-dogmas-o-espiritismo.html



http://www.institutoandreluiz.org/espiritismo.html



O QUE É ESPIRITISMO?



É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita:



O Livro dos Espíritos,

O Livro dos Médiuns,

O Evangelho segundo o Espiritismo,

O Céu e o Inferno e A Gênese.



“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”



Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)



“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:

conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”



Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo

– cap. VI – 4).



O QUE REVELA:

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.




SUA ABRANGÊNCIA:
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.




SEUS ENSINOS FUNDAMENTAIS:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.




O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.



Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.



No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.




Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.




O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.



Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.




Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.


Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram.


Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.

Os imperfeitos nos induzem ao erro.



Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.



E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.




A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.




(Fonte: FEB e SobreSites)






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Kardec diz:


"Conhece-se o verdadeiro espíríta pela sua transformação moral e pelo esforço que emprega para domar suas más inclinações"


Seja Bem Vindo!



"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim.

Ou são ramos da mesma árvore majestosa.
Portanto, são todas verdadeiras."

Mahatma Gandhi








segunda-feira, 30 de agosto de 2010

MEDIUNIDADE




Desenvolvimento da Mediunidade
 
Os ensinamentos contidos nos códigos espíritas, a advertência dos elevados Espíritos que os organizaram e a prática do espiritismo demonstram que nenhum indivíduo deverá provocar, forçando-o, o desenvolvimento das suas faculdades mediúnicas, porque tal princípio será contraproducente, ocasionando novos fenômenos psíquicos e não propriamente espíritas, tais como a auto-sugestão ou a sugestão exercida por pessoas presentes no recinto das experimentações, a hipnose, o animismo, ou personismo, tal como o sábio dr. Alexandre Aksakof classifica o fenômeno, distinguindo-o daqueles denominados " efeitos físicos". A mediunidade deverá ser espontânea por excelência, a fim de frutescer com segurança e brilhantismo, e será em vão que o pretendente se esforçará por atraí-la antes da ocasião propícia.Tal insofridez redundará, inapelavelmente, repetimos, em fenômenos de auto-sugestão ou o chamado animismo, isto é, a mente do próprio médium criando aquilo que se faz passar por uma comunicação de Espíritos desencarnados.

Existem mediunidades que do berço se revelam no seu portador, e estas são as mais seguras, porque as mais positivas, frutos de longas etapas reencarnatórias, durante as quais os seus possuidores exerceram atividades marcantes, assim desenvolvendo forças do Perispírito, sede da mediunidade, vibrando intensamente num e noutro setor da existência e assim adquirindo vibratilidades acomodatícias do fenômeno.

Outras existem ainda em formação ( forças vibratórias frágeis, incompletas, os chamados "agentes negativos"), que jamais chegarão a se adestrar satisfatoriamente numa só existência, e que se mesclarão de enxertos mentais do próprio médium em qualquer operosidade tentada, dando-se também a possibilidade até mesmo da pseudo-perturbação mental, ocorrendo então a necessidade dos estágios em casas de saúde e hospitais psiquiátricos se se tratar de indivíduos desconhecedores das ciências psíquicas.Por outro lado, esse tratamento será balsamizante e até necessário, na maioria dos casos, visto que tais impasses comumente sobrecarregam as células nervosas do paciente, consumindo ainda grande percentagem de fluidos vitais, etc..

Possuindo na minha clinica espiritual fatos interessantes cabíveis nos temas em apreço, patrocinarei aqui a exposição de alguns fatos espíritas, convidando o leitor à meditação sobre eles, pois o espírita necessita profundamente de instrução geral em torno dos fenômenos e ensinamentos apresentados pela ciência transcendente de que se fez adepto, ciência imortal que não poderá sofrer o abandono das verdadeiras atenções da do senso e da razão.


Recordações da Mediunidade, palavras do dr. Bezerra de Menezes através da psicografia de Ivone A. Pereira.

domingo, 29 de agosto de 2010

Sextaregião.net - Portal de Divulgação Espírita da Sexta Região






O Portal de Divulgação Espírita da Sexta Região está de cara nova. A pedido de vários visitantes, mudamos a forma de apresentar o nosso conteúdo. Agora as notícias estão dispostas de forma mais agradável e organizada. Incluíos, também, um painel de apresentação das notícias do CEERJ - Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro, fazendo desta forma, um link direto com a nossa Federativa.
Além das notícias, implementamos uma biblioteca multimídia onde disponibilizaremos gradativamente materiais para download. Músicas, artigos, textos, informativos e documentos em geral poderão ser baixados.
Também está disponível uma galeria de vídeos produzidos pelo nosso Movimento.

O CEERJ está transmitindo neste momento o Encontro Estadual de ESDE.

Acesse o Portal do CEERJ

O Portal é uma iniciativa que visa a divulgação dos eventos espíritas da Sexta Região, bem como das suas Instituições. Estamos abertos para a colaboração com outras Casas que queiram realizar este trabalho.

www.sextaregiao.net

Atendimento Fraterno





Atendimento fraternoAutora: Vanda Simões





0.0 - Objetivos

2.0 - Papel do Centro Espírita na sociedade
3.0 - Esquema do Atendimento
3.1 - Recepção e Triagem
3.2 - Entrevista
3.3 - Local das entrevistas
3.4 - O entrevistador
3.5 - O entrevistado
3.6 - Fichas de informações
3.6 - Carteira de controle
4.0 - Exame espiritual
5.0 - Remédios
5.1 - Orientação ao enfermo
5.2 - Fluidoterapia
5.3 - Reunião mediúnica
5.4 - Cuidados médicos
5.5 - Ocupação do enfermo
6.0 - Resultados
6.1 - Avaliações
6.2 - Encaminhamento do Assistido









1.0 - Objetivos


O Atendimento Fraterno na casa espírita é um trabalho estruturado de forma a receber, em primeira mão, as criaturas necessitadas de ajuda que procuram na Doutrina Espírita a solução ou alívio para problemas de toda ordem. Essas pessoas, na maioria das vezes, já vêm de outras experiências no campo do auxílio e procuram o Centro Espírita, como "último recurso" para seus males. Muitas vezes céticos, esses indivíduos necessitam de boa dose de estímulo para permanecerem firmes na decisão de encontrar respostas para suas perguntas. O Atendimento Fraterno desempenha esse papel de recepção, esclarecimento básico, amparo, reajuste e redirecionamento de idéias. Trata-se de uma atividade que deve ser feita com seriedade, disciplina e preparo, pois às vezes, sendo esse o primeiro contato que o assistido tem com o Espiritismo, vai obrigatoriamente refletir a seriedade ou não do trabalho da casa.

Torna-se, pois, necessário, que os centros espíritas que se propuserem a esse tipo de trabalho assistencial tenham idéia da gravidade da tarefa que estão a empreender, a fim de que não cometam erros desnecessários. 

2.0 - Papel do Centro Espírita na sociedade


O papel fundamental do Centro Espírita na sociedade é ajudar as pessoas no processo de reequilíbrio, levando a mensagem moral de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, à vida daqueles que ainda se encontram sob o jugo da ignorância. O Espiritismo, sendo o Consolador prometido pelo Mestre, deverá exercer um papel de agente transformador das criaturas, reconduzindo-as ao equilíbrio, através do esclarecimento. Cabe, portanto, à casa espírita, exercer influência na mudança de comportamentos e atitudes dos que a procuram na ânsia de receber ali a cura para seus males.

Imperativo, pois, que o Centro Espírita disponha de mecanismos que possam melhor atender essas pessoas, orientá-las e encaminhá-las para a área de atividades doutrinárias que for mais conveniente. Esse tipo de serviço, prestado com o intuito de receber, ouvir, orientar e encaminhar o paciente na casa de caridade, é o Atendimento Fraterno.

3.0 - Esquema do Atendimento


Todo trabalho prático precisaria ser fundamentado em estudo teórico prévio, com a finalidade de conhecer aquilo que vai ser realizado. Nos centros espíritas esta regra deveria ser observada com muito mais rigor, por razões óbvias, afinal está em jogo o equilíbrio espiritual das pessoas que os procuram. Entretanto, o empirismo ainda é a marca da improdutividade nas casas, por absoluta falta de hábito para os estudos da doutrina que se professa. Enraizou-se entre nós o costume de realizar as coisas sem planejamento, pois é regra geral que, para se fazer o bem, basta certa dose de boa vontade. A experiência secular nos mostra que não é bem assim. Se possuímos boa vontade, temos que aliá-la ao conhecimento a à ação, pois ela sozinha para nada serve. No Atendimento Fraterno é importante que se obedeça a um esquema mínimo de organização e conhecimento, a fim de que trabalhemos com ordem e disciplina. A seguir, falaremos de todos os itens relativos ao serviço de atendimento da casa espírita, para que cada grupo interessado possa desenvolver seu próprio esquema de recepção e assistência.


3.1 - Recepção e Triagem


Grande parte das pessoas que adentram o Centro Espírita pela primeira vez, o fazem em busca de algum tipo de auxílio. Poucas são as que vão para conhecer o Espiritismo ou por curiosidade, ou ainda como visitantes. A casa espírita deve dispor de meios para bem receber essas pessoas.

O primeiro passo para iniciar o trabalho de Atendimento Fraterno, é determinar o dia mais adequado e mais cômodo para se estabelecer o trabalho. Em nossa casa, esse serviço funciona no dia da reunião pública, duas horas antes do início dos trabalhos de explanação. 
Em dia, horário e local preestabelecidos, um ou dois trabalhadores bem educados e treinados para a tarefa,  receberão as pessoas que chegam pela primeira vez, dando-lhes as informações necessárias a cada caso.  É necessário presteza, simpatia e agilidade, além de grande discrição e seriedade. Neste caso, a primeira impressão que a pessoa terá do trabalho será muito importante. Pessoas sérias não retornarão a locais onde não transpirem idoneidade e credibilidade.
A triagem é feita nessa hora de conversa informal, onde o "recepcionista" observará pela sua perspicácia, qual a necessidade daquela criatura. Se for um caso que demande maiores cuidados, a pessoa será encaminhada à Sala de Entrevistas para uma conversa mais reservada e posterior direcionamento. Antes, porém, será preenchida uma ficha de dados, com informações básicas sobre o paciente: nome, idade, endereço, profissão etc. Caso contrário, ou seja, se a pessoa não estiver precisando de nenhum tipo de ajuda, ela será encaminhada para os trabalhos públicos de explanação.
Se ao Centro Espírita for de médio porte e dispuser de pessoal treinado, poderá ter uma sala específica de triagem. Neste caso, a recepção apenas fará o seu trabalho básico, ou seja, preencherá a ficha com os dados e encaminhará o assistido para a sala de triagem que, então, direcionará a conduta do paciente conforme a necessidade. Ao nosso ver, este é o modelo ideal, pois todas as pessoas que vêm pela primeira vez à casa poderão ter um atendimento atencioso e não apenas aqueles que se dispõem a procurar ajuda.
A recepção deverá ser feita por pessoas que conheçam de perto o funcionamento da casa a fim de evitar situações constrangedoras em relação às informações desencontradas que possam prejudicar a credibilidade do trabalho. Nada mais desagradável do que receber informações equivocadas sobre qualquer coisa, mormente em um Centro Espírita.

3.2 - Entrevista


Uma vez detectada a necessidade de maiores cuidados por parte da pessoa, ele será encaminhada à entrevista, que é uma conversa fraterna que se tem com o assistido, para que se possa tirar dele as informações necessárias para elucidação do caso e adequado auxílio. Importante que algumas perguntas sejam direcionadas para evitar divagações e longos relatos. O entrevistador deve conhecer técnicas de abordagem, a fim de não errar por excesso de zelo ou por omissão dele.

A  entrevista deverá ser breve e objetiva, tendo o cuidado para não ser este trabalho transformado em sala de desabafo e catarse.

3.3 - Local das entrevistas


O local onde serão feitas as entrevistas deverá ser reservado. Não se pode esquecer que vão ser tratados assuntos da intimidade das pessoas e que se deve ter o  maior respeito e discrição possível, frente a tantos dramas. Uma pequena sala pode ser determinada para tal fim, podendo ser aproveitada também para outras atividades, caso o Centro Espírita tenha problema de espaço.

As entrevistas realizadas em sistema aberto, ou seja, vários entrevistadores em uma única sala, realizando o trabalho ao mesmo tempo, têm o grande inconveniente de não oferecer ao assistido a privacidade tão necessária nessa hora em que ele vai ali desnudar o seu problema. Entretanto, existem casas que o fazem e dizem ter resultados satisfatórios.

3.4 - O entrevistador


A entrevista é uma tarefa que requer condições especiais do trabalhador. Não que tenha que ser uma pessoa isenta de erros, o que inviabilizaria o trabalho, mas alguém com condições morais acima da média, que tenha um bom embasamento doutrinário e maturidade suficientes para lidar com situações as mais inusitadas.

Os problemas que se apresentam são os mais variados, desde simples perturbações espirituais até obsessões graves, passando por problemas de ordem emocional, física e psíquica. A pessoa que ali está vê no entrevistador alguém que pode ajudá-lo a resolver seus problemas. Coloca com confiança a situação que o levou a buscar ajuda e têm expectativas em melhorar sua condição. É necessário, portanto, que o entrevistador seja pessoa preparada para esse mister, com devido treinamento nessa área, que tenha capacidade para compreender os problemas humanos, assim como condições para estabelecer um diálogo aberto e franco com o assistido.
Não deve o entrevistador permitir que se forme em torno dele uma aura de importância pessoal, com se ele fosse o grande responsável pelo sucesso dos trabalhos, tampouco induzir os entrevistados na certeza da cura de seus problemas. Tudo deve ser direcionado para deixar claro às pessoas que o trabalho é do Mestre Jesus e que somos apenas seus tarefeiros. Deve explicar que a mudança de atitudes é fundamental para a solução dos desajustes íntimos. Infundir confiança na assistência espiritual recebida é a grande tarefa do entrevistador.
Enfatizamos a necessidade de se ter uma equipe mais ou menos fixa de entrevistadores, treinada nessa área, e que se evite os chamados "rodízios" nessa tarefa, pois entendemos que infelizmente existem poucas pessoas com condições de lidar com problemas humanos. Além do que, essa é tarefa de grande responsabilidade que carece de muita dedicação e devotamento para se ter um resultado satisfatório.

3.5 - O entrevistado


O entrevistado tem como sua principal característica, o fato de estar necessitando de algum tipo de ajuda. É importante que o entrevistador esteja preparado para atender as variações de problemas que serão apresentados na entrevista. A cada um, deverá ser dada uma orientação diferenciada, de acordo com as necessidades do caso.

O entrevistador que não possuir perspicácia poderá acabar sendo conduzido pelo entrevistado; em outras situações poderá ser induzido a este ou aquele procedimento, a dar essa ou aquela opinião. Convém estarmos alertas para as diferentes personalidades, com seus diversos problemas. Dentre o grande número de tipos de pacientes, citaremos alguns a título de exemplo:

O desesperado


A pessoa que procura o centro em estado de desespero, tem que ser acudido a qualquer momento. Em primeiro lugar, procura-se acalmá-la envolvendo-a em palavras de conforto, transmitindo-lhe confiança e carinho. Na maioria das vezes está sem condições para ouvir instruções mais objetivas, portanto o melhor será encaminhá-la ao passe, para num segundo momento entrar com as conversas instrutivas e de orientação.

O desespero pode ser oriundo das mais diversas causas, mas todo o fundamento dele se baseia na falta de fé e confiança no futuro. A pessoa se desespera porque não vê saída para seu problema. O sentido de perda lhe traz a sensação de que tudo está acabado. Através da segura orientação da Doutrina Espírita, temos que incutir lentamente no indivíduo a confiança em Deus e em Sua justiça, tirando-o do desespero. Com o tempo e o auxílio dos amigos espirituais, o paciente reencontrará o equilíbrio.

O desanimado


Normalmente um paciente é desanimado porque sua vida está sem sentido. Ele não tem ânimo para o trabalho e na maioria das vezes se isola do convívio social e familiar. Frequentemente tem depressão profunda e pensamentos que se relacionam com a morte. É necessário ter muita cautela com a orientação doutrinária e ter sempre o cuidado de encaminhar o caso também ao médico terreno para que seja avaliada a necessidade do uso de medicações, por possíveis enfermidades físicas que possam estar instaladas no organismo.

Se possível, envolver a família na orientação, mostrando os riscos que corre o doente de enveredar-se pelo caminho do desequilíbrio. Explicar, através do diálogo fraterno e convincente, a necessidade de sua moralização, pela prática da religiosidade, da moral e organização da própria vida.

O descrente

É aquele que inicia sua conversa já dizendo que foi trazido por sua família ou amigos, mas que não acredita em nada etc. Na maioria das vezes quer ser convencido de alguma coisa ou espera que seus problemas sejam resolvidos por outros. Tenta fazer parecer que não está muito interessado na ajuda oferecida pelo centro espírita. Nestes casos, deixar claro que ele só será auxiliado se quiser e que terá que se esforçar para isso. Evitar atitudes paternalistas com o paciente. Muitas vezes a ação mais enérgica do entrevistador faz com que o indivíduo mude sua postura perante a vida. Mostrar as desvantagens da descrença e os benefícios que poderia ter, revertendo esse quadro.


O fanático


Esse tipo de personagem é muito encontrado entre espíritas que supõem resolver seus problemas com a ação dos Espíritos superiores, sem se esforçarem para vencer as dificuldades. Geralmente não aceitam interferências de terceiros em suas convicções e nos casos de doenças orgânicas chegam a desprezar o tratamento da medicina terrena. Acham que, por trabalharem no centro espírita, os irmãos espirituais estão a postos para ajudá-los a resolver seus problemas.  É muito delicada a abordagem desse tipo de personalidade, pois trata-se na verdade de pessoas equivocadas quanto ao papel do Espiritismo na vida do homem.

Procurar orientar no sentido da compreensão das verdades divinas, retirando-o da faixa de fanatismo em que se encontra. Se houver condições psíquicas adequadas, mostrar racionalmente ao paciente seu equívoco de posicionamento. O exagero em qualquer setor da vida produz sofrimentos. Trabalhar para retirá-lo desse estado, com orientações através de entrevistas e palestras.

O "espírita"


São pessoas que se dizem "espíritas" porque tiveram contato com terreiros de Umbanda, Candomblé e mesmo com o Espiritismo. Querem ler muitas obras psicografadas (ou dizem que já o fizeram) e vão logo afirmando que gostariam de trabalhar na casa. Procuram auxílio por não estarem bem, mas na maioria das vezes, já dizem o que acham necessário para a solução de seus males. Isso torna bem difícil uma orientação mais efetiva. Na medida do possível, conscientizá-lo sobre a responsabilidade de ser espírita e demonstrar que a possibilidade de trabalho será definida mais tarde. Primeiro é necessário buscar um estado mínimo de equilíbrio espiritual.


O médium


Este tipo de assistido já vem com o diagnóstico de sua "mediunidade". Acha que a mediunidade é a causa de sua perturbação. Verificar, através da própria entrevista, onde exerce (ou exerceu) seu trabalho de intercâmbio; se num terreiro ou num centro espírita. A atividade mediúnica inadequada pode gerar perturbações no psiquismo das pessoas. Além do mais, dependendo de onde estava "trabalhando", o paciente pode estar sendo vítima de processo obsessivo oriundo de contaminação. Orientá-lo no sentido de que seu dom será reavaliado mais tarde, depois do tratamento. Jamais prometer que ele vai trabalhar como médium na casa, pois muitas vezes a pessoa vem à entrevista com essa intenção. Nunca encaminhar o paciente para sessões práticas de Espiritismo, antes de submetê-lo a tratamento, mesmo que o paciente já tenha tido orientação kardequiana.


O que perdeu ente querido


Geralmente procuram o centro inconformados pela perda de alguém da família, com o objetivo de conseguir notícias do ente querido. Confortá-lo com a ajuda das ferramentas da Doutrina Espírita. Pode-se anotar o nome do desencarnado para fazer preces por ele ou verificar na sessão prática com está sua situação, se houver necessidade. Nunca prometer mensagens mediúnicas. Isso gera uma expectativa na família e nem sempre tal coisa é possível. As conversas em torno da imortalidade da alma trazem grande conforto espiritual, bem como a sugestão da leitura de livros adequados para o caso. O convívio na casa, no contato com a Doutrina Espírita, com o tempo fará a pessoa compreender mais e sofrer menos.


O que quer resolver problemas dos outros


Geralmente são pais aflitos ou cônjuges tentando fazer qualquer coisa para salvar determinada situação de desequilíbrio instalada em suas vidas. Não raro querem se submeter a tratamento no lugar do necessitado, na desesperada tentativa de ajudá-lo, pois de maneira geral são pessoas refratárias a procurar ajuda. O entrevistador deve esclarecer como se dá o auxílio espírita e a necessidade da presença do doente na casa. Deve pedir que façam o possível para trazê-lo no centro espírita. Oferecer ajuda indireta através do livro de pedidos de amparo. Em casos graves, pode-se anotar nome e endereço do necessitado, para ser levado às sessões práticas.


O "sábio"


Aquele que busca auxílio na casa espírita, mas acha-se muito sábio, culto e inteligente e não se sente à vontade submetendo-se à orientação de alguém que ele julga ser inferior a ele. Através da conversa, quer mostrar-se superior e se o entrevistador não for suficientemente experiente, ele pode monopolizar o diálogo, tornando infrutífero o trabalho de esclarecimento. Agir com tato, demonstrando que todos temos muito a aprender na escola da vida. Nos casos em que o entrevistado demonstrar que quer "duelar" no campo das idéias, deve-se ter a sutileza de desviar seu intento, fazendo-o ver que aquele não é o momento e o local apropriado para disputas. Jamais esquecer que se está diante de pessoa em desequilíbrio. Mostrar que a casa espírita e o Espiritismo estão ali para ajudá-lo, se tiver humildade para se colocar como necessitado da alma.


O pessimista


O pessimismo é uma atitude mental inadequada que gera uma energia negativa na mente da pessoa, prejudicando todas as atividades na vida. Tratar com o pessimista é muito difícil, pois ele se coloca a todo momento como fracassado e descrente de possíveis melhorias. Geralmente são indivíduos que portam auto-obsessões e não raro frequentam casas espíritas a vida inteira.

O pessimista  pode necessitar de psicoterapia e têm-se que estar atentos a esse fato, para encaminhá-lo a profissionais da área, se for necessário. Com o estabelecimento da ajuda espiritual, sua atitude mental poderá se modificar, facilitando a compreensão das instruções a ele oferecidas através das palestras e conversas periódicas na sala de entrevistas.

O portador de doença orgânica


Normalmente a pessoa que procura a casa espírita com problema orgânico, pensa encontrar ali a cura de sua doença, pois acha que vai ser "operado" etc. É bom que seja informado que a etiologia das doenças podem ser de ordem externa e interna. Externas são aquelas provenientes do meio onde vivemos e circunstâncias da própria matéria que constitui nosso organismo. Internas, quando são oriundas do corpo espiritual e constituem-se em consequências de condutas e posicionamentos inadequados de outras encarnações. É importante certificar-se se o paciente está em assistência médica e jamais se deve suspender o uso de medicamentos. Encaminhar para tratamento adequado na casa espírita.


O portador de doença grave


São pessoas que vêm à casa espírita, normalmente trazidas por seus familiares, em estado de desespero por portarem doenças graves e às vezes crônicas. Essas pessoas vêm com grande esperança de serem curadas. É importante não prometer curas milagrosas, mas a ajuda que a Doutrina Espírita traz é fundamental para a superação da prova a que o paciente está submetido. A fluidoterapia e a orientação sobre a origem dos males ajudará o enfermo no processo de conscientização e até, quem sabe, da cura propriamente dita. Prescrever assistência espiritual e deixar claro que o tratamento espírita é um auxiliar da medicina terrena.


O esquizofrênico


A esquizofrenia é uma enfermidade mental semelhante à obsessão espirítica e pode ser classificada como auto-obsessão. Os pacientes portadores dessa anomalia mental escutam vozes constantemente e têm mania de perseguição. Julgam-se saudáveis e na maioria das vezes resistem ao tratamento médico ou espírita. Nos casos em que o enfermo aceitar, ele poderá ser encaminhado ao tratamento convencional de desobsessão. O entrevistador não deverá considerar as manifestações do psiquismo doentio desses pacientes, como sendo informações consistentes para suas investigações. Geralmente os esquizofrênicos são Espíritos muito endividados com o passado, que estão em encarnações de grave expiação. A terapia espírita deverá estar associada ao tratamento psiquiátrico.



3.6 - Fichas de informações


Esta ficha, devidamente preenchida com os dados de identificação na recepção, estará agora nas mãos do entrevistador para que se procedam as anotações inerentes ao caso.  As informações mais pertinentes deverão ser ali anotadas, pois servirão para estabelecer uma linha de ação, assim como serão necessárias para o devido acompanhamento de cada caso. Todas as informações são absolutamente confidenciais e esta ficha será arquivada em local apropriado. Terá acesso a ela somente aqueles que estão envolvidos com essa tarefa. Evidentemente será utilizada em possíveis retornos.


3.7 - Carteira de controle


Da mesma maneira que as fichas, as carteirinhas de controle são necessárias para um acompanhamento mais efetivo do tratamento realizado com os pacientes. Ali serão anotadas as datas dos passes ministrados, por pessoa encarregada pela organização desse procedimento, bem como a data do retorno do mesmo à Sala de Entrevistas para a avaliação final. É uma boa maneira também de se aferir faltas ou abandonos de tratamentos.

Existem algumas resistências ao uso de "carteiras de tratamento" e as críticas baseiam-se no fato de se estar burocratizando o atendimento. Os bons resultados dos trabalhos com esse método, no entanto, nos anima a continuar nessa linha de ação.

4.0 - Exame espiritual


Este item, apesar de importante, só será possível de ser efetuado em caso de equipes bem treinadas e já com experiência no campo da mediunidade. O assistido poderá ser submetido a investigação espiritual, com médiuns seguros e maduros na tarefa, que darão informações sobre aquele caso, anotadas em sua ficha. O ideal seria que esses médiuns não fossem informados da situação do paciente para que não sofram nenhuma espécie de indução. As informações obtidas aqui serão depois confrontadas pelo entrevistador.

Importante salientar que essas informações devem ser consideradas como auxiliares no diagnóstico final da problemática do paciente. Se houver grande incoerência entre os dados vindos dos médiuns e os que o entrevistador colheu na conversa, este exame deverá ser desconsiderado. Sempre lembrar que devemos ter muita cautela com as informações vindas do plano espiritual.
Podemos trabalhar com 03 (três) tipos de investigação espiritual: psicofonia, psicografia e vidência. Todas, entretanto, devem ser bem trabalhadas e tratadas com muito cuidado, para que os resultados sejam satisfatórios.

5.0 - Terapêutica


Como toda enfermidade física ou psíquica, o tratamento das obsessões e dos desajustes psíquicos necessita do uso de  medicamentos precisos. Só que no caso dos centros espíritas, a terapêutica utilizada baseia-se na orientação ao enfermo, na fluidoterapia, na desobsessão, nos cuidados médicos, na ocupação ao assistido etc.

   
5.1 - Orientação ao enfermo

Neste tipo de assistência, a orientação adequada ao enfermo é parte importante para o sucesso de sua recuperação. Uma orientação mal conduzida poderá trazer mais prejuízos que benefícios. Daí a importância do entrevistador ter conhecimento doutrinário e experiência no trato com as pessoas.

O assistido, após conversa de aconselhamento, poderá ser muito auxiliado nas explanações públicas do Evangelho de Jesus, com leituras de obras espíritas (caso tenha condições psíquicas para isso), reajustamento de hábitos, avaliação de sua conduta etc. Por esta razão é de muita importância que a casa tenha um trabalho de explanação bem estruturado, com palestras bem conduzidas dentro de uma linha que induza à reflexão e, conseqüentemente, à edificação. Será neste trabalho que a maioria dos casos simples serão tratados, sem que sejam necessárias intervenções mais ostensivas, como a utilização das atividades mediúnicas da casa, para evocações e doutrinação de Espíritos. Necessário, pois, cuidar bem dessa parte do trabalho.
É importante que se tenha muita cautela com as instruções dadas, pois via de regra, lida-se com pessoas problemáticas no campo do entendimento e qualquer informação mal conduzida poderá ser interpretada sob a ótica deturpada da pessoa em tratamento.
A orientação deverá ser avaliada ou reforçada periodicamente, nos retornos marcados na carteirinha.

5.2 - Fluidoterapia


A fluidoterapia é uma arma poderosa no tratamento das enfermidades espirituais. A maioria dos casos é resolvidos com estes procedimentos: orientação, passes e água fluidificada.

É fundamental o Centro Espírita contar com uma equipe de passistas alinhada no mesmo pensamento de servir ao próximo e que tenha a plena consciência da gravidade da tarefa que está empreendendo. É preciso que também esteja consciente da necessidade de um constante trabalho de reformulação moral interior. Afinal a qualidade dos fluidos doados está na razão direta da moralização do médium. A equipe não poderá ter variação frequente, a não ser nos casos de necessidade.
Os passes serão administrados nos dias do próprio atendimento, podendo nos casos graves, serem aplicados mais de uma vez por semana, e por mais de um passista.

5.3 - Reunião mediúnica


Os casos de maior gravidade serão encaminhados para as reuniões mediúnicas destinadas à investigação. Evidentemente o grupo deverá ter sua equipe de médiuns já em funcionamento. Caso contrário é melhor não iniciar a tarefa de atendimento a processos obsessivos, sob pena de arrumar mais problemas que soluções. Os grupos deverão estar preparados para realizar a investigação através das evocações ou manifestações espontâneas, de acordo com a necessidade de cada caso.

É de fundamental importância se saber a opinião dos Espíritos amigos sobre os casos mais graves em tratamento. Essas informações, associadas aos detalhes revelados na entrevista, poderão fornecer um diagnóstico satisfatório sobre os casos em questão. Após se ter uma idéia segura a respeito das causas dos problemas do paciente, será possível prescrever-lhe uma conduta terapêutica.

5.4 - Cuidados médicos


Alguns pacientes portadores de obsessões graves poderão necessitar de uma terapia medicamentosa. O entrevistador, sempre que achar necessário, deverá encaminhar o paciente ao médico terreno, para que ele proceda conforme a necessidade. Caso ele já esteja sob cuidados médicos, evidentemente a terapia deverá ser mantida e jamais o entrevistador poderá interferir nesse procedimento.

Receituários alopáticos, homeopáticos ou fitoterápicos devem ser terminantemente evitados na casa espírita. Esse tipo de trabalho é muito propício ao endeusamento de médiuns, ao estímulo à vaidade pessoal do mesmo e, por isso mesmo, à facilidade do concurso de Espíritos pouco adiantados, que via de regra, acabam comandando o núcleo espírita. Lembrar sempre que a terapia espírita se fundamenta na moralização dos pacientes, dos Espíritos perturbadores e na fluidoterapia. Nada mais.

5.5 - Ocupação do enfermo


Nos casos graves, as enfermidades espirituais podem levar as criaturas a condições tão degradantes que impossibilitam-nas ao trabalho de qualquer natureza. Porém, na maioria das situações as pessoas podem se dedicar a algum tipo de trabalho e isso deve ser estimulado como parte da terapia reequilibrante. A ociosidade agrava qualquer mente em desalinho.

Entretanto, deve-se ter o cuidado para não levar adiante a idéia corrente de que basta colocar o obsediado para "trabalhar" para livrá-lo da obsessão. Isso é procedimento de casas que não fundamentam seus trabalhos na metodologia kardequiana, portanto pouco tem a oferecer aos que buscam auxílio em situações de desespero. Como geralmente a parte assistencial é a linha de frente dos trabalhos dessas casas, generalizou-se esse grave equívoco em nosso meio, o que trouxe imensos prejuízos para a resolução dos problemas mais sérios.

6.0 - Resultados


Em todo e qualquer trabalho que se realiza, faz-se necessário um estudo dos resultados, como método de aferição de sua produtividade. Isso se aplica a qualquer empreendimento. Neste caso, a observação dos resultados nos dará um idéia da qualidade da assistência que está sendo oferecida aos pacientes que procuram a casa. Saber se os casos estão sendo resolvidos, se as pessoas estão satisfeitas com o tipo de serviço oferecido é obrigação de todo trabalho sério. Aqui entra a importância das fichas de atendimento e das carteirinhas de controle para realização dessa avaliação.

Existem três itens básicos que nos auxiliam nessa avaliação: a) resolução do processo; b) insucesso no tratamento; c) abandono da assistência.
A experiência tem demonstrado que o Espiritismo pode resolver em torno de 70% dos casos de obsessões de um modo geral.  Se os casos atendidos não estão sendo resolvidos, ou existe um percentual considerável de abandono, os métodos de trabalho precisam ser revistos passo a passo, da recepção à reunião mediúnica, passando pelo passe e reunião pública.

6.1 - Avaliações


Não há outro meio de se saber os resultados de qualquer trabalho a não ser avaliando-o. A terapêutica espírita também não foge à regra. As avaliações dos assistidos devem ser periódicas, em data de retorno previamente marcada na entrevista inicial. Desta forma poderemos fazer duas coisas importantes: dar mais atenção à pessoa que está em assistência na casa e avaliar suas condições espirituais atuais. Caso sua situação espiritual não esteja evoluindo bem, deve-se continuar o tratamento e submeter o caso a uma nova investigação. Este também é um dos motivos da necessidade da carteira de controle.

   
6.2 - Encaminhamento do assistido

Finalmente, depois da avaliação e liberação do paciente da assistência espiritual recebida, convém direcioná-la para algum setor da casa, se for de sua vontade permanecer nela. Neste caso, ela pode ser encaminhada para os cursos que o Centro Espírita oferece e que devem ser adequados para o seu nível de entendimento. Também poderá ser estimulado a servir, como voluntário, nas fileiras do trabalho caritativo.

Não é conveniente colocar pessoas com enfermidades espirituais em cursos de estudos da Doutrina Espírita, sem antes submetê-la a assistência dos Espíritos amigos, pois o bom senso nos diz que indivíduos em desequilíbrio não estão em condições de assimilar as idéias com naturalidade.
Devemos lembrar que nem todos os que vão em busca de assistência nas casas espíritas querem aprender Espiritismo. Muitos, depois de "curados", voltam para suas crenças de origem. Isso deve ser muito respeitado. Não devemos fazer de nossas casas espíritas uma armadilha para arrebanhar adeptos. A Doutrina Espírita é destinada aos Espíritos quem tem amadurecimento para compreendê-la. Não se pode forçar ninguém a aceitá-la.
Enfim, se através do Atendimento Fraterno da casa espírita, as pessoas conseguirem recuperar seu equilíbrio e serenidade, o trabalho já terá atingido seu objetivo. Se elas vão ficar freqüentando a casa espírita, isso o tempo dirá.

Áudio



Áudios
Momento Espírita

Textos inspiradores baseados nos ensinamentos da Doutrina Espírita da Equipe de Redação do “Momento Espírita”, programa radiofônico levado ao ar desde 1992 pela Federação Espírita do Paraná.
Para acessar clik aqui 

Conduta Espírita

- 4 -
Conduta Espírita
XIII
- 5 -
Série André Luiz
I — Nosso Lar
II — Os Mensageiros
III — Missionários da Luz
IV — Obreiros da Vida Eterna
V — No Mundo Maior
VI — Agenda Cristã
VII — Libertação
VIII — Entre a Terra e o Céu
IX — Nos Domínios da Mediunidade
X — Ação e Reação
XI — Evolução em Dois Mundos
XII — Mecanismo da Mediunidade
XIII — Conduta Espírita
XIV — Sexo e Destino
XV — Desobsessão
XVI — E a Vida Continua…
- 6 -
WALDO VIEIRA
Conduta Espírita
DITADO PELO ESPÍRITO
ANDRÉ LUIZ
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
DEPARTAMENTO EDITORIAL
Rua Souza Valente, 17
20941-040 — Rio-RJ — Brasil
- 7 -
ISBN 85-7328-082-4
21a edição
Do 235º ao 244º milheiro
Capa de Cecconi
B.N. 12.993
05-BB; 000.01-O; 8/1998
Copyright 1960 by
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
(Casa-Máter do Espiritismo)
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70830-030 — Brasília-DF — Brasil
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Editorial, via Correio ou, em grandes encomendas,
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- 8 -
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SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
L979c
21.ed.
Luiz, André (Espírito)
Conduta espírita / ditado pelo espírito André Luiz; [psicografado por] Waldo
Vieira. — 21. ed. — Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1998
ISBN 85-7328-082-4
1. Espíritas — Conduta. 2. Espiritismo. 3. Obras psicografadas. I. Vieira, Waldo,
1932-. II. Título.
98-1017. CDD 133.93
CDU 133.7
190698 240698 005507
- 9 -
ÍNDICE
Conduta espírita .......................................................................................................10
Mensagem ao leitor ...................................................................................................11
1 - Da mulher..........................................................................................................12
2 - Do jovem...........................................................................................................13
3 - Do dirigente de reuniões doutrinárias ...............................................................16
4 - Do médium........................................................................................................15
5 - No lar ................................................................................................................16
6 - Na via pública ...................................................................................................17
7 - Em viagem ........................................................................................................18
8 -No trabalho ........................................................................................................19
9 - Na sociedade .....................................................................................................20
10 - Nos embates políticos .......................................................................................21
11 - No templo..........................................................................................................22
12 - Na obra assistencial...........................................................................................23
13 - Na propaganda ..................................................................................................24
14 - Na tribuna..........................................................................................................25
15 - Na imprensa ......................................................................................................26
16 - Na radiofonia ....................................................................................................27
17 - Nos conclaves doutrinários ...............................................................................28
18 - Perante nós mesmos ..........................................................................................29
19 - Perante os parentes............................................................................................30
20 - Perante os companheiros...................................................................................31
21 - Perante a criança ...............................................................................................32
22 - Perante os doentes.............................................................................................33
23 - Perante os profitentes de outras religiões ..........................................................34
24 - Perante os Espíritos sofredores .........................................................................35
25 - Perante os mentores espirituais .........................................................................36
26 - Perante a oração ................................................................................................37
27 - Perante a mediunidade ......................................................................................38
28 - Perante o passe..................................................................................................39
29 - Perante o fenômeno...........................................................................................40
30 - Perante os sonhos ..............................................................................................41
31 - Perante a Pátria .................................................................................................42
32 - Perante a Natureza ............................................................................................43
33 - Perante os animais.............................................................................................44
34 - Perante o corpo .................................................................................................45
35 - Perante a enfermidade .......................................................................................46
36 - Perante a desencarnação....................................................................................47
37 - Perante as fórmulas sociais ...............................................................................48
38 - Perante o tempo.................................................................................................49
39 - Perante os fatos momentosos ............................................................................50
40 - Perante as revelações do passado e do futuro ...................................................51
41 - Perante o livro ...................................................................................................52
42 - Perante a instrução ............................................................................................53
43 - Perante a Ciência...............................................................................................54
44 - Perante a Arte....................................................................................................55
45 - Perante a Codificação Kardequiana ..................................................................56
46 - Perante a própria Doutrina ................................................................................57
47 - Perante Jesus .....................................................................................................58
- 10 -
CONDUTA ESPÍRITA (*)
Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes
que a vida te solicita.
Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome
de conduta.
Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar
diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto de lembretes para uso pessoal, no
caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.
Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra
circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”
Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os
preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.
Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.
De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de
redenção.
Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim
proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra.
Assim, ler este livro equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E se
o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve
fazer.
EMMANUEL
Uberaba, 17 de janeiro de 1960.
- 11 -
MENSAGEM AO LEITOR
Amigo:
Não temos aqui um compêndio à guisa de código para boas maneiras, tendo
em vista a etiqueta e a cerimônia dos protocolos sociais.
Reunimos algumas páginas com indicações cristãs para que venhamos a
burilar as nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de
misericórdia, nos situou os corações.
Assim, pois, rogamos não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele
propósito de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização de disciplinas
superficiais.
É que, na atualidade, mourejam, somente no Brasil, mais de um milhão de
trabalhadores do Espiritismo, e decerto, por amor à nossa Doutrina de Libertação,
será justo sintonizar as nossas manifestações, no campo vulgar da vida, com os
princípios superiores que nos comandam as diretrizes.
Sabemos que a liberdade espiritual é o mais precioso característico de nosso
movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la, não
podemos esquecer que o exemplo digno é a base para a nossa verdadeira união em
qualquer realização respeitável.
Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.
Este livro não tem a presunção de traçar diretrizes absolutas ao
comportamento espírita. Compreendemos, com Allan Kardec, que, em Espiritismo,
foi pronunciada a primeira palavra, mas, em face do caráter progressivo de seus
postulados, ninguém poderá dizer a última.
Relevem-nos, desse modo, quantos lerem as presentes nótulas, traçadas de
caminho a caminho.
Escrevendo-as, tivemos em mira tão-somente a nossa própria necessidade
de aperfeiçoamento, ante a crescente extensão dos espíritas em nossos círculos de
ação, com a certeza de que somos indistintamente tutelados de Nosso Senhor
Jesus-Cristo, o nosso Mestre Divino, achando-nos todos chamados, por Ele,
aprender na abençoada Escola Terrestre.
ANDRÉ LUIZ
Uberaba, 17 de janeiro de 1960.
- 12 -
1
DA MULHER
Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada
tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.
Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.
Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que
falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.
O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.
Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da
maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade
santificante.
Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.
Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do
ponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das
provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.
O sacrifício representa o preço da alegria real.
Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples
ligação sexual, sem as belezas da maternidade.
Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas
para a eternidade.
Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala do
infortúnio.
Sexo desvirtuado, caminho de expiação.
Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e
realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.
O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas
coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (LUCAS,
10:41 e 42).
- 13 -
2
DO JOVEM
Moderar as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação
quanto às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção
sistemática ou pela sombra do pessimismo.
O culto da temperança afasta o desequilíbrio.
Anotar a extensão das suas forças, consultando sempre os corações mais
amadurecidos no aprendizado terrestre, sobre as diretrizes e os passos fundamentais da
própria existência, prevenindo-se contra prováveis desvios.
Invigilância conservada, desastre certo.
Guardar persistência e uniformidade nas atitudes, sem dispersar possibilidades em
múltiplas tarefas simultâneas, para que não fiquem apenas parcialmente executadas.
Inconstância e indisciplina são portas de frustração.
Abster-se do mergulho inconsciente nas atividades de caráter festivo, evitando,
outrossim, o egoísmo doméstico que inspire a deserção do trabalho de ordem geral.
A imprudência constrói o desajuste, o desajuste cria o extremismo e o extremismo
gera a perturbação.
Apagar intenções estranhas aos deveres de humanidade e ao aperfeiçoamento
moral de si mesmo.
A insinceridade ilude, primeiramente, aquele que a promove.
Buscar infatigavelmente equilíbrio e discernimento na sublimação das próprias
tendências, consolidando maturidade e observação no veículo físico, desde os primeiros
dias da mocidade, com vistas à vida perene da alma.
Os compromissos assumidos pelo Espírito reencarnante têm começo no momento
da concepção.
“Foge também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que,
de coração puro, invocam o Senhor”. — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:22)
- 14 -
3
DO DIRIGENTE DE REUNIÕES DOUTRINÁRIAS
Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e
desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na
consecução das próprias tarefas.
Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.
Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo
de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para
atender a solicitação sem objetivo justo.
Ordem mantida, rendimento avançado.
Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se
deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem alimentar, igualmente,
qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.
Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho.
Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas
sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.
Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.
Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer
assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em
todas as circunstâncias.
O proveito de uma sessão é fruto da paz
Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente
agitadas nas assembléias doutrinárias, excetuando-se nas tarefas programadas para tais
casos.
A caridade não dispensa a prudência.
Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com
excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.
O conselho fraterno existe como necessidade mútua.
Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas
sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.
Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.
Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não
poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.
Em qualquer atividade, a disciplina sedimenta o êxito.
Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.
Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que
se conduz dentro dela.
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus -Cristo, assim também andai nele.” — Paulo.
(COLOSSENSES, 2:4.)
- 15 -
4
DO MÉDIUM
Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada
transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e
importantes como as de qualquer outra pessoa.
O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a
subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões,
tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando
lealdade ao próprio dever.
Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.
Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica,
evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as
explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim
de que não se prive do ensinamento.
A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.
Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível,
respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer
gestos violentos.
O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz
portador.
Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele
fenômeno.
A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do
Espírito.
Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com
o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da
inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades
doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.
Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.
Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.
No rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência
de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.
O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I
CORÍNTIOS, 12:7.)
- 16 -
5
NO LAR
Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que
esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora
dele.
Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.
Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a
estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.
A humildade constrói para a Vida Eterna.
Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada,
sem infundir- -lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais,
evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.
O lar é a escola primeira.
Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos
menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.
A Seara do Cristo não tem fronteira.
Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender
fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em
qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.
Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles
que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e
comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.
Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.
Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo
características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores
arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.
“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus
pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.)
- 17 -
6
NA VIA PÚBLICA
Demonstrar, com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.
A Vinha do Senhor é o mundo inteiro.
Colaborar na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas
sarjetas.
As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.
Consagrar os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte,
seja ele quem for.
O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.
Cumprimentar com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco,
inspirando-lhes confiança.
A saudação fraterna é cartão de paz.
Exteriorizar gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente
informações aos que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as
pessoas fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.
Alguns instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.
Coibir-se de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras
inconvenientes, mantendo silêncio e respeito, junto às residências particulares, e justa
veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos presídios.
A elegância moral é o selo vivo da educação.
Abolir o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os
mendigos e com os animais que nos surjam à frente.
Os menos felizes são credores de maior compaixão.
Proteger, com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais
recursos de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.
O logradouro público é salão de visita para toda a comunidade.
“Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15.)
- 18 -
7
EM VIAGEM
Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança, com quantos lhe
partilhem o itinerário.
O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.
Tratar generosamente os companheiros do caminho.
A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.
Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos
companheiros mais necessitados.
Um gesto simples define uma causa.
Sem esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e minudente os
percalços e as metas da viagem.
A previdência exprime vigilância.
Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de
otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.
O otimismo gera paz e simpatia.
Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as
encomendas, recados e notícias de que seja portador.
O intercâmbio amigo destrói o insulamento.
Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem
tratar indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares
públicos.
Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.
“Andai como filhos da luz.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:8.)
- 19 -
8
NO TRABALHO
Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício
constante de uma profissão nobre e digna.
O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.
Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da
Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações
com o necessário equilíbrio.
O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.
Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios
recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.
Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.
Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a
honorabilidade da classe a que pertença.
O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.
Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às
transações do comércio.
O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.
Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita
para favoritismos e vantagens na esfera profissional.
Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.
Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que
nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.
O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.
“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” — Jesus. (JOÃO, 5:17.)
- 20 -
9
NA SOCIEDADE
Desistir de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se
efetivamente no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda
mesmo quando consagrado por outrem.
A evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.
Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé,
confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente através da boa
reputação e da honradez que lhe exornam o caráter.
Cada Espírito responde por si mesmo.
Libertar-se das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e
desapegar-se do “desculpismo” sistemático com que possa acomodar-se a qualquer atitude
menos feliz.
A negligência provoca desperdícios irreparáveis.
Afastar-se dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica, nem desdém,
somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a favor dos
necessitados.
O cristão sabe descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.
Em injunção alguma, considerar ultrapassadas ou ridículas as práticas religiosas
naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.
A Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.
Tributar respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.
Há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.
Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade,
distinção e cortesia.
A condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são
permutáveis na sucessão das existências.
“Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os
outros.” — Paulo. (ROMANOS, 14:19.)
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NOS EMBATES POLÍTICOS
Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas
cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de
propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos
eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas
do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem
defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de
votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou
cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para o mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com
responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim
de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego
da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições
doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política
humana.
“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” — Jesus. (LUCAS, 16:13.)
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11
NO TEMPLO
Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar
alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.
Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse
bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.
Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes
sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.
O silêncio favorece a ordem.
Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os
para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.
Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões,
aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.
A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.
Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os
encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.
A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.
Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que
possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios
religiosos.
Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.
Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes
da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios
estranhos aos postulados espíritas.
Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.
Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios
ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais
expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.
A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” —
Jesus. (MATEUS, 18:20.)
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NA OBRA ASSISTENCIAL
Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em
favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos
aquinhoados.
Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.
Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva,
sem perceber remunerações e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadas.
Só impõe restrições ao bem quem se acomoda com o mal.
Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária,
desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem
supérfluo ou luxo.
O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.
Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente
mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro
fraterno.
A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.
Jamais reter, inutilmente, os excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem
uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.
Não há bens produtivos em regime de estagnação.
Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes,
jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores
materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles
amargo peso na consciência.
Posse inútil, grilhão mental.
Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a
depender econômica, moral ou juridicamente de pessoa ou organização meramente política,
de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em seu caráter
impessoal.
A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro.
Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social,
envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros
estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos
cooperadores.
O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.
Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais
exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados,
laborando apenas com finalidade cristã, gratuitamente.
O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.
“E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando a
Ele graças a Deus, o Pai.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3:17.)
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NA PROPAGANDA
Escudar-se na humildade constante, ao desenvolver qualquer atividade de
propaganda doutrinária, evitando alarde, sensacionalismo, demonstrações publicitárias
pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranqüilidade pública.
Sem orientação segura, não há propaganda produtiva.
Com critério e temperança, estender a propaganda libertadora dos postulados
espíritas até ao recesso das penitenciárias e das colônias de isolamento sanitário, sem
depreciar crenças ou sentimentos.
Os mais doentes requerem maior ajuda.
Incentivar o intercâmbio fraterno entre as pessoas e as organizações doutrinárias,
através de cartas e publicações, livros e mensagens, visitas e certames especializados,
buscando a unificação das tarefas e o esclarecimento comum.
A permuta de experiências equilibra o progresso geral.
Pelo rádio ou pela imprensa leiga, não se estender demasiadamente, a fim de não
afastar o aprendiz incipiente.
A Doutrina deve ser ministrada em pequenas porções.
Para não se desviar das finalidades espíritas, selecionar, com ponderação e bom
senso, os meios usados na propaganda, mormente aqueles que se relacionem com
atividades comerciais ou mundanas.
Torna-se inútil a elevação dos objetivos, sempre que haja rebaixamento moral nos
meios.
Usar com prudência ou substituir toda expressão verbal que indique costumes,
práticas, idéias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao pensamento espírita, quais
sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, preferindo-se, em qualquer
circunstância, o uso da terminologia doutrinária pura.
Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre.
Arredar de si qualquer ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto de vista
dos companheiros.
A fé significa um prêmio da experiência.
Conquanto precisemos batalhar incansavelmente no esclarecimento geral, usando
processos justos e honestos, não esquecer que a propaganda principal é sempre aquela
desenvolvida pelos próprios atos da criatura, através da exemplificação eloqüente de nossa
reforma íntima, nos padrões do Evangelho.
A Doutrina Espírita prescinde do proselitismo de ocasião.
“É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” — João Batista. (JOÃO, 3:30.)
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14
NA TRIBUNA
Palestrar com naturalidade, governando as próprias emoções, sem azedume, sem
nervosismo e sem momices, fugindo de prelecionar mais que o tempo indicado no horário
previsto.
A palavra revela o equilíbrio.
Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conhecimentos, e
ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao assunto em pauta,
usando simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes.
Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório.
Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências, nunca
estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir.
Verbo sem disciplina gera males sem conta.
Sustentar a dignidade espírita diante das assembléias, abstendo-se de historietas
impróprias ou anedotas reprováveis.
O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o
ouvem.
Nas conversações, não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos
doutrinários de entendimento difícil, devendo selecionar oportunidades, quanto a pessoas e
ambientes, para tratar de temas delicados.
A irreflexão é também falta de caridade.
Manter-se inalterável durante a alocução, à face de qualquer situação imprevista.
Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar.
Procurar abolir, em suas palestras, os vocábulos impróprios, as expressões
pejorativas e os termos da gíria das ruas.
O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações.
Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do
plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se isole da condição dos
companheiros naturais do aprendizado, com quem distribui avisos e exortações.
Somos todos necessitados de regeneração e de luz.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a
edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” — Paulo. (EFÉSIOS, 4:29.)
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NA IMPRENSA
Escrever com simplicidade e clareza, concisão e objetividade, esforçando-se pela
revisão severa e incessante, quanto ao fundo e à forma, de originais que devam ser
entregues ao público.
O patrimônio inestimável dos postulados espíritas está empenhado em nossas
mãos.
Empregar com parcimônia e discernimento a força da imprensa, não atacando
pessoas e instituições, para que o escândalo e o estardalhaço não encontrem pasto em
nossas fileiras.
O comentário desairoso desencadeia a perturbação.
Selecionar atentamente os originais recebidos para publicação, em prosa e verso, de
autores encarnados ou de origem mediúnica, segundo a correção que apresentarem quanto
à essência doutrinária e à nobreza da linguagem.
Sem o culto da pureza possível, não chegaremos à perfeição.
Sistematicamente, despersonalizar, ao máximo, os conceitos e as colaborações,
convergindo para Jesus e para o Espiritismo o interesse dos leitores.
O personalismo estreito ensombra o serviço.
Purificar, quando não se puder abolir, o teor dos anúncios comerciais e das notícias
de caráter mundano.
A imprensa espírita cristã representa um veículo de disseminação da verdade e do
bem.
“Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 3:16.)
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NA RADIOFONIA
Divulgar, em cada programa de rádio, televisão, ou programas outros de expansão
doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo.
A base é indispensável em qualquer edificação.
Por nenhum motivo, desprezar o apuro e a melhoria dos processos técnicos no
aprimoramento constante das programações, a fim de não prejudicar a elevação do ensino.
O pensamento correto sofre influência da forma errônea por que é veiculado.
Nos comentários, palestras e citações, esquivar-se de alusões ofensivas ou
desrespeitosas aos direitos e às idéias alheias, especialmente àquelas que se refiram às
crenças religiosas e aos interesses coletivos.
A boca invigilante, muitas vezes, discorrendo sobre o amor, condena e fere.
Recordar que a matéria radiofonizada deve obedecer ao critério da simplicidade e do
respeito, em correlação com fatos comuns e atuais, clareando-se os temas obscuros ou que
exijam maior esforço de compreensão.
Os radiouvintes possuem índices culturais diversos, professando todas as religiões.
Ao elaborar programas radiofônicos, variar os assuntos, preferindo a irradiação de
páginas breves.
O interesse dos radiouvintes depende da qualidade das irradiações.
Declarar a qualidade doutrinária das programações, sem disfarces sutis ou mesmo
poéticos, com lealdade à própria fé.
Sem definição declarada, ninguém vive fiel a si mesmo.
Comunicar sinceridade e sentimento aos conceitos que irradia, jamais apresentando
estudos e páginas doutrinárias, pelas emissoras, de modo automático, sem meditar no que
esteja falando ou lendo para os ouvidos alheios.
Quem sente o que diz, vive o que pensa.
“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” — Paulo. (TITO, 2:1.)
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NOS CONCLAVES DOUTRINÁRIOS
Somente empreender conclaves doutrinários como iniciativas de aproximação e
planejamento de trabalho, a serem naturalmente entrosadas com as organizações centrais
e regionais, responsáveis pela marcha evolutiva do Espiritismo.
Não há ordem sem disciplina.
Escolher como representantes de entidades e instituições, nos certames, os
companheiros de boa-vontade que seja, de fato, competentes quanto aos objetivos
doutrinários visados.
A aptidão de servir é metade do êxito.
Participar com seriedade dos conclaves espíritas, sem procurar diletantismo ou
passatempo, sentido-os como deveres, em vez de tê-los simplesmente à conta de
divertimento e excursão turística.
O tempo não volta.
Dignificar a hospitalidade de companheiros que oferecem ao conclavista a intimidade
do próprio lar, mantendo-se com firmeza no trabalho a que foi chamado.
A fidelidade ao dever expressa nobreza de consciência.
Abster-se de subvenções governamentais de qualquer procedência para serem
aplicadas em movimentos exclusivamente doutrinários que não apresentem características
de assistência social.
Quem sabe suportar as próprias responsabilidades, dá testemunho de fé.
Respeitar os atos religiosos dos adeptos de outras crenças, evitando querelas e
desentendimentos na execução dos programas traçados para os conclaves doutrinários.
Com Jesus, só encontramos motivos para ajudar.
Fixar não somente as lembranças afetivas ou alegres, mas, sobretudo, as
resoluções, experiências e avisos do certame de que participe.
Quem guarda o ensinamento, aprende a lição.
Difundir, entre os núcleos interessados, as resoluções práticas das concentrações
doutrinárias, de modo a não deixá-las em reduzido círculo de companheiros ou na poeira do
esquecimento.
A continuidade do bem garante o melhor.
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” — Paulo. (FILIPENSES, 2:14.)
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PERANTE NÓS MESMOS
Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a
autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a
transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem
profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições,
na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações
e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos
companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria
verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se
ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de
demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver
os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os
auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e
apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o
tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” — Paulo.
(II CORÍNTIOS, 13:5.)
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PERANTE OS PARENTES
Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as
teias da consangüinidade.
Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do
Espírito encarnado.
Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais
próximos que não lhe compreendam os ideais.
O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.
Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.
A humanidade é a nossa grande família.
Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos
preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e
companheiro benevolente.
Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebêlo
por verdadeiro irmão.
Melhorar, sem desânimo, os contactos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios,
primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe
novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.
O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não
poderemos fugir.
Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando
todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.
Temos, na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a
Humanidade.
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e
é pior do que o infiel.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:8.)
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PERANTE OS COMPANHEIROS
Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda mesmo
para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.
Todos somos estudantes na grande escola da Vida.
Respeitar as idéias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos
vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da
leviandade que gera a maledicência.
Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.
Quando emprestar objetos comuns, não porfiar sobre a sua restituição, sustentandose,
firme, no propósito de auxiliar os outros de boamente, naquilo em que lhes possa ser
útil.
Desapego é alicerce de elevação.
Perdoar sem condições àqueles que não nos correspondam às esperanças ou que
direta ou indiretamente nos prejudiquem, inclusive os obsessores e outros irmãos infelizes.
Perdão nas almas, luz no caminho.
Fugir de elogiar companheiros que estejam agindo de conformidade com as nossas
melhores aspirações, para não lhes criar empecilhos à caminhada enobrecedora, embora
nos constitua dever prestar-lhes assistência e carinho para que mais se agigantem nas
boas obras.
O elogio é sempre dispensável.
Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprende e serve.
A Seara de Jesus pede trabalhadores decididos a auxiliar.
Coibir-se de qualquer acumpliciamento com o mal, a título de solidariedade nesse ou
naquele sentido.
Quem tisna a consciência, desce à perturbação.
Nunca fazer acepção de pessoas e nem demonstrar cordialidade fraterna somente
em circunstâncias que lhe favoreçam conveniências e interesses materiais.
A Lei Divina registra o móvel de toda ação.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — Jesus.
(JOÃO, 13:35.)
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PERANTE A CRIANÇA
Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as
direções.
Orientação da infância, profilaxia do futuro.
Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando
métodos e ampliando tarefas.
Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.
Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando
pela diminuição da mortalidade infantil.
Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.
Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã,
para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência
terrena.
Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da
carne.
Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e
desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.
O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.
Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.
A ordem significa artigo de lei para toda idade.
Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como
recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não
viciar-lhes a mente.
A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento
das grandes obrigações.
Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os
sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes
qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.
A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.
Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes
permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas
apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio
através da oração e do passe magnético.
Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.
Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição
singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à
criança em particular.
Sem boa semente, não há boa colheita.
“Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus.” — Jesus.
(LUCAS, 18:16.)
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PERANTE OS DOENTES
Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces,
vibrações e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo.
O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.
Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face
dos enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a
exclamações de pena ou tristeza.
O desespero é fogo invisível.
Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho,
sem quaisquer lamentações infelizes.
A resignação nasce da confiança.
Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o
restabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em
leviandade.
Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.
Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de
modo a humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às
necessidades físicas e morais dentro dos recursos ao nosso alcance.
A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.
Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com
parentes ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas
enfermidades pertinazes.
O antídoto do mal é a perseverança no bem.
“Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim
mesmo o fizestes.” — Jesus. (MATEUS, 25:40.)
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PERANTE OS PROFITENTES DE OUTRAS
RELIGIÕES
Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.
O sarcasmo não edifica.
Não exasperar-se em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos
postulados religiosos que lhe alimentam o coração, a fim de evitar o vírus da cólera e as
incursões das forças inferiores no próprio íntimo.
A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda.
Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das
origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo.
Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência.
Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa
ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.
O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas.
Suportar construtivamente as manifestações constantes de cultos exóticos e
estranhos à simplicidade e pureza do Espiritismo, oferecendo, tanto quanto possível, auxílio
e cooperação, sem pretensiosas exigências aos companheiros que a tais cultos se
prendem.
Muitos irmãos distantes serão, em futuro próximo, excelentes cultores da Doutrina
Espírita.
A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade,
não faltar com a compreensão espírita cristã nem agarrar-se a conceituações radicais e
inamovíveis.
Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão.
Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios
à fé que lhe consola o coração.
Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo.
Silenciar todo impulso a polêmicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza
religiosa.
Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental.
“Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.” (TIAGO,
5:9.)
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24
PERANTE OS ESPÍRITOS SOFREDORES
Abster-se da realização de sessões públicas para assistência a desencarnados
sofredores, de vez que semelhante procedimento é falta de caridade para com os próprios
Espíritos socorridos, que sentem, torturados, o comentário crescente e malsão em torno de
seu próprio infortúnio.
Ainda mesmo nas aparências do bem, o mal é sempre mal.
Evitar, quanto possível, sessões sistematizadas de desobsessão, sem a presença de
dirigentes que reúnam, em si, moral evangélica e suficiente conhecimento doutrinário.
Quanto mais luz, mais possibilidade de iluminação.
Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a
energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta.
Sabedoria no falar, ciência de ensinar.
Sustar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, no sentido de
preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez, em ambiente de
concórdia e serenidade.
A ordem prepara o aperfeiçoamento.
Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contacto com os
irmãos infelizes da Espiritualidade.
A azedia não cura o desespero.
Oferecer a intimidade fraterna aos comunicantes, aplicando o carinho da palavra e o
fervor da prece, na execução da enfermagem moral que lhes é necessária.
A familiaridade estende os valores da confiança.
Suprimir indagações no trato com as entidades infortunadas, nem sempre em dia
com própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado.
A enfermagem imediata dispensa interrogatório.
“Mas é grande ganho a piedade com contentamento.” — Paulo. ( I TIMÓTEO, 6:6.)
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PERANTE OS MENTORES ESPIRITUAIS
Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da
autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem
à essência doutrinária do Espiritismo.
A luz não se compadece com a sombra.
Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos
inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando
identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens
que espalhem.
O fruto dá notícia da árvore que o produz.
Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos
protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas
da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.
O tempo é precioso para todos.
Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito,
e não viciar-se em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior
consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.
Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.
Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou
parentes consangüíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou
descabidas exigências.
A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.
Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão-somente porque
esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.
Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.
“Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus.” (I JOÃO, 4:1.)
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PERANTE A ORAÇÃO
Proferir a prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa
forma, a ligação com os Benfeitores da Vida Maior.
A prece entrelaça os Espíritos.
Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces
prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena
emotividade, na exaltação da própria fé.
Há diferença fundamental entre orar e declamar.
Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas
reuniões doutrinárias.
A oração, acima de tudo, é sentimento.
Prevenir-se contra a afetação e o exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece,
adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de
intenções especiosas.
Fervor dalma, luz na prece.
Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou
ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e a distância, o
necessário perdão de nossas faltas.
Os resultados da oração, quanto os resultados do amor, são ilimitados.
Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o
pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.
Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.
Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à
convenção.
O sentimento é tudo.
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” — Jesus. (MATEUS, 26:41.)
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PERANTE A MEDIUNIDADE
Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os
fatos mediúnicos como extraordinários ou místicos.
O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano
como qualquer outro.
Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da
obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence.
Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.
Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade.
Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as
experiências e as provas que lhes cabem.
Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados obtidos através dele,
lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear.
Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo, nosso Mestre e Senhor.
Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade
acima dos eventos efêmeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais
e religiosos da Terra.
A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo.
Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes
receptivos.
Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.
Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo
espinheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos
cimos da vida.
Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em
espiritualidade.
“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda
carne.” (ATOS, 2:17.)
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PERANTE O PASSE
Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação
sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.
O bem ajuda sem perguntar.
Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação
violenta, a respiração ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre há
necessidade de toque direto no paciente.
A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.
Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os
dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não se transforme em mania.
É falta de caridade abusar da bondade alheia.
Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto
ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos
para assistência e tratamento espiritual.
De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.
Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe
curativo.
Disciplina é alma da eficiência.
Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias
contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação
para o socorro previsto.
A fé não exclui a previdência.
Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem
como o uso da água fluidificada, do autopasse, ou da emissão de força socorrista, a
distância, através da oração.
O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.
“E rogava-lhe muito, dizendo: — Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe
imponhas as mãos para que sare, e viva.” (MARCOS, 5:23.)
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PERANTE O FENÔMENO
No desenvolvimento das tarefas doutrinárias, colocar o fenômeno mediúnico em sua
verdadeira posição de coadjuvante natural da convicção, considerando-o, porém,
dispensável, na construção moral a que nos propomos.
A Doutrina Espírita é luz inalterável.
Conduzir as possibilidades de divulgação do Espiritismo, em qualquer setor, no
trabalho da evangelização, conferindo-lhe preferência sobre a ação fenomenológica.
Ante os imperativos da responsabilidade moral, todo fenômeno é secundário.
Atingir outros estados de compreensão das verdades que nos enriquecem a fé,
acatando as aspirações dos metapsiquistas, dos parapsicólogos e dos estudiosos
acadêmicos em geral, sem, contudo, comprometer-se, demasiado, com os
empreendimentos que lhes digam respeito.
Viver segundo o Evangelho — eis a nossa necessidade fundamental.
Jamais partilhar de assembléias espíritas visando unicamente a sucesso
espetaculares.
As manifestações mediúnicas não são a base essencial do Espiritismo.
Descentralizar a atenção das manifestações fenomênicas havidas em reuniões de
que participe, para deter-se no sentido moral dos fatos e das lições.
Na mediunidade, o fenômeno constitui o envoltório externo que reveste o fruto do
ensinamento.
“Irmãos, não sejais meninos no entendimento...” — Paulo. (CORÍNTIOS, 14:20.)
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PERANTE OS SONHOS
Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico,
sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles.
Há mais sonhos em vigília que no sono natural.
Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho.
Em tudo há sempre uma lição.
Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos
com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e
oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil.
Objetivos elevados, tempo aproveitado.
Acautelar-se quanto às comunicações inter vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto
o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.
O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se
mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.
Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas
oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.
A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.
Preparar um sono tranqüilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo
a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.
A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.
Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se
originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo
orgânico.
O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no
reino das vibrações.
“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)
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PERANTE A PÁTRIA
Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho, cumprindo rigorosamente os
deveres que lhe tocam na vida de cidadão.
Somos devedores insolventes do berço que nos acolhe.
No desdobramento das tarefas doutrinárias, e salvaguardando os patrimônios
morais da Doutrina, somente recorrer aos tribunais humanos em casos prementes e
especialíssimos.
Prestigiando embora a justiça do mundo, não podemos esquecer a
incorruptibilidade da Justiça Divina.
Situar sempre os privilégios individuais aquém das reivindicações coletivas, em
todos os setores.
Ergue-se a felicidade imperecível de todos, do pedestal da renúncia de cada um.
Cooperar com os poderes constituídos e as organizações oficiais, empenhando-se
desinteressadamente na melhoria das condições da máquina governamental, no âmbito dos
próprios recursos.
Um ato simples de ajuda pessoal fala mais alto que toda crítica.
Quando chamado a depor nos tribunais terrestres de julgamento, pautar-se em
harmonia com os princípios evangélicos, compreendendo, porém, que os irmãos incursos
em teor elevado de delinqüência necessitam, muitas vezes, de justa segregação para
tratamento moral, quanto os enfermos graves requisitam hospitalização para o devido
tratamento.
Diante das Leis Divinas, somos juizes de nós mesmos.
Nunca adiar o cumprimento de obrigações para com o Estado, referendando os
elevados princípios que ele esposa, buscando a quitação com o serviço militar, mesmo
quando chamado a integrar as forças ativas da guerra.
Os percalços da vida surgem para cada Espírito segundo as exigências dos próprios
débitos.
Expressar o patriotismo, acima de tudo, em serviço desinteressado e constante ao
povo e ao solo em que nasceu.
A Pátria é o ar e o pão, o templo e a escola, o lar e o seio de Mãe.
Substancializar a contribuição pessoal ao Estado, através da execução rigorosa das
obrigações que lhe cabem na esfera comum.
O genuíno amor à Pátria, longe de ser demagogia, é serviço proveitoso e
incessante.
“Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — Jesus. (LUCAS, 20:25.)
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PERANTE A NATUREZA
De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo,
quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire.
A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.
Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo.
Campo ajudado, pão garantido.
Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a
arborização e o reflorestamento.
A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.
Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em
explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores
generosas e o explosivo na pesca.
O respeito à Criação constitui simples dever.
Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral,
movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária.
O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.
Eximir-se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem
aplicação para fins elevados.
O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do
Pai.
Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas
doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas
medicinais.
Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.
Furtar-se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados
nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.
O mordomo será sempre chamado a contas.
“Pois somos cooperadores de Deus” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)
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PERANTE OS ANIMAIS
Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou
selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos
e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.
Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.
No contacto com os animais a que devote estima, governar os impulsos de proteção
e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los.
Toda paixão cega a alma.
Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências
descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em
pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos
impositivos justos do bem.
O uso edifica, o abuso destrói.
Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla
assistência.
A gratidão também expressa justiça.
No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem
desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor.
A luz do bem deve fulgir em todos os planos.
Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais,
através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.
Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade
perante a lei.
“Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 16:14.)
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PERANTE O CORPO
Cultivar a higiene pessoal, sustentando o instrumento físico qual se ele fosse viver
eternamente, preservando-se, assim, contra o suicídio indireto.
O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.
Precatar-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de
drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.
Existem venenos que agem gota a gota.
Conduzir-se de modo a não exceder-se em atitudes superiores à própria
resistência, nem confiar- -se a intempestivas manifestações emocionais, que criam
calamitosas depressões.
O abuso das energias corpóreas também provoca suicídio lento.
Distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura
para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-la contra os desvios
suscetíveis de corrompê-la.
O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma.
Fugir de alimentar-se em excesso e evitar a ingestão sistemática de condimentos e
excitantes, buscando tomar as refeições com calma e serenidade.
Grande número de criaturas humanas deixa prematuramente o Plano Terrestre
pelos erros do estômago.
Sempre que lhe seja possível, respirar o ar livre, tomar banhos de água pura e
receber o sol farto, vestindo-se com decência e limpeza, sem, contudo, prender-se à
adoração do próprio corpo.
Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar.
Por motivo algum, desprezar o vaso corpóreo de que dispõe, por mais torturado que
ele seja.
Na Terra, cada Espírito recebe o corpo de que precisa.
“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” —
Paulo. (I CORÍNTIOS, 6:20.)
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PERANTE A ENFERMIDADE
Sustentar inalteráveis a fé e a confiança, sem temor, queixa ou revolta, sempre que
enfermidades conhecidas ou inesperadas lhe visitem o corpo ou lhe assediem o lar.
Cada prova tem uma razão de ser.
Com o necessário discernimento, abster-se do uso exagerado de medicamentos
capazes de intoxicar a vida orgânica.
Para o serviço da cura, todo medicamento exige dosagem.
Desfazer idéias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a
disciplina mental e os recursos da prece.
A força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios
orgânicos e psíquicos.
Sabendo que todo sofrimento orgânico é uma prova espiritual, dentro das leis
cármicas, jamais recear a dor, mas aceitá-la e compreendê-la com desassombro e
conformação.
A intensidade do sofrimento varia segundo a confiança na Lei Divina.
Aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo
proteção e responsabilidade exclusivas dos médicos desencarnados.
A Eterna Sabedoria tudo dispõe em nosso proveito.
Afirmar-se mentalmente em segurança, acima das enfermidades insidiosas que lhe
possam assaltar o organismo, repelindo os pensamentos e as palavras
de desespero ou cansaço, na fortaleza de sua fé.
A doença pertinaz leva à purificação mais profunda.
Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação
dos valores alusivos à convicção religiosa.
A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” — Jesus.
(MATEUS, 11:28.)
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PERANTE A DESENCARNAÇÃO
Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso
a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.
Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.
Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se
responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o
tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.
Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.
Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de
respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.
A caridade é dever para todo clima.
Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da
pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.
O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do
silêncio que o ajudem a refazer-se.
Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários
impróprios nos enterros a que comparecer.
A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.
Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e
flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo
nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.
A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.
Ajuizar detidamente as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes
da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas
incompreensões de parentes e companheiros.
O corpo que morre não se refaz.
Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação,
quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência
humana.
A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a
morte.” — Jesus. (JOÃO, 8:51.)
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PERANTE AS FÓRMULAS SOCIAIS
Abolir o uso dispensável do luto e dos pêsames, por motivo de funerais, tanto quanto
a participação em apadrinhamentos e cerimônias ritualísticas de qualquer natureza.
O espírita não se prende a exterioridades.
Nas visitas de confraternizações, suprimir protocolos ou etiquetas pretensiosas.
A confiança pede clima familiar.
Banir dos Templos Espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à
consagração de esponsais ou nascimentos.
O Espiritismo não pode olvidar a simplicidade cristã que ele próprio revive.
Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do
carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou
manifestações exteriores espetaculares.
A verdadeira alegria não foge da temperança.
Estudar previamente e com bastante critério as apresentações de pregadores ou
médiuns, bem como as homenagens a companheiros e parentes encarnados e
desencarnados, para não incorrermos na exaltação da vaidade e do orgulho ou ferir a
modéstia e a humildade daqueles a quem prezamos.
A lisonja é veneno em forma verbal.
Proscrever o uso de distintivos e emblemas no movimento doutrinário.
Excessiva exterioridade, afastamento da simplicidade cristã.
Dispensar sempre as fórmulas sociais criadas ou mantidas por convencionalismos
ou tradições que estanquem o progresso.
Toda complexidade atrasa o relógio da evolução
“O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” — Jesus.
(MARCOS, 2:27.)
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PERANTE O TEMPO
Em nenhuma condição, malbaratar o tempo com polêmicas e conversações estéreis,
ocupações fantasistas e demasiado divertimento.
Desperdiçar tempo é esbanjar patrimônio divino.
Autodisciplinar-se em todos os cometimentos a que se proponha, revestindo-se do
necessário discernimento.
“Fazer muito” nem sempre traduz “fazer bem”.
Fugir de chorar o passado, esforçando-se por reparar toda ação menos correta.
O passado é a raiz do presente, mas o presente é a raiz do futuro.
Afastar aflições descabidas com referência ao porvir, executando honestamente os
deveres que o mundo lhe designa no minuto que passa.
O “amanhã” germinará das sementes do “hoje”.
Quanto possível, plasmar as resoluções do bem no momento em que surjam, de vez
que, posteriormente, o campo da experiência pode modificar-se inteiramente.
Ajuda menos, quem tarde serve.
Ainda que assoberbado de realizações e tarefas, jamais descurar o bem que possa
fazer em favor dos outros.
Quando procuramos o bem, o próprio bem nos ensina a encontrar o “tempo de
auxiliar”.
“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” — Jesus.
(JOÃO, 7:6.)
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PERANTE OS FATOS MOMENTOSOS
Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que
apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias,
fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de
sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos,
justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais
estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores
atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as
esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com
os outros, como para com todos.” — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:15.)
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PERANTE AS REVELAÇÕES DO PASSADO E DO FUTURO
Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo
ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do
tempo.
O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente.
Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos
anteriores à encarnação atual, por motivos banais ou frívolos.
A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos.
Afugentar preocupações com existências transcorridas, de vez que qualquer
informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga
acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade.
O que passou está gravado.
Tranqüilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa
todos os estudos referentes a predições.
A profecia real tem sinais divinos.
Jamais impressionar-se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de
que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante.
Temos conosco a vida que procuramos.
Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo
enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações
destituídas de crédito.
Somos herdeiros de nossos próprios atos.
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.” — Paulo. (I
CORÍNTIOS, 6:12.)
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PERANTE O LIVRO
Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, esquecendo os
livros de natureza inferior, e preferindo, acima de tudo, os que, por alimento da própria
alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita.
Luz ausente, treva presente.
Digerir primeiramente as obras fundamentais do Espiritismo, para entrar em seguida
nos setores práticos, em particular no que diga respeito à mediunidade.
Teoria meditada, ação segura.
Dentro do tempo de que disponha, conhecer as obras reunidas na biblioteca do
templo ou núcleo doutrinário a que pertença.
Livro lido, idéia renovada.
Apreciar com indulgência as obras de combate ao Espiritismo, compreendendo-lhes
a significação, calando defesas precipitadas ou apaixonadas, para recolher, com elas,
advertências e avisos destinados ao aperfeiçoamento da obra que lhe compete.
Vale-se o bem do mal, para fazer-se maior.
Oferecer obras doutrinárias aos amigos, inclusive as que jazem mofando sem maior
aplicação dentro de casa, escolhendo o gênero e o tipo de literatura que lhes possa
oferecer instrução e consolo.
Livro nobre, caminho para a ascensão.
Disciplinar-se na leitura, no que concerne a horários e anotações, melhorando por si
mesmo o próprio aproveitamento, não se cansando de repetir estudos para fixar o
aprendizado.
Aprende mais, quem estuda melhor.
Sem exclusão de autor ou de tema versado, analisar minuciosamente as obras que
venha a ler, para não sedimentar no próprio íntimo os tóxicos intelectuais de falsos
conceitos, tanto quanto as absurdidades literárias em torno das quais giram as
conversações enfermiças ou sem proveito.
Os bons e os maus pensamentos podem nascer de composições do mesmo
alfabeto.
Divulgar, por todos os meios lícitos, os livros que esclareçam os postulados espíritas,
prestigiando as obras santificantes que objetivam o ingresso da Humanidade no roteiro da
redenção com Jesus.
A biblioteca espírita é viveiro de luz.
“Examinai tudo. Retende o bem.” — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:21.)
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PERANTE A INSTRUÇÃO
Em todas as circunstâncias, lembrar-se de que o Espiritismo expressa, antes de
tudo, obra de educação, integrando a alma humana nos padrões do Divino Mestre.
Cultura atendida, progresso mais fácil.
Solidarizar-se com os empreendimentos que visem a alfabetização de crianças,
jovens e adultos.
O alfabeto é o primeiro degrau de ascensão à cultura.
Pugnar pela laicidade absoluta do ensino mantido oficialmente, esclarecendo os
estudantes, sejam crianças ou jovens, sempre que necessário, quanto à conveniência de se
absterem, cordialmente, quando possível, das aulas e solenidades de ensino religioso nos
institutos de instrução que veiculem noções religiosas contrárias à Doutrina do Espiritismo.
O lar e o templo são as escolas da fé.
Aperfeiçoar os métodos de ministração do ensino doutrinário à mente infantil,
buscando nesse particular os recursos didáticos suscetíveis de reafirmarem a seriedade e o
critério seguro de aproveitamento na elaboração de programas.
Na academia do Evangelho, todos somos alunos.
Renovar as matérias tratadas nos programas de evangelização, segundo
orientações atualizadas.
O Espiritismo progride sempre.
Dedicar atenção constante à melhoria dos processos pedagógicos, no sentido de
oferecer aos pequeninos viajores recém-chegados da Espiritualidade a rememoração
necessária daquilo que aprenderam e dos compromissos que assumiram antes do processo
reencarnatório.
Quem aprende pode ensinar e quem ensina aperfeiçoa o aprendizado.
Dispor o problema da educação com Jesus, acima dos interesses de sociedades e
núcleos, unificando, sempre que possível, os trabalhos esparsos, imprimindo maior relevo
às obras de evangelização, no preparo essencial do futuro.
A educação da alma é a alma da educação.
“Portanto, ide e ensinai...” — Jesus. (MATEUS, 28:19.)
- 54 -
43
PERANTE A CIÊNCIA
Colaborar com as iniciativas que enobreçam as pesquisas e os estudos da
inteligência sem propósitos destrutivos.
Toda ciência que objetiva o progresso humano vem do Socorro Celestial.
Exaltar a contribuição inestimável da medicina terrestre em sua marcha progressiva
para a suprema redenção da saúde humana.
O médico, consciente ou inconscientemente, está ligado ao Divino Médico.
Sopitar quaisquer impulsos inamistosos para com os representantes da ciência,
sobre temas doutrinários ou problemas assistenciais.
Na prestação de serviço, temos o exemplo renovador.
Quando chamado a responsabilidades no setor científico, superar limitações e
preconceitos, sem perder a simplicidade e a modéstia.
Não há sabedoria real sem humildade vivida.
Desaprovar os procedimentos que, embora rotulados de científicos, venham de
encontro aos ensinamentos espíritas.
À ciência humana sobrepõe-se a Ciência Divina.
“A ciência incha, mas o amor edifica.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 8:1.)
- 55 -
44
PERANTE A ARTE
Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.
A arte deve ser o Belo criando o Bom.
Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a
animalidade ou a extravagância.
O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.
Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.
Melhoria buscada, perfeição entrevista.
Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a
pureza doutrinária.
A arte enobrecida estende o poder do amor.
Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas
nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembléias
a que se destinem.
A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.
“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos
sentimentos em Cristo Jesus.” — Paulo. (FILIPENSES, 4:7.)
- 56 -
45
PERANTE A CODIFICAÇÃO
KARDEQUIANA
Recordemos constantemente os ensinos insubstituíveis e sempre momentosos que
iluminam as páginas da Codificação Kardequiana, de onde extratamos alguns breves
tópicos:
“Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém, cumpri-la”, também o
Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em
contrário ao que ensinou o Cristo; mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e
para toda a gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No
Cristianismo se encontram todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se
enraizaram.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre,
repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura
sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e
o bem da Humanidade.”
(O Livro dos Espíritos)
“O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas
pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho
predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim pelas
suas tendências.”
(O Livro dos Espíritos)
“A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da
vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer
que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau de responsabilidade.”
(O Livro dos Espíritos)
“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços
que emprega para domar suas inclinações infelizes.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os
deveres do homem se resumem nesta máxima: Fora da caridade não há salvação.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.”
— Paulo.
(I TIMÓTEO, 4:15.)
- 57 -
46
PERANTE A PRÓPRIA DOUTRINA
Apagar as discussões estéreis, esquivando-se à criação de embaraços que
prejudiquem o desenvolvimento sadio da obra doutrinária.
O espírito da verdadeira fraternidade funde todas as divergências.
Não restringir a prática doutrinária exclusivamente ao lar, buscando contribuir, de
igual modo, na seara espírita de expressão social, auxiliando ainda a criação e a
manutenção de núcleos doutrinários no ambiente rural.
Todos estamos juntos nos débitos coletivos.
Orar por aqueles que não souberem ou não puderem respeitar a santidade dos
postulados espíritas, furtando-se de apreciar-lhes a conduta menos feliz, para não favorecer
a incursão da sombra.
O comentário em torno do mal, ainda e sempre, é o mal a multiplicar-se.
Desapegar-se da crença cega, exercitando o raciocínio nos princípios doutrinários,
para não estagnar-se nas trevas do fanatismo.
Discernimento não é simples adorno.
Antes de criticar as instituições espíritas que julgue deficientes, contribuir, em
pessoa, para que se ergam a nível mais elevado.
Quem ajuda, aprecia com mais segurança.
Auxiliar as organizações espiritualis- 4 -
Conduta Espírita
XIII
- 5 -
Série André Luiz
I — Nosso Lar
II — Os Mensageiros
III — Missionários da Luz
IV — Obreiros da Vida Eterna
V — No Mundo Maior
VI — Agenda Cristã
VII — Libertação
VIII — Entre a Terra e o Céu
IX — Nos Domínios da Mediunidade
X — Ação e Reação
XI — Evolução em Dois Mundos
XII — Mecanismo da Mediunidade
XIII — Conduta Espírita
XIV — Sexo e Destino
XV — Desobsessão
XVI — E a Vida Continua…
- 6 -
WALDO VIEIRA
Conduta Espírita
DITADO PELO ESPÍRITO
ANDRÉ LUIZ
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
DEPARTAMENTO EDITORIAL
Rua Souza Valente, 17
20941-040 — Rio-RJ — Brasil
- 7 -
ISBN 85-7328-082-4
21a edição
Do 235º ao 244º milheiro
Capa de Cecconi
B.N. 12.993
05-BB; 000.01-O; 8/1998
Copyright 1960 by
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
(Casa-Máter do Espiritismo)
Av. L-2 Norte — Q.603 — Conjunto F
70830-030 — Brasília-DF — Brasil
Composição, fotolitos e impressão offset das
Oficinas do Departamento Gráfico da FEB
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Impresso no Brasil
PRESITA EN BRAZILO
Pedidos de livros à FEB — Departamento
Editorial, via Correio ou, em grandes encomendas,
via rodoviário: por carta, telefone (021)
589-6020, ou FAX (021) 589-6838.
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CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
L979c
21.ed.
Luiz, André (Espírito)
Conduta espírita / ditado pelo espírito André Luiz; [psicografado por] Waldo
Vieira. — 21. ed. — Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1998
ISBN 85-7328-082-4
1. Espíritas — Conduta. 2. Espiritismo. 3. Obras psicografadas. I. Vieira, Waldo,
1932-. II. Título.
98-1017. CDD 133.93
CDU 133.7
190698 240698 005507
- 9 -
ÍNDICE
Conduta espírita .......................................................................................................10
Mensagem ao leitor ...................................................................................................11
1 - Da mulher..........................................................................................................12
2 - Do jovem...........................................................................................................13
3 - Do dirigente de reuniões doutrinárias ...............................................................16
4 - Do médium........................................................................................................15
5 - No lar ................................................................................................................16
6 - Na via pública ...................................................................................................17
7 - Em viagem ........................................................................................................18
8 -No trabalho ........................................................................................................19
9 - Na sociedade .....................................................................................................20
10 - Nos embates políticos .......................................................................................21
11 - No templo..........................................................................................................22
12 - Na obra assistencial...........................................................................................23
13 - Na propaganda ..................................................................................................24
14 - Na tribuna..........................................................................................................25
15 - Na imprensa ......................................................................................................26
16 - Na radiofonia ....................................................................................................27
17 - Nos conclaves doutrinários ...............................................................................28
18 - Perante nós mesmos ..........................................................................................29
19 - Perante os parentes............................................................................................30
20 - Perante os companheiros...................................................................................31
21 - Perante a criança ...............................................................................................32
22 - Perante os doentes.............................................................................................33
23 - Perante os profitentes de outras religiões ..........................................................34
24 - Perante os Espíritos sofredores .........................................................................35
25 - Perante os mentores espirituais .........................................................................36
26 - Perante a oração ................................................................................................37
27 - Perante a mediunidade ......................................................................................38
28 - Perante o passe..................................................................................................39
29 - Perante o fenômeno...........................................................................................40
30 - Perante os sonhos ..............................................................................................41
31 - Perante a Pátria .................................................................................................42
32 - Perante a Natureza ............................................................................................43
33 - Perante os animais.............................................................................................44
34 - Perante o corpo .................................................................................................45
35 - Perante a enfermidade .......................................................................................46
36 - Perante a desencarnação....................................................................................47
37 - Perante as fórmulas sociais ...............................................................................48
38 - Perante o tempo.................................................................................................49
39 - Perante os fatos momentosos ............................................................................50
40 - Perante as revelações do passado e do futuro ...................................................51
41 - Perante o livro ...................................................................................................52
42 - Perante a instrução ............................................................................................53
43 - Perante a Ciência...............................................................................................54
44 - Perante a Arte....................................................................................................55
45 - Perante a Codificação Kardequiana ..................................................................56
46 - Perante a própria Doutrina ................................................................................57
47 - Perante Jesus .....................................................................................................58
- 10 -
CONDUTA ESPÍRITA (*)
Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes
que a vida te solicita.
Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome
de conduta.
Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar
diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto de lembretes para uso pessoal, no
caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.
Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra
circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”
Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os
preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.
Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.
De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de
redenção.
Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim
proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra.
Assim, ler este livro equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E se
o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve
fazer.
EMMANUEL
Uberaba, 17 de janeiro de 1960.
- 11 -
MENSAGEM AO LEITOR
Amigo:
Não temos aqui um compêndio à guisa de código para boas maneiras, tendo
em vista a etiqueta e a cerimônia dos protocolos sociais.
Reunimos algumas páginas com indicações cristãs para que venhamos a
burilar as nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de
misericórdia, nos situou os corações.
Assim, pois, rogamos não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele
propósito de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização de disciplinas
superficiais.
É que, na atualidade, mourejam, somente no Brasil, mais de um milhão de
trabalhadores do Espiritismo, e decerto, por amor à nossa Doutrina de Libertação,
será justo sintonizar as nossas manifestações, no campo vulgar da vida, com os
princípios superiores que nos comandam as diretrizes.
Sabemos que a liberdade espiritual é o mais precioso característico de nosso
movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la, não
podemos esquecer que o exemplo digno é a base para a nossa verdadeira união em
qualquer realização respeitável.
Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.
Este livro não tem a presunção de traçar diretrizes absolutas ao
comportamento espírita. Compreendemos, com Allan Kardec, que, em Espiritismo,
foi pronunciada a primeira palavra, mas, em face do caráter progressivo de seus
postulados, ninguém poderá dizer a última.
Relevem-nos, desse modo, quantos lerem as presentes nótulas, traçadas de
caminho a caminho.
Escrevendo-as, tivemos em mira tão-somente a nossa própria necessidade
de aperfeiçoamento, ante a crescente extensão dos espíritas em nossos círculos de
ação, com a certeza de que somos indistintamente tutelados de Nosso Senhor
Jesus-Cristo, o nosso Mestre Divino, achando-nos todos chamados, por Ele,
aprender na abençoada Escola Terrestre.
ANDRÉ LUIZ
Uberaba, 17 de janeiro de 1960.
- 12 -
1
DA MULHER
Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada
tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.
Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.
Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que
falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.
O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.
Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da
maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade
santificante.
Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.
Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do
ponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das
provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.
O sacrifício representa o preço da alegria real.
Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples
ligação sexual, sem as belezas da maternidade.
Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas
para a eternidade.
Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala do
infortúnio.
Sexo desvirtuado, caminho de expiação.
Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e
realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.
O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas
coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (LUCAS,
10:41 e 42).
- 13 -
2
DO JOVEM
Moderar as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação
quanto às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção
sistemática ou pela sombra do pessimismo.
O culto da temperança afasta o desequilíbrio.
Anotar a extensão das suas forças, consultando sempre os corações mais
amadurecidos no aprendizado terrestre, sobre as diretrizes e os passos fundamentais da
própria existência, prevenindo-se contra prováveis desvios.
Invigilância conservada, desastre certo.
Guardar persistência e uniformidade nas atitudes, sem dispersar possibilidades em
múltiplas tarefas simultâneas, para que não fiquem apenas parcialmente executadas.
Inconstância e indisciplina são portas de frustração.
Abster-se do mergulho inconsciente nas atividades de caráter festivo, evitando,
outrossim, o egoísmo doméstico que inspire a deserção do trabalho de ordem geral.
A imprudência constrói o desajuste, o desajuste cria o extremismo e o extremismo
gera a perturbação.
Apagar intenções estranhas aos deveres de humanidade e ao aperfeiçoamento
moral de si mesmo.
A insinceridade ilude, primeiramente, aquele que a promove.
Buscar infatigavelmente equilíbrio e discernimento na sublimação das próprias
tendências, consolidando maturidade e observação no veículo físico, desde os primeiros
dias da mocidade, com vistas à vida perene da alma.
Os compromissos assumidos pelo Espírito reencarnante têm começo no momento
da concepção.
“Foge também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que,
de coração puro, invocam o Senhor”. — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:22)
- 14 -
3
DO DIRIGENTE DE REUNIÕES DOUTRINÁRIAS
Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e
desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na
consecução das próprias tarefas.
Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.
Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo
de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para
atender a solicitação sem objetivo justo.
Ordem mantida, rendimento avançado.
Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se
deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem alimentar, igualmente,
qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.
Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho.
Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas
sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.
Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.
Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer
assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em
todas as circunstâncias.
O proveito de uma sessão é fruto da paz
Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente
agitadas nas assembléias doutrinárias, excetuando-se nas tarefas programadas para tais
casos.
A caridade não dispensa a prudência.
Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com
excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.
O conselho fraterno existe como necessidade mútua.
Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas
sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.
Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.
Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não
poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.
Em qualquer atividade, a disciplina sedimenta o êxito.
Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.
Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que
se conduz dentro dela.
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus -Cristo, assim também andai nele.” — Paulo.
(COLOSSENSES, 2:4.)
- 15 -
4
DO MÉDIUM
Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada
transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e
importantes como as de qualquer outra pessoa.
O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a
subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões,
tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando
lealdade ao próprio dever.
Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.
Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica,
evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as
explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim
de que não se prive do ensinamento.
A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.
Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível,
respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer
gestos violentos.
O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz
portador.
Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele
fenômeno.
A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do
Espírito.
Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com
o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da
inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades
doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.
Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.
Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.
No rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência
de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.
O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I
CORÍNTIOS, 12:7.)
- 16 -
5
NO LAR
Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que
esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora
dele.
Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.
Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a
estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.
A humildade constrói para a Vida Eterna.
Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada,
sem infundir- -lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais,
evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.
O lar é a escola primeira.
Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos
menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.
A Seara do Cristo não tem fronteira.
Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender
fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em
qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.
Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles
que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e
comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.
Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.
Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo
características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores
arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.
“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus
pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.)
- 17 -
6
NA VIA PÚBLICA
Demonstrar, com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.
A Vinha do Senhor é o mundo inteiro.
Colaborar na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas
sarjetas.
As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.
Consagrar os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte,
seja ele quem for.
O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.
Cumprimentar com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco,
inspirando-lhes confiança.
A saudação fraterna é cartão de paz.
Exteriorizar gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente
informações aos que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as
pessoas fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.
Alguns instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.
Coibir-se de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras
inconvenientes, mantendo silêncio e respeito, junto às residências particulares, e justa
veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos presídios.
A elegância moral é o selo vivo da educação.
Abolir o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os
mendigos e com os animais que nos surjam à frente.
Os menos felizes são credores de maior compaixão.
Proteger, com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais
recursos de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.
O logradouro público é salão de visita para toda a comunidade.
“Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15.)
- 18 -
7
EM VIAGEM
Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança, com quantos lhe
partilhem o itinerário.
O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.
Tratar generosamente os companheiros do caminho.
A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.
Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos
companheiros mais necessitados.
Um gesto simples define uma causa.
Sem esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e minudente os
percalços e as metas da viagem.
A previdência exprime vigilância.
Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de
otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.
O otimismo gera paz e simpatia.
Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as
encomendas, recados e notícias de que seja portador.
O intercâmbio amigo destrói o insulamento.
Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem
tratar indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares
públicos.
Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.
“Andai como filhos da luz.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:8.)
- 19 -
8
NO TRABALHO
Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício
constante de uma profissão nobre e digna.
O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.
Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da
Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações
com o necessário equilíbrio.
O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.
Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios
recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.
Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.
Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a
honorabilidade da classe a que pertença.
O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.
Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às
transações do comércio.
O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.
Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita
para favoritismos e vantagens na esfera profissional.
Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.
Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que
nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.
O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.
“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” — Jesus. (JOÃO, 5:17.)
- 20 -
9
NA SOCIEDADE
Desistir de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se
efetivamente no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda
mesmo quando consagrado por outrem.
A evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.
Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé,
confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente através da boa
reputação e da honradez que lhe exornam o caráter.
Cada Espírito responde por si mesmo.
Libertar-se das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e
desapegar-se do “desculpismo” sistemático com que possa acomodar-se a qualquer atitude
menos feliz.
A negligência provoca desperdícios irreparáveis.
Afastar-se dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica, nem desdém,
somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a favor dos
necessitados.
O cristão sabe descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.
Em injunção alguma, considerar ultrapassadas ou ridículas as práticas religiosas
naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.
A Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.
Tributar respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.
Há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.
Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade,
distinção e cortesia.
A condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são
permutáveis na sucessão das existências.
“Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os
outros.” — Paulo. (ROMANOS, 14:19.)
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NOS EMBATES POLÍTICOS
Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas
cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de
propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos
eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas
do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem
defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de
votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou
cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para o mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com
responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim
de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego
da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições
doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política
humana.
“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” — Jesus. (LUCAS, 16:13.)
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NO TEMPLO
Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar
alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.
Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse
bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.
Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes
sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.
O silêncio favorece a ordem.
Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os
para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.
Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões,
aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.
A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.
Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os
encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.
A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.
Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que
possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios
religiosos.
Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.
Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes
da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios
estranhos aos postulados espíritas.
Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.
Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios
ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais
expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.
A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” —
Jesus. (MATEUS, 18:20.)
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NA OBRA ASSISTENCIAL
Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em
favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos
aquinhoados.
Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.
Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva,
sem perceber remunerações e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadas.
Só impõe restrições ao bem quem se acomoda com o mal.
Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária,
desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem
supérfluo ou luxo.
O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.
Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente
mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro
fraterno.
A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.
Jamais reter, inutilmente, os excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem
uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.
Não há bens produtivos em regime de estagnação.
Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes,
jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores
materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles
amargo peso na consciência.
Posse inútil, grilhão mental.
Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a
depender econômica, moral ou juridicamente de pessoa ou organização meramente política,
de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em seu caráter
impessoal.
A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro.
Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social,
envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros
estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos
cooperadores.
O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.
Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais
exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados,
laborando apenas com finalidade cristã, gratuitamente.
O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.
“E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando a
Ele graças a Deus, o Pai.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3:17.)
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NA PROPAGANDA
Escudar-se na humildade constante, ao desenvolver qualquer atividade de
propaganda doutrinária, evitando alarde, sensacionalismo, demonstrações publicitárias
pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranqüilidade pública.
Sem orientação segura, não há propaganda produtiva.
Com critério e temperança, estender a propaganda libertadora dos postulados
espíritas até ao recesso das penitenciárias e das colônias de isolamento sanitário, sem
depreciar crenças ou sentimentos.
Os mais doentes requerem maior ajuda.
Incentivar o intercâmbio fraterno entre as pessoas e as organizações doutrinárias,
através de cartas e publicações, livros e mensagens, visitas e certames especializados,
buscando a unificação das tarefas e o esclarecimento comum.
A permuta de experiências equilibra o progresso geral.
Pelo rádio ou pela imprensa leiga, não se estender demasiadamente, a fim de não
afastar o aprendiz incipiente.
A Doutrina deve ser ministrada em pequenas porções.
Para não se desviar das finalidades espíritas, selecionar, com ponderação e bom
senso, os meios usados na propaganda, mormente aqueles que se relacionem com
atividades comerciais ou mundanas.
Torna-se inútil a elevação dos objetivos, sempre que haja rebaixamento moral nos
meios.
Usar com prudência ou substituir toda expressão verbal que indique costumes,
práticas, idéias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao pensamento espírita, quais
sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, preferindo-se, em qualquer
circunstância, o uso da terminologia doutrinária pura.
Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre.
Arredar de si qualquer ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto de vista
dos companheiros.
A fé significa um prêmio da experiência.
Conquanto precisemos batalhar incansavelmente no esclarecimento geral, usando
processos justos e honestos, não esquecer que a propaganda principal é sempre aquela
desenvolvida pelos próprios atos da criatura, através da exemplificação eloqüente de nossa
reforma íntima, nos padrões do Evangelho.
A Doutrina Espírita prescinde do proselitismo de ocasião.
“É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” — João Batista. (JOÃO, 3:30.)
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NA TRIBUNA
Palestrar com naturalidade, governando as próprias emoções, sem azedume, sem
nervosismo e sem momices, fugindo de prelecionar mais que o tempo indicado no horário
previsto.
A palavra revela o equilíbrio.
Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conhecimentos, e
ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao assunto em pauta,
usando simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes.
Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório.
Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências, nunca
estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir.
Verbo sem disciplina gera males sem conta.
Sustentar a dignidade espírita diante das assembléias, abstendo-se de historietas
impróprias ou anedotas reprováveis.
O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o
ouvem.
Nas conversações, não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos
doutrinários de entendimento difícil, devendo selecionar oportunidades, quanto a pessoas e
ambientes, para tratar de temas delicados.
A irreflexão é também falta de caridade.
Manter-se inalterável durante a alocução, à face de qualquer situação imprevista.
Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar.
Procurar abolir, em suas palestras, os vocábulos impróprios, as expressões
pejorativas e os termos da gíria das ruas.
O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações.
Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do
plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se isole da condição dos
companheiros naturais do aprendizado, com quem distribui avisos e exortações.
Somos todos necessitados de regeneração e de luz.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a
edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” — Paulo. (EFÉSIOS, 4:29.)
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NA IMPRENSA
Escrever com simplicidade e clareza, concisão e objetividade, esforçando-se pela
revisão severa e incessante, quanto ao fundo e à forma, de originais que devam ser
entregues ao público.
O patrimônio inestimável dos postulados espíritas está empenhado em nossas
mãos.
Empregar com parcimônia e discernimento a força da imprensa, não atacando
pessoas e instituições, para que o escândalo e o estardalhaço não encontrem pasto em
nossas fileiras.
O comentário desairoso desencadeia a perturbação.
Selecionar atentamente os originais recebidos para publicação, em prosa e verso, de
autores encarnados ou de origem mediúnica, segundo a correção que apresentarem quanto
à essência doutrinária e à nobreza da linguagem.
Sem o culto da pureza possível, não chegaremos à perfeição.
Sistematicamente, despersonalizar, ao máximo, os conceitos e as colaborações,
convergindo para Jesus e para o Espiritismo o interesse dos leitores.
O personalismo estreito ensombra o serviço.
Purificar, quando não se puder abolir, o teor dos anúncios comerciais e das notícias
de caráter mundano.
A imprensa espírita cristã representa um veículo de disseminação da verdade e do
bem.
“Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 3:16.)
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NA RADIOFONIA
Divulgar, em cada programa de rádio, televisão, ou programas outros de expansão
doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo.
A base é indispensável em qualquer edificação.
Por nenhum motivo, desprezar o apuro e a melhoria dos processos técnicos no
aprimoramento constante das programações, a fim de não prejudicar a elevação do ensino.
O pensamento correto sofre influência da forma errônea por que é veiculado.
Nos comentários, palestras e citações, esquivar-se de alusões ofensivas ou
desrespeitosas aos direitos e às idéias alheias, especialmente àquelas que se refiram às
crenças religiosas e aos interesses coletivos.
A boca invigilante, muitas vezes, discorrendo sobre o amor, condena e fere.
Recordar que a matéria radiofonizada deve obedecer ao critério da simplicidade e do
respeito, em correlação com fatos comuns e atuais, clareando-se os temas obscuros ou que
exijam maior esforço de compreensão.
Os radiouvintes possuem índices culturais diversos, professando todas as religiões.
Ao elaborar programas radiofônicos, variar os assuntos, preferindo a irradiação de
páginas breves.
O interesse dos radiouvintes depende da qualidade das irradiações.
Declarar a qualidade doutrinária das programações, sem disfarces sutis ou mesmo
poéticos, com lealdade à própria fé.
Sem definição declarada, ninguém vive fiel a si mesmo.
Comunicar sinceridade e sentimento aos conceitos que irradia, jamais apresentando
estudos e páginas doutrinárias, pelas emissoras, de modo automático, sem meditar no que
esteja falando ou lendo para os ouvidos alheios.
Quem sente o que diz, vive o que pensa.
“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” — Paulo. (TITO, 2:1.)
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NOS CONCLAVES DOUTRINÁRIOS
Somente empreender conclaves doutrinários como iniciativas de aproximação e
planejamento de trabalho, a serem naturalmente entrosadas com as organizações centrais
e regionais, responsáveis pela marcha evolutiva do Espiritismo.
Não há ordem sem disciplina.
Escolher como representantes de entidades e instituições, nos certames, os
companheiros de boa-vontade que seja, de fato, competentes quanto aos objetivos
doutrinários visados.
A aptidão de servir é metade do êxito.
Participar com seriedade dos conclaves espíritas, sem procurar diletantismo ou
passatempo, sentido-os como deveres, em vez de tê-los simplesmente à conta de
divertimento e excursão turística.
O tempo não volta.
Dignificar a hospitalidade de companheiros que oferecem ao conclavista a intimidade
do próprio lar, mantendo-se com firmeza no trabalho a que foi chamado.
A fidelidade ao dever expressa nobreza de consciência.
Abster-se de subvenções governamentais de qualquer procedência para serem
aplicadas em movimentos exclusivamente doutrinários que não apresentem características
de assistência social.
Quem sabe suportar as próprias responsabilidades, dá testemunho de fé.
Respeitar os atos religiosos dos adeptos de outras crenças, evitando querelas e
desentendimentos na execução dos programas traçados para os conclaves doutrinários.
Com Jesus, só encontramos motivos para ajudar.
Fixar não somente as lembranças afetivas ou alegres, mas, sobretudo, as
resoluções, experiências e avisos do certame de que participe.
Quem guarda o ensinamento, aprende a lição.
Difundir, entre os núcleos interessados, as resoluções práticas das concentrações
doutrinárias, de modo a não deixá-las em reduzido círculo de companheiros ou na poeira do
esquecimento.
A continuidade do bem garante o melhor.
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” — Paulo. (FILIPENSES, 2:14.)
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PERANTE NÓS MESMOS
Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a
autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a
transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem
profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições,
na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações
e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos
companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria
verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se
ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de
demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver
os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os
auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e
apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o
tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” — Paulo.
(II CORÍNTIOS, 13:5.)
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PERANTE OS PARENTES
Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as
teias da consangüinidade.
Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do
Espírito encarnado.
Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais
próximos que não lhe compreendam os ideais.
O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.
Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.
A humanidade é a nossa grande família.
Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos
preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e
companheiro benevolente.
Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebêlo
por verdadeiro irmão.
Melhorar, sem desânimo, os contactos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios,
primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe
novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.
O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não
poderemos fugir.
Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando
todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.
Temos, na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a
Humanidade.
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e
é pior do que o infiel.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:8.)
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PERANTE OS COMPANHEIROS
Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda mesmo
para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.
Todos somos estudantes na grande escola da Vida.
Respeitar as idéias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos
vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da
leviandade que gera a maledicência.
Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.
Quando emprestar objetos comuns, não porfiar sobre a sua restituição, sustentandose,
firme, no propósito de auxiliar os outros de boamente, naquilo em que lhes possa ser
útil.
Desapego é alicerce de elevação.
Perdoar sem condições àqueles que não nos correspondam às esperanças ou que
direta ou indiretamente nos prejudiquem, inclusive os obsessores e outros irmãos infelizes.
Perdão nas almas, luz no caminho.
Fugir de elogiar companheiros que estejam agindo de conformidade com as nossas
melhores aspirações, para não lhes criar empecilhos à caminhada enobrecedora, embora
nos constitua dever prestar-lhes assistência e carinho para que mais se agigantem nas
boas obras.
O elogio é sempre dispensável.
Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprende e serve.
A Seara de Jesus pede trabalhadores decididos a auxiliar.
Coibir-se de qualquer acumpliciamento com o mal, a título de solidariedade nesse ou
naquele sentido.
Quem tisna a consciência, desce à perturbação.
Nunca fazer acepção de pessoas e nem demonstrar cordialidade fraterna somente
em circunstâncias que lhe favoreçam conveniências e interesses materiais.
A Lei Divina registra o móvel de toda ação.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — Jesus.
(JOÃO, 13:35.)
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PERANTE A CRIANÇA
Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as
direções.
Orientação da infância, profilaxia do futuro.
Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando
métodos e ampliando tarefas.
Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.
Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando
pela diminuição da mortalidade infantil.
Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.
Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã,
para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência
terrena.
Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da
carne.
Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e
desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.
O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.
Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.
A ordem significa artigo de lei para toda idade.
Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como
recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não
viciar-lhes a mente.
A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento
das grandes obrigações.
Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os
sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes
qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.
A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.
Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes
permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas
apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio
através da oração e do passe magnético.
Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.
Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição
singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à
criança em particular.
Sem boa semente, não há boa colheita.
“Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus.” — Jesus.
(LUCAS, 18:16.)
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PERANTE OS DOENTES
Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces,
vibrações e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo.
O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.
Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face
dos enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a
exclamações de pena ou tristeza.
O desespero é fogo invisível.
Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho,
sem quaisquer lamentações infelizes.
A resignação nasce da confiança.
Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o
restabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em
leviandade.
Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.
Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de
modo a humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às
necessidades físicas e morais dentro dos recursos ao nosso alcance.
A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.
Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com
parentes ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas
enfermidades pertinazes.
O antídoto do mal é a perseverança no bem.
“Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim
mesmo o fizestes.” — Jesus. (MATEUS, 25:40.)
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PERANTE OS PROFITENTES DE OUTRAS
RELIGIÕES
Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.
O sarcasmo não edifica.
Não exasperar-se em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos
postulados religiosos que lhe alimentam o coração, a fim de evitar o vírus da cólera e as
incursões das forças inferiores no próprio íntimo.
A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda.
Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das
origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo.
Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência.
Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa
ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.
O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas.
Suportar construtivamente as manifestações constantes de cultos exóticos e
estranhos à simplicidade e pureza do Espiritismo, oferecendo, tanto quanto possível, auxílio
e cooperação, sem pretensiosas exigências aos companheiros que a tais cultos se
prendem.
Muitos irmãos distantes serão, em futuro próximo, excelentes cultores da Doutrina
Espírita.
A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade,
não faltar com a compreensão espírita cristã nem agarrar-se a conceituações radicais e
inamovíveis.
Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão.
Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios
à fé que lhe consola o coração.
Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo.
Silenciar todo impulso a polêmicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza
religiosa.
Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental.
“Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.” (TIAGO,
5:9.)
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24
PERANTE OS ESPÍRITOS SOFREDORES
Abster-se da realização de sessões públicas para assistência a desencarnados
sofredores, de vez que semelhante procedimento é falta de caridade para com os próprios
Espíritos socorridos, que sentem, torturados, o comentário crescente e malsão em torno de
seu próprio infortúnio.
Ainda mesmo nas aparências do bem, o mal é sempre mal.
Evitar, quanto possível, sessões sistematizadas de desobsessão, sem a presença de
dirigentes que reúnam, em si, moral evangélica e suficiente conhecimento doutrinário.
Quanto mais luz, mais possibilidade de iluminação.
Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a
energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta.
Sabedoria no falar, ciência de ensinar.
Sustar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, no sentido de
preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez, em ambiente de
concórdia e serenidade.
A ordem prepara o aperfeiçoamento.
Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contacto com os
irmãos infelizes da Espiritualidade.
A azedia não cura o desespero.
Oferecer a intimidade fraterna aos comunicantes, aplicando o carinho da palavra e o
fervor da prece, na execução da enfermagem moral que lhes é necessária.
A familiaridade estende os valores da confiança.
Suprimir indagações no trato com as entidades infortunadas, nem sempre em dia
com própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado.
A enfermagem imediata dispensa interrogatório.
“Mas é grande ganho a piedade com contentamento.” — Paulo. ( I TIMÓTEO, 6:6.)
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PERANTE OS MENTORES ESPIRITUAIS
Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da
autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem
à essência doutrinária do Espiritismo.
A luz não se compadece com a sombra.
Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos
inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando
identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens
que espalhem.
O fruto dá notícia da árvore que o produz.
Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos
protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas
da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.
O tempo é precioso para todos.
Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito,
e não viciar-se em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior
consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.
Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.
Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou
parentes consangüíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou
descabidas exigências.
A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.
Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão-somente porque
esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.
Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.
“Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus.” (I JOÃO, 4:1.)
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PERANTE A ORAÇÃO
Proferir a prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa
forma, a ligação com os Benfeitores da Vida Maior.
A prece entrelaça os Espíritos.
Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces
prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena
emotividade, na exaltação da própria fé.
Há diferença fundamental entre orar e declamar.
Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas
reuniões doutrinárias.
A oração, acima de tudo, é sentimento.
Prevenir-se contra a afetação e o exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece,
adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de
intenções especiosas.
Fervor dalma, luz na prece.
Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou
ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e a distância, o
necessário perdão de nossas faltas.
Os resultados da oração, quanto os resultados do amor, são ilimitados.
Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o
pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.
Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.
Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à
convenção.
O sentimento é tudo.
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” — Jesus. (MATEUS, 26:41.)
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PERANTE A MEDIUNIDADE
Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os
fatos mediúnicos como extraordinários ou místicos.
O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano
como qualquer outro.
Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da
obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence.
Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.
Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade.
Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as
experiências e as provas que lhes cabem.
Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados obtidos através dele,
lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear.
Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo, nosso Mestre e Senhor.
Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade
acima dos eventos efêmeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais
e religiosos da Terra.
A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo.
Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes
receptivos.
Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.
Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo
espinheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos
cimos da vida.
Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em
espiritualidade.
“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda
carne.” (ATOS, 2:17.)
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PERANTE O PASSE
Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação
sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.
O bem ajuda sem perguntar.
Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação
violenta, a respiração ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre há
necessidade de toque direto no paciente.
A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.
Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os
dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não se transforme em mania.
É falta de caridade abusar da bondade alheia.
Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto
ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos
para assistência e tratamento espiritual.
De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.
Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe
curativo.
Disciplina é alma da eficiência.
Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias
contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação
para o socorro previsto.
A fé não exclui a previdência.
Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem
como o uso da água fluidificada, do autopasse, ou da emissão de força socorrista, a
distância, através da oração.
O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.
“E rogava-lhe muito, dizendo: — Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe
imponhas as mãos para que sare, e viva.” (MARCOS, 5:23.)
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PERANTE O FENÔMENO
No desenvolvimento das tarefas doutrinárias, colocar o fenômeno mediúnico em sua
verdadeira posição de coadjuvante natural da convicção, considerando-o, porém,
dispensável, na construção moral a que nos propomos.
A Doutrina Espírita é luz inalterável.
Conduzir as possibilidades de divulgação do Espiritismo, em qualquer setor, no
trabalho da evangelização, conferindo-lhe preferência sobre a ação fenomenológica.
Ante os imperativos da responsabilidade moral, todo fenômeno é secundário.
Atingir outros estados de compreensão das verdades que nos enriquecem a fé,
acatando as aspirações dos metapsiquistas, dos parapsicólogos e dos estudiosos
acadêmicos em geral, sem, contudo, comprometer-se, demasiado, com os
empreendimentos que lhes digam respeito.
Viver segundo o Evangelho — eis a nossa necessidade fundamental.
Jamais partilhar de assembléias espíritas visando unicamente a sucesso
espetaculares.
As manifestações mediúnicas não são a base essencial do Espiritismo.
Descentralizar a atenção das manifestações fenomênicas havidas em reuniões de
que participe, para deter-se no sentido moral dos fatos e das lições.
Na mediunidade, o fenômeno constitui o envoltório externo que reveste o fruto do
ensinamento.
“Irmãos, não sejais meninos no entendimento...” — Paulo. (CORÍNTIOS, 14:20.)
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PERANTE OS SONHOS
Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico,
sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles.
Há mais sonhos em vigília que no sono natural.
Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho.
Em tudo há sempre uma lição.
Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos
com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e
oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil.
Objetivos elevados, tempo aproveitado.
Acautelar-se quanto às comunicações inter vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto
o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.
O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se
mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.
Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas
oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.
A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.
Preparar um sono tranqüilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo
a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.
A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.
Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se
originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo
orgânico.
O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no
reino das vibrações.
“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)
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PERANTE A PÁTRIA
Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho, cumprindo rigorosamente os
deveres que lhe tocam na vida de cidadão.
Somos devedores insolventes do berço que nos acolhe.
No desdobramento das tarefas doutrinárias, e salvaguardando os patrimônios
morais da Doutrina, somente recorrer aos tribunais humanos em casos prementes e
especialíssimos.
Prestigiando embora a justiça do mundo, não podemos esquecer a
incorruptibilidade da Justiça Divina.
Situar sempre os privilégios individuais aquém das reivindicações coletivas, em
todos os setores.
Ergue-se a felicidade imperecível de todos, do pedestal da renúncia de cada um.
Cooperar com os poderes constituídos e as organizações oficiais, empenhando-se
desinteressadamente na melhoria das condições da máquina governamental, no âmbito dos
próprios recursos.
Um ato simples de ajuda pessoal fala mais alto que toda crítica.
Quando chamado a depor nos tribunais terrestres de julgamento, pautar-se em
harmonia com os princípios evangélicos, compreendendo, porém, que os irmãos incursos
em teor elevado de delinqüência necessitam, muitas vezes, de justa segregação para
tratamento moral, quanto os enfermos graves requisitam hospitalização para o devido
tratamento.
Diante das Leis Divinas, somos juizes de nós mesmos.
Nunca adiar o cumprimento de obrigações para com o Estado, referendando os
elevados princípios que ele esposa, buscando a quitação com o serviço militar, mesmo
quando chamado a integrar as forças ativas da guerra.
Os percalços da vida surgem para cada Espírito segundo as exigências dos próprios
débitos.
Expressar o patriotismo, acima de tudo, em serviço desinteressado e constante ao
povo e ao solo em que nasceu.
A Pátria é o ar e o pão, o templo e a escola, o lar e o seio de Mãe.
Substancializar a contribuição pessoal ao Estado, através da execução rigorosa das
obrigações que lhe cabem na esfera comum.
O genuíno amor à Pátria, longe de ser demagogia, é serviço proveitoso e
incessante.
“Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — Jesus. (LUCAS, 20:25.)
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PERANTE A NATUREZA
De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo,
quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire.
A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.
Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo.
Campo ajudado, pão garantido.
Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a
arborização e o reflorestamento.
A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.
Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em
explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores
generosas e o explosivo na pesca.
O respeito à Criação constitui simples dever.
Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral,
movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária.
O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.
Eximir-se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem
aplicação para fins elevados.
O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do
Pai.
Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas
doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas
medicinais.
Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.
Furtar-se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados
nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.
O mordomo será sempre chamado a contas.
“Pois somos cooperadores de Deus” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)
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PERANTE OS ANIMAIS
Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou
selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos
e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.
Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.
No contacto com os animais a que devote estima, governar os impulsos de proteção
e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los.
Toda paixão cega a alma.
Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências
descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em
pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos
impositivos justos do bem.
O uso edifica, o abuso destrói.
Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla
assistência.
A gratidão também expressa justiça.
No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem
desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor.
A luz do bem deve fulgir em todos os planos.
Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais,
através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.
Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade
perante a lei.
“Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 16:14.)
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PERANTE O CORPO
Cultivar a higiene pessoal, sustentando o instrumento físico qual se ele fosse viver
eternamente, preservando-se, assim, contra o suicídio indireto.
O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.
Precatar-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de
drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.
Existem venenos que agem gota a gota.
Conduzir-se de modo a não exceder-se em atitudes superiores à própria
resistência, nem confiar- -se a intempestivas manifestações emocionais, que criam
calamitosas depressões.
O abuso das energias corpóreas também provoca suicídio lento.
Distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura
para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-la contra os desvios
suscetíveis de corrompê-la.
O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma.
Fugir de alimentar-se em excesso e evitar a ingestão sistemática de condimentos e
excitantes, buscando tomar as refeições com calma e serenidade.
Grande número de criaturas humanas deixa prematuramente o Plano Terrestre
pelos erros do estômago.
Sempre que lhe seja possível, respirar o ar livre, tomar banhos de água pura e
receber o sol farto, vestindo-se com decência e limpeza, sem, contudo, prender-se à
adoração do próprio corpo.
Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar.
Por motivo algum, desprezar o vaso corpóreo de que dispõe, por mais torturado que
ele seja.
Na Terra, cada Espírito recebe o corpo de que precisa.
“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” —
Paulo. (I CORÍNTIOS, 6:20.)
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PERANTE A ENFERMIDADE
Sustentar inalteráveis a fé e a confiança, sem temor, queixa ou revolta, sempre que
enfermidades conhecidas ou inesperadas lhe visitem o corpo ou lhe assediem o lar.
Cada prova tem uma razão de ser.
Com o necessário discernimento, abster-se do uso exagerado de medicamentos
capazes de intoxicar a vida orgânica.
Para o serviço da cura, todo medicamento exige dosagem.
Desfazer idéias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a
disciplina mental e os recursos da prece.
A força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios
orgânicos e psíquicos.
Sabendo que todo sofrimento orgânico é uma prova espiritual, dentro das leis
cármicas, jamais recear a dor, mas aceitá-la e compreendê-la com desassombro e
conformação.
A intensidade do sofrimento varia segundo a confiança na Lei Divina.
Aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo
proteção e responsabilidade exclusivas dos médicos desencarnados.
A Eterna Sabedoria tudo dispõe em nosso proveito.
Afirmar-se mentalmente em segurança, acima das enfermidades insidiosas que lhe
possam assaltar o organismo, repelindo os pensamentos e as palavras
de desespero ou cansaço, na fortaleza de sua fé.
A doença pertinaz leva à purificação mais profunda.
Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação
dos valores alusivos à convicção religiosa.
A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” — Jesus.
(MATEUS, 11:28.)
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PERANTE A DESENCARNAÇÃO
Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso
a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.
Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.
Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se
responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o
tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.
Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.
Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de
respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.
A caridade é dever para todo clima.
Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da
pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.
O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do
silêncio que o ajudem a refazer-se.
Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários
impróprios nos enterros a que comparecer.
A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.
Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e
flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo
nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.
A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.
Ajuizar detidamente as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes
da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas
incompreensões de parentes e companheiros.
O corpo que morre não se refaz.
Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação,
quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência
humana.
A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a
morte.” — Jesus. (JOÃO, 8:51.)
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PERANTE AS FÓRMULAS SOCIAIS
Abolir o uso dispensável do luto e dos pêsames, por motivo de funerais, tanto quanto
a participação em apadrinhamentos e cerimônias ritualísticas de qualquer natureza.
O espírita não se prende a exterioridades.
Nas visitas de confraternizações, suprimir protocolos ou etiquetas pretensiosas.
A confiança pede clima familiar.
Banir dos Templos Espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à
consagração de esponsais ou nascimentos.
O Espiritismo não pode olvidar a simplicidade cristã que ele próprio revive.
Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do
carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou
manifestações exteriores espetaculares.
A verdadeira alegria não foge da temperança.
Estudar previamente e com bastante critério as apresentações de pregadores ou
médiuns, bem como as homenagens a companheiros e parentes encarnados e
desencarnados, para não incorrermos na exaltação da vaidade e do orgulho ou ferir a
modéstia e a humildade daqueles a quem prezamos.
A lisonja é veneno em forma verbal.
Proscrever o uso de distintivos e emblemas no movimento doutrinário.
Excessiva exterioridade, afastamento da simplicidade cristã.
Dispensar sempre as fórmulas sociais criadas ou mantidas por convencionalismos
ou tradições que estanquem o progresso.
Toda complexidade atrasa o relógio da evolução
“O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” — Jesus.
(MARCOS, 2:27.)
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PERANTE O TEMPO
Em nenhuma condição, malbaratar o tempo com polêmicas e conversações estéreis,
ocupações fantasistas e demasiado divertimento.
Desperdiçar tempo é esbanjar patrimônio divino.
Autodisciplinar-se em todos os cometimentos a que se proponha, revestindo-se do
necessário discernimento.
“Fazer muito” nem sempre traduz “fazer bem”.
Fugir de chorar o passado, esforçando-se por reparar toda ação menos correta.
O passado é a raiz do presente, mas o presente é a raiz do futuro.
Afastar aflições descabidas com referência ao porvir, executando honestamente os
deveres que o mundo lhe designa no minuto que passa.
O “amanhã” germinará das sementes do “hoje”.
Quanto possível, plasmar as resoluções do bem no momento em que surjam, de vez
que, posteriormente, o campo da experiência pode modificar-se inteiramente.
Ajuda menos, quem tarde serve.
Ainda que assoberbado de realizações e tarefas, jamais descurar o bem que possa
fazer em favor dos outros.
Quando procuramos o bem, o próprio bem nos ensina a encontrar o “tempo de
auxiliar”.
“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” — Jesus.
(JOÃO, 7:6.)
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PERANTE OS FATOS MOMENTOSOS
Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que
apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias,
fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de
sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos,
justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais
estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores
atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as
esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com
os outros, como para com todos.” — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:15.)
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PERANTE AS REVELAÇÕES DO PASSADO E DO FUTURO
Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo
ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do
tempo.
O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente.
Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos
anteriores à encarnação atual, por motivos banais ou frívolos.
A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos.
Afugentar preocupações com existências transcorridas, de vez que qualquer
informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga
acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade.
O que passou está gravado.
Tranqüilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa
todos os estudos referentes a predições.
A profecia real tem sinais divinos.
Jamais impressionar-se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de
que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante.
Temos conosco a vida que procuramos.
Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo
enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações
destituídas de crédito.
Somos herdeiros de nossos próprios atos.
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.” — Paulo. (I
CORÍNTIOS, 6:12.)
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PERANTE O LIVRO
Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, esquecendo os
livros de natureza inferior, e preferindo, acima de tudo, os que, por alimento da própria
alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita.
Luz ausente, treva presente.
Digerir primeiramente as obras fundamentais do Espiritismo, para entrar em seguida
nos setores práticos, em particular no que diga respeito à mediunidade.
Teoria meditada, ação segura.
Dentro do tempo de que disponha, conhecer as obras reunidas na biblioteca do
templo ou núcleo doutrinário a que pertença.
Livro lido, idéia renovada.
Apreciar com indulgência as obras de combate ao Espiritismo, compreendendo-lhes
a significação, calando defesas precipitadas ou apaixonadas, para recolher, com elas,
advertências e avisos destinados ao aperfeiçoamento da obra que lhe compete.
Vale-se o bem do mal, para fazer-se maior.
Oferecer obras doutrinárias aos amigos, inclusive as que jazem mofando sem maior
aplicação dentro de casa, escolhendo o gênero e o tipo de literatura que lhes possa
oferecer instrução e consolo.
Livro nobre, caminho para a ascensão.
Disciplinar-se na leitura, no que concerne a horários e anotações, melhorando por si
mesmo o próprio aproveitamento, não se cansando de repetir estudos para fixar o
aprendizado.
Aprende mais, quem estuda melhor.
Sem exclusão de autor ou de tema versado, analisar minuciosamente as obras que
venha a ler, para não sedimentar no próprio íntimo os tóxicos intelectuais de falsos
conceitos, tanto quanto as absurdidades literárias em torno das quais giram as
conversações enfermiças ou sem proveito.
Os bons e os maus pensamentos podem nascer de composições do mesmo
alfabeto.
Divulgar, por todos os meios lícitos, os livros que esclareçam os postulados espíritas,
prestigiando as obras santificantes que objetivam o ingresso da Humanidade no roteiro da
redenção com Jesus.
A biblioteca espírita é viveiro de luz.
“Examinai tudo. Retende o bem.” — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:21.)
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PERANTE A INSTRUÇÃO
Em todas as circunstâncias, lembrar-se de que o Espiritismo expressa, antes de
tudo, obra de educação, integrando a alma humana nos padrões do Divino Mestre.
Cultura atendida, progresso mais fácil.
Solidarizar-se com os empreendimentos que visem a alfabetização de crianças,
jovens e adultos.
O alfabeto é o primeiro degrau de ascensão à cultura.
Pugnar pela laicidade absoluta do ensino mantido oficialmente, esclarecendo os
estudantes, sejam crianças ou jovens, sempre que necessário, quanto à conveniência de se
absterem, cordialmente, quando possível, das aulas e solenidades de ensino religioso nos
institutos de instrução que veiculem noções religiosas contrárias à Doutrina do Espiritismo.
O lar e o templo são as escolas da fé.
Aperfeiçoar os métodos de ministração do ensino doutrinário à mente infantil,
buscando nesse particular os recursos didáticos suscetíveis de reafirmarem a seriedade e o
critério seguro de aproveitamento na elaboração de programas.
Na academia do Evangelho, todos somos alunos.
Renovar as matérias tratadas nos programas de evangelização, segundo
orientações atualizadas.
O Espiritismo progride sempre.
Dedicar atenção constante à melhoria dos processos pedagógicos, no sentido de
oferecer aos pequeninos viajores recém-chegados da Espiritualidade a rememoração
necessária daquilo que aprenderam e dos compromissos que assumiram antes do processo
reencarnatório.
Quem aprende pode ensinar e quem ensina aperfeiçoa o aprendizado.
Dispor o problema da educação com Jesus, acima dos interesses de sociedades e
núcleos, unificando, sempre que possível, os trabalhos esparsos, imprimindo maior relevo
às obras de evangelização, no preparo essencial do futuro.
A educação da alma é a alma da educação.
“Portanto, ide e ensinai...” — Jesus. (MATEUS, 28:19.)
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PERANTE A CIÊNCIA
Colaborar com as iniciativas que enobreçam as pesquisas e os estudos da
inteligência sem propósitos destrutivos.
Toda ciência que objetiva o progresso humano vem do Socorro Celestial.
Exaltar a contribuição inestimável da medicina terrestre em sua marcha progressiva
para a suprema redenção da saúde humana.
O médico, consciente ou inconscientemente, está ligado ao Divino Médico.
Sopitar quaisquer impulsos inamistosos para com os representantes da ciência,
sobre temas doutrinários ou problemas assistenciais.
Na prestação de serviço, temos o exemplo renovador.
Quando chamado a responsabilidades no setor científico, superar limitações e
preconceitos, sem perder a simplicidade e a modéstia.
Não há sabedoria real sem humildade vivida.
Desaprovar os procedimentos que, embora rotulados de científicos, venham de
encontro aos ensinamentos espíritas.
À ciência humana sobrepõe-se a Ciência Divina.
“A ciência incha, mas o amor edifica.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 8:1.)
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PERANTE A ARTE
Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.
A arte deve ser o Belo criando o Bom.
Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a
animalidade ou a extravagância.
O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.
Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.
Melhoria buscada, perfeição entrevista.
Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a
pureza doutrinária.
A arte enobrecida estende o poder do amor.
Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas
nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembléias
a que se destinem.
A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.
“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos
sentimentos em Cristo Jesus.” — Paulo. (FILIPENSES, 4:7.)
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PERANTE A CODIFICAÇÃO
KARDEQUIANA
Recordemos constantemente os ensinos insubstituíveis e sempre momentosos que
iluminam as páginas da Codificação Kardequiana, de onde extratamos alguns breves
tópicos:
“Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém, cumpri-la”, também o
Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em
contrário ao que ensinou o Cristo; mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e
para toda a gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No
Cristianismo se encontram todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se
enraizaram.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre,
repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura
sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e
o bem da Humanidade.”
(O Livro dos Espíritos)
“O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas
pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho
predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim pelas
suas tendências.”
(O Livro dos Espíritos)
“A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da
vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer
que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau de responsabilidade.”
(O Livro dos Espíritos)
“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços
que emprega para domar suas inclinações infelizes.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os
deveres do homem se resumem nesta máxima: Fora da caridade não há salvação.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo)
“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.”
— Paulo.
(I TIMÓTEO, 4:15.)
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PERANTE A PRÓPRIA DOUTRINA
Apagar as discussões estéreis, esquivando-se à criação de embaraços que
prejudiquem o desenvolvimento sadio da obra doutrinária.
O espírito da verdadeira fraternidade funde todas as divergências.
Não restringir a prática doutrinária exclusivamente ao lar, buscando contribuir, de
igual modo, na seara espírita de expressão social, auxiliando ainda a criação e a
manutenção de núcleos doutrinários no ambiente rural.
Todos estamos juntos nos débitos coletivos.
Orar por aqueles que não souberem ou não puderem respeitar a santidade dos
postulados espíritas, furtando-se de apreciar-lhes a conduta menos feliz, para não favorecer
a incursão da sombra.
O comentário em torno do mal, ainda e sempre, é o mal a multiplicar-se.
Desapegar-se da crença cega, exercitando o raciocínio nos princípios doutrinários,
para não estagnar-se nas trevas do fanatismo.
Discernimento não é simples adorno.
Antes de criticar as instituições espíritas que julgue deficientes, contribuir, em
pessoa, para que se ergam a nível mais elevado.
Quem ajuda, aprecia com mais segurança.
Auxiliar as organizações espiritualistas ou as correntes filosóficas que ainda não
recebem orientação genuinamente espírita, compreendendo, porém, que a sua tarefa
pessoal já está definida nas edificações da Doutrina que abraça.
O fruto não amadurece antes do tempo.
Recordar a realidade de que o Espiritismo não tem chefes humanos e de que
nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no cenário
de suas realizações.
Cristo, nosso Divino Orientador, não vive ausente.
“Que fazeis de especial?” — Jesus. (MATEUS, 5:47.)
- 58 -tas ou as correntes filosóficas que ainda não
recebem orientação genuinamente espírita, compreendendo, porém, que a sua tarefa
pessoal já está definida nas edificações da Doutrina que abraça.
O fruto não amadurece antes do tempo.
Recordar a realidade de que o Espiritismo não tem chefes humanos e de que
nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no cenário
de suas realizações.
Cristo, nosso Divino Orientador, não vive ausente.
“Que fazeis de especial?” — Jesus. (MATEUS, 5:47.)
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