Espiritismo

https://blogoliviaespirita.blogspot.com.br/2016/08/espiritismo-tem-dogmas-o-espiritismo.html



http://www.institutoandreluiz.org/espiritismo.html



O QUE É ESPIRITISMO?



É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita:



O Livro dos Espíritos,

O Livro dos Médiuns,

O Evangelho segundo o Espiritismo,

O Céu e o Inferno e A Gênese.



“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”



Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)



“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:

conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”



Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo

– cap. VI – 4).



O QUE REVELA:

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.




SUA ABRANGÊNCIA:
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.




SEUS ENSINOS FUNDAMENTAIS:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.




O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.



Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.



No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.




Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.




O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.



Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.




Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.


Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram.


Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.

Os imperfeitos nos induzem ao erro.



Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.



E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.




A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.




(Fonte: FEB e SobreSites)






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Kardec diz:


"Conhece-se o verdadeiro espíríta pela sua transformação moral e pelo esforço que emprega para domar suas más inclinações"


Seja Bem Vindo!



"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim.

Ou são ramos da mesma árvore majestosa.
Portanto, são todas verdadeiras."

Mahatma Gandhi








sábado, 31 de julho de 2010

Tributo a Chico Xavier na ONU




No dia 6 de agosto será realizado o evento "Tributo a Chico Xavier" num dos auditórios da ONU, em Nova York (EUA), em uma promoção da United Nations Staff Recreation Council (LNSRC) e Society for Enlightenment And Transformation (SEAT). Será apresentado o filme Chico Xavier, seguido de uma mesa redonda com produtores e atores do filme e diretores da FEB e do Conselho Espírita Internacional.
Informações: www.spiritistvideos.com/chico

PRESIDENTE E DIVULGAÇÃO ESPIRITA




Sejamos objetivos.
Vamos divulgar as nossas
atividades doutrinarias.

Allan Kardec lançou e publicou o livro dos espíritos, na França.
Publicou o livro impresso,
e as leis divinas e universais, se tornaram mais claras
para milhares de pessoas.

Allan Kardec usou o meio de comunicação
disponível na época.

Hoje, com a rapidez dos meios de comunicação,
comunicação instantânea,
devemos usar esses instrumentos.

Usemos a Internet para a divulgação Espirita.
Que cada Instituição Espirita
tenha uma pagina na Internet.

A maior caridade é a divulgação
da doutrina dos espíritos.
Você, Presidente e responsável por uma Instituição Espirita.
Você pode ampliar a divulgação da doutrina dos espíritos
usando a Internet.

Providenciar uma pagina na Internet
e divulgar as atividades doutrinarias, da casa espirita.
O espiritismo é luz em todos os lugares.

Aproveitemos a Internet e
divulguemos o espiritismo.
É mais um meio rápido, gratuito
e que atinge milhões de pessoas,
mundialmente.

Presidente e dirigente espirita.
Façamos a parte que nos compete.
Muita Paz.


CONHEÇA LEIA ESTUDE DIVULGUE
http://www.mensagenespirita.blogspot.com

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Psicólogo Jesus - Espiritismo com André Ariovaldo







André Ariovaldo- Palestras e Cursos.
Acesse o site :

http://www.andreariovaldo.com.br/

Diversas Palestras de Divaldo Franco para Download.







BUSCA INTERIOR: UMA VIAGEM PARA O AUTODESCOBRIMENTO
LINK DOWNLOAD: http://www.megaupload.com/?d=QE83S31Z

6º MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ (2003)
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SUPREMA EXCELÊNCIA DO AMOR
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O PODER DA FÉ RACIOCINADA
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LIBERTAÇÃO PELO AMOR
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UMA VIAGEM AO INTERIOR DO HOMEM
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TRIUNFO PESSOAL
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TRIUNFO PESSOAL (PARTE 3 EM VÍDEO)
LINK DOWNLOAD - PARTE III-A: http://www.megaupload.com/?d=9Q3IPRXW
LINK DOWNLOAD - PARTE III-B: http://www.megaupload.com/?d=S3HQ953D

RESPONSABILIDADE E CONSCIÊNCIA
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OUVINDO O CORAÇÃO
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DIANTE DE DEUS E O UNIVERSO
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DIVALDO RESPONDE: ASSUNTOS DIVERSOS
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A PRÁTICA DA MEDIUNIDADE NO CENTRO ESPÍRITA
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O PENSAMENTO
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SAÚDE INTEGRAL
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A CORAGEM DE VIVER
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ACORDES DE LUZ (MENSAGENS NA VOZ DE DIVALDO FRANCO)
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MEDIUNIDADE
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OBSESSÃO, LOUCURA, TERAPIA, RESGATE
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ESPIRITISMO: RUMO PARA SER FELIZ
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CHICO XAVIER: MEDIUNIDADE COM JESUS E KARDEC (ABERTURA DO 3º CONGRESSO ESP. BRASILEIRO)
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CHICO XAVIER: O MENSAGEIRO DA PAZ (ENCERRAMENTO DO 3º CONGRESSO ESP. BRASILEIRO)
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AIDS E SEXO
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CIÊNCIA E JESUS: O MAIOR TERAPEUTA DA HUMANIDADE
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ANÁLISE DO HOMEM NA TERRA
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HOMENAGEM AOS 140 ANOS DE O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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VIOLÊNCIA E PAZ
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MEDIUNIDADE: DIVALDO FRANCO RESPONDE
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A CASA ESPÍRITA: PROBLEMAS E SOLUÇÕES
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VIVENCIANDO A VERDADE
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A VELHICE E O TRIUNFO DA VIDA
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UMA NOVA VISÃO DA LOUCURA E DA OBSESSÃO, SAÚDE E DOENÇA
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PRIMEIRO CONGRESSO ESPÍRITA MUNDIAL
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A PAZ VEM DE DEUS
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A MORTE DE ALLAN KARDEC E O TRIUNFO DA IMORTALIDADE
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RECONCILIAÇÃO (O PERDÃO DE CLÁUDIA)
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DESPERTE E SEJA FELIZ
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O HOMEM EM BUSCA DO AUTODESCOBRIMENTO
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A HISTÓRIA DE HUGOLIN
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NAS TRILHAS DO RABI GALILEU
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EUFRÁSIA (O PODER DO AMOR)
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A IMORTALIDADE DA ALMA
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OS NOVOS DISCÍPULOS DE JESUS
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Mídia Espírita - Acervo Gratuito de Conteúdo Espírita





 Acesse e Confira:
http://midiaespirita.com.br/42_semana.htm

Obsessão Espiritual





Obsessão: Classificação 
IntroduçãoEmbora os conceitos iniciais da doença obsessão (enfermidade de caráter espiritual) já houvessem sido abordadas por Kardec, em 1857 no Livro dos Espíritos, a descrição completa da obsessão só foi publicada por Kardec em 1861, no Cap. XXIII do Livro dos Médiuns, onde ele de­fine a doença, enumera suas causas, classifica seus diferentes tipos e propõem uma terapêutica eficiente.
 Afirmava Kardec que a obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir, e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é um termo ge­nérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas princi­pais variedades são:
a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.

obsessão simples:
Na obsessão simples o Espírito inferior procura, através de sua tenacidade e persistência, intrometer-se na vida do obsediado, dando-lhe sugestões que, na grande maioria das vezes, são contrárias a sua forma habitual de pensar. Quando se trata, por exemplo, de um médium acometido por obsessão simples, o Espírito inferior se intromete nas suas comunicações e o impede de se comunicar com outros Espíritos, ou se apresenta substituindo e se fazendo passar por outros. Entretanto, esclarece Kardec, ninguém está obsediado pelo fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. A obsessão consiste na ação persistente de um Espírito, e do qual não se consegue desembaraçar, à pessoa sobre quem ele atua. O melhor médium pode ser enganado, sobretudo no começo, que lhe falta a experiência necessária, pode-se pois, ser enganado sem ser obsediado.O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma-nos:"A obsessão simples, é uma parasitose comum em quase todas as cria­turas, considerando o natural intercâmbio psíquico existente em to­dos os setores do Universo."Entretanto, o problema reside na fixação, pois o próprio signi­ficado da palavra obsessão, como vimos, revela idéia fixa, o que ca­racteriza o instalação do processo obsessivo. Surgem, assim, como si­nais e sintomas da obsessão simples, as desconfianças excessivas, os estados de insegurança pessoal, as enfermidades sem causas definidas, etc. Observamos também, mudanças algo súbitas no temperamento habitual do obsediado, em razão das mensagens telepáticas emitidas pelo obses­sor e reforçadas nos clichês mentais que ressurgem dos arquivos do in­consciente. Podemos incluir nessa categoria os casos de obsessão de efeitos físicos, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente pancadas, ruídos. Pelo que chamamos manifestações físicas espontâneas ou obsessão de efeitos físicos.

 Fascinação 
Na fascinação, as conseqüências são mais sérias. É uma ilusão, produzida pela ação direta do Espírito obsessor sobre o pensamento do médium, e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio e o seu julgamento relativamente às comunicações. O fascinado não acredita que o estejam enganando e o Espírito fascinador tem a capacidade de lhe inspirar confiança cega, que o impede de compreender o absurdo do que escreve ou fala, ainda que este absurdo esteja claro a todos os que os cercam. A ilusão pode mesmo ir ao ponto de fazê-lo ver o sublime na linguagem mais ridícula. O fascinado não se sente incomodado com a presença e a influência do obsessor, muitas vezes até gosta, e forma-se então o verdadeiro processo de simbiose psíquica. O médium fasci­nado se acredita guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito, pois que usa nome de personagens famosos ou de Espírito de valor. O Espírito obsessor nesses casos é hábil, astuto e profundamente hipó­crita, pois usa uma imagem que esconde suas verdadeiras intenções. Usa com freqüência as palavras caridade, humildade e amor a Deus como cre­denciais, mas, através de tudo, deixa transparecer sinais de inferio­ridade. A fascinação é difícil de ser tratada porque o obsediado re­cusa orientação e tratamento, pois não acredita estar sob influência obsessiva, e até, às vezes, acredita que todos os demais é que se en­contram obsediados, magoa-se e afasta-se das pessoas que o podem es­clarecer. Geralmente, os médiuns fascinados vagueiam de um centro ao outro e, muitas vezes, terminam por criarem seus próprios centros es­píritas onde serão onipotentes. 

Subjugação 
A subjugação é o tipo de obsessão em que existe a paralisia da vontade do obsediado e o obsessor assume o domínio completo de sua ví­tima, que é escravizada, perdendo a vontade própria. A subjugação pode ser moral ou corporal (física).Na subjugação física, o Espírito obsessor atua sobre os órgãos materiais e provoca atos motores involuntários, variando, desde si­tuações, como por exemplo, necessidade de escrever nas horas mais ino­portunas até situações ridículas como gestos involuntários, etc. Na subjugação física, o indivíduo age contra a sua vontade e tem cons­ciência do ridículo a que se expõe e que não consegue evitar, sofrendo muito com isso. Pode, algumas vezes, praticar atos violentos.Na subjugação moral ou psíquica, o subjugado é levado a tomar resoluções freqüentemente absurdas e comprometedoras, muito diversas da sua vontade, que, por uma espécie de ilusão, ele crê sensatas.O paciente subjugado vai sendo dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, geralmente sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez (consciência).O subjugado perde temporária ou definitivamente, durante a sua atual reencarnação, o controle sobre a área da consciência, não po­dendo se expressar livremente.A visão, a audição e os demais sentidos confundem a realidade objetiva. Por fim, o obsessor toma conta dos centros de comando motor e domina fisicamente a vítima que lhe fica inerte, subjugada moral e fisicamente, agindo como um louco vulgar.A subjugação é de mais fácil reconhecimento, mas de difícil tratamento, e é raro haver cura sem deixar seqüelas. Não devemos supor na subjugação, o Espírito obsessor tome lugar no corpo do obsediado, há, sim, uma supremacia da sua vontade dominando completamente a do médium.Lembramos ainda que a obsessão é o peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.A Doutrina Espírita veio desvendar o processo de nossa liber­tação, revelando que a cura só ocorrerá se os envolvidos no processo, reconhecendo seus débitos, procurarem a melhora. Vem demonstrar que a nossa libertação deve ser conquistada a cada dia com o empenho de to­das as nossas energias e o selo de nossa responsabilidade. Dos tormen­tosos processos obsessivos o homem só se libertará quando compreender o quanto é responsável pelo próprio tormento, e pelos que causa, aos que hoje lhe batem às portas do coração, roubando a paz que julgava merecer. Liberdade e responsabilidade. Para merecermos a primeira te­mos que assumir a segunda!

 Bibliografia1) Livro dos Médiuns - Allan Kardec2) A Gênese - Allan Kardec3) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco4) Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco5) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier6) Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier

PARTE 1: Espiritismo: Como Distinguir os bons dos maus Espíritos? - André Ariovaldo





Espiritismo: Como Distinguir os bons dos maus Espíritos? - André Ariovaldo (Parte 2)





terça-feira, 20 de julho de 2010

Organização do Centro Espírita




José Queid Tufaile Huaixan

Introdução

O centro espírita é um posto avançado da Espiritualidade no planeta. Nele, encontra-se a Doutrina Espírita, Terceira Revelação de Deus aos homens. Sendo assim, ele precisa cumprir com as tarefas de consolar o povo sofredor e esclarecê-lo acerca das verdades relacionadas com o Espírito imortal. Para tanto, necessita de normas administrativas fundadas no bom-senso e nas instruções de Allan Kardec. Por isso, necessitará de um programa mínimo, onde esteja incluída uma reunião pública, com explanação do Evangelho de Jesus e estudos doutrinários de O Livro dos Espíritos. Deverá ainda fazer parte do plano de atividades, o atendimento material e espiritual às pessoas necessitadas; um curso regular para principiantes espíritas; o estudo das Obras Básicas; a propaganda do Espiritismo e um esquema administrativo que permita aos dirigentes, criarem fontes de recursos para a sobrevivência do trabalho.
Também são partes essenciais das atividades, as sessões de intercâmbio espiritual, onde se fomenta o desenvolvimento das faculdades mediúnicas e atividades desobsessivas. A casa espírita não pode deixar de mover-se pela trilogia que orienta suas atividades: aprender, ensinar e assistir.

01 - Reunião pública

A reunião pública será feita com a explanação do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita. Nela, também se colocará ao alcance das pessoas, as preciosas lições de O Livro dos Espíritos.
Esta reunião é considerada o mais importante trabalho da casa espírita, pois através dos ensinamentos, as pessoas e os Espíritos desencarnados, encontrarão alívio para dores e respostas para seus sofrimentos.
É através da compreensão dos ensinamentos do Cristo, que o homem se reforma, sente a necessidade de promover mudanças morais no seu dia-a-dia e procura os meios para refazer sua vida. O expositor ou palestrante deverá ser pessoa com conhecimento doutrinário satisfatório, dotado da autoridade moral, só conferida por uma vida reta e de bons exemplos.
A reunião pública será iniciada com uma prece breve e objetiva, a fim de proporcionar a formação do ambiente espiritual adequado. A seguir, se dará início à explanação que terá uma duração entre 20 e 40 minutos.
Ao término da palestra, o ambiente será colocado à meia-luz, para se iniciar as atividades relacionadas com os passes, ministrados em sala reservada. A equipe de passistas se dirigirá a este ambiente, onde se colocará em condições para o atendimento.
É necessário que os passistas estejam em estado de equilíbrio espiritual, vibrando por uma mesma comunhão de fins. Como isso, o trabalho dos Espíritos será facilitado e poderá proporcionar resultados satisfatórios na solução de vários problemas que afligem os que sofrem.
É bom lembrar que avisos que se costuma dar ao público, tais como mudanças de horários, novos serviços, informações administrativas, realização de eventos etc, deverão ser feitos antes da palestra. Qualquer assunto tratado após a exposição, certamente irá desviar a atenção do público em torno da mensagem, prejudicando o que acabou de ser explanado.
Nas reuniões públicas deve-se evitar a execução de músicas ou qualquer outro tipo de apresentação, que leve o indivíduo a distrair-se da mensagem. A música instrumental, em volume baixo, poderá ser colocada ao fundo, nos momentos que antecedem a exposição e após a realização da mesma. Ela facilitará a manutenção da ordem mental dos presentes, em torno do ideal comum. Mas esse não é um recurso essencial e pode ser dispensado.
Através de avisos regulares, o público poderá ser estimulado a estudar O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos momentos que antecedem a palestra. O ambiente do centro é muito favorável à reflexão e mesmo ao encontro de soluções para a problemática que normalmente cerca a vida das pessoas.
O salão de palestras não terá quadros ou inscrições de qualquer espécie, mesmo sob pretextos aparentemente justos. As reuniões espíritas, orientadas pelo pensamento do Codificador, deverão apresentar um ambiente de simplicidade e seriedade.

02 – Serviço de Entrevistas

O Serviço de Entrevistas difere do Atendimento Fraterno, por constituir-se em processo que envolve o diálogo, apontamentos, investigação e terapêutica fundamentados nos princípios e metodologias espíritas. É um tipo de serviço que a casa espírita deve proporcionar às pessoas que a procuram. Essas criaturas apresentam problemas de toda ordem. Males espirituais, psíquicos, alterações emocionais e mesmo doenças físicas, são identificadas nas atividades de assistência espiritual. O Espiritismo possui métodos para tratamento das anormalidades que atormentam o ser humano. Todos os esforços devem ser enlevados no sentido de se minimizar a dor e mesmo erradicá-la. Porém, é preciso deixar claro que a terapia espírita não dispensa nem a consulta, nem o tratamento médico.
A entrevista, investigação e orientação dos necessitados é tarefa muito grave de socorro. E, como tal, deve ser realizada por pessoas devidamente treinadas. As entrevistas acontecerão em sala reservada, onde se colocará uma mesa e cadeiras para acomodarem entrevistador e entrevistado. O atendimento será organizado com fichas de anotações, carteiras de tratamento, arquivos etc.
O controle será importante, tanto para avaliar os resultados do trabalho, como para diferenciar a qualidade de um atendimento individualizado. O Serviço de Entrevistas terá duração máxima de 2 horas e antecederá o início da reunião pública. Este procedimento faz com que os necessitados atendidos possam receber apoio espiritual já no primeiro dia em que buscam o atendimento.
Os grupos iniciantes, que ainda não tiverem segurança para desempenhar este tipo de tarefa, poderão iniciar a assistência espiritual através do Atendimento Fraterno, que não exige procedimentos investigativos ou terapêuticos distintos. Os pacientes apenas desabafam, falando sobre seus sofrimentos e recebem orientações convencionais. Mais tarde, o Serviço de Entrevistas poderá ser introduzido.
Se possível, os responsáveis pelas entrevistas, deverão manter um intercâmbio regular com grupos espíritas mais experientes, inclusive, trocando informações sobre casos em tratamento.

03 - Estudo da Doutrina Espírita

Não se pode ensinar o que não se sabe. Todos os trabalhadores do centro espírita devem se esforçar para conhecer profundamente o Espiritismo, a doutrina que professam. Isto só será possível através do estudo sério e persistente das obras da Codificação kardequiana. Um dia da semana será determinado para o estudo das Obras Básicas. O método empregado deverá ser simples, sem formalidades e fomentará a discussão e elucidação em torno dos temas em pauta. Allan Kardec afirmou que um bom método de estudo, poderia ser desenvolvido através da leitura de um determinado texto dos livros fundamentais, acompanhada da discussão pelos participantes. Um membro mais experiente coordenaria o processo. Tal procedimento costuma tornar as reuniões de estudos agradáveis e contribui sobremaneira para a homogeneização do pensamento dos membros. Se um grupo de pessoas pensa mais ou menos nos mesmos padrões morais e intelectuais, certamente estará se constituindo a "força" do centro espírita, aquele feixe de varas a que se referiu o Codificador. Esta união de vistas facilitará todas as atividades relacionadas com a administração, mediunidade, tratamentos etc.

04 - Curso para principiantes

No programa de Reformas para centros espíritas, temos evidenciado a necessidade dos dirigentes fazerem uma distinção entre as pessoas que freqüentam a sociedade, das que constituem o quadro de seus trabalhadores. É significativo o número de casas onde freqüentadores são colocados para trabalhar, sem qualquer procedimento seletivo. Esta é a causa da maioria dos males da administração espírita. Os critérios acabam tendo o homem comum como referência.
O Curso para Iniciantes é destinado às pessoas que freqüentam a casa na condição de público, mas que manifestam o desejo de conhecer a Doutrina Espírita em maior profundidade ou tornarem-se membros do grupo. Cada centro espírita poderá desenvolver seu próprio curso, mas ele deverá ser rápido, interessante e de fácil entendimento. As aulas serão ministradas em um dia específico da semana. Além de estimular as pessoas ao estudo dos princípios fundamentais do Espiritismo, elas também servirão de porta de entrada aos futuros trabalhadores. Será uma espécie de laboratório, onde possíveis candidatos a associados serão avaliados quanto às condições de servir.
Uma propaganda sobre o Curso Básico regularmente oferecido ao povo, deverá ser fixada em locais estratégicos, de modo que o maior número possível de pessoas possa tomar consciência de sua realização. Nas casas espíritas de maiores recursos, essa propaganda poderá ser estendida a programas de rádio ou coluna de jornais leigos. As inscrições deverão ser abertas na secretaria ou recepção da sociedade. O curso para iniciantes acontecerá pelo menos de três em três meses.
Cursos longos, como o ESDE (Estudo Sistemático da Doutrina Espírita), não deverão ser ministrados a quem está começando. A experiência comprova que os programas de duração extensa, que envolvem novatos, são improdutivos e terminam com elevado índice de abandono.
Depois do Curso Básico, o iniciante poderá se tornar um associado em caráter definitivo ou experimental, conforme as regras da casa. Daí para diante, vai sendo introduzido nos cursos onde se estudam as Obras Básicas, que lhe darão em alguns anos, uma formação genuinamente espírita e cristã.

05 - Reunião prática de Espiritismo

O intercâmbio espiritual é fonte perene de aprendizado moral e intelectual para o verdadeiro espírita. Ele têm importância fundamental para o equilíbrio da casa e funciona como verdadeira válvula de escape para as pressões espirituais que normalmente oprimem seus trabalhadores. No entanto, esta atividade precisa ser orientada com cautela. A lide com os Espíritos desencarnados é coisa muito séria e antes de ser implementada, exige um minucioso estudo de O Livro dos Médiuns, a fim de que se saiba em que terreno está pisando. Os grupos novatos nas práticas mediúnicas deverão efetuar um estudo regular desse manual do evocador, até que tenham condições de dar início ao intercâmbio propriamente dito. Nenhuma experiência mediúnica deverá ser efetuada sem um prévio estudo dessa importante obra.
Um programa mínimo de estudo de O Livro dos Médiuns, desenvolvido pelo Movimento de Reformas, está ao alcance dos interessados (http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/programa-de-estudos-lm.html). A reunião para desenvolvimento ou educação da mediunidade, será sempre precedida de um atencioso estudo do O Evangelho Segundo o Espiritismo, com duração em torno de 30 minutos. O dirigente escolherá 3 ou 4 participantes para comentar a lição. Ao final, ele mesmo fará o complemento, harmonizando possíveis observações conflitantes ou mal explicadas.
Em seguida, se fará a leitura de um tópico de O Livro dos Médiuns, de acordo com o programa a ser estudado. Este segundo período instrutivo, não deverá exceder 30 minutos. Após os estudos, o ambiente será colocado à meia-luz. Uma prece será feita a cada participante, de modo que todos tenham a oportunidade de ser influenciados espiritualmente.
O coordenador dirigirá a palavra a cada participante, orando por ele e se inteirando se a pessoa está sentindo algum tipo de alteração emocional ou física. A manifestação ostensiva dos Espíritos desencarnados, será iniciada somente alguns meses depois desse exercício primário.
Se houver oportunidade, pode-se contar com a assistência de dirigentes e médiuns, vindos de sociedades espíritas mais experientes. Os novatos poderão evitar experiências desagradáveis, causadas pela simples falta de conhecimento em relação ao aspecto prático das manifestações. As sessões destinadas ao desenvolvimento da mediunidade serão semanais.

06 - Reunião de desobsessão

A Reunião de Desobsessão só será implantada um ou dois anos depois que o grupo de iniciantes já estiver trabalhando regularmente nas sessões mediúnicas de desenvolvimento ou educação da mediunidade. Isso não quer dizer que os Espíritos amigos, instrutores da casa espírita, deixarão de fazer a desobsessão, enquanto este serviço não estiver oficialmente funcionando. Alguns casos de obsessão, em caráter excepcional, poderão ser tratados mesmo nas sessões de desenvolvimento mediúnico.
Não se pode esquecer, que nas mesas de trabalhos práticos, a desobsessão também acontece no mundo invisível, independente da manifestação ostensiva dos Espíritos. Basta que o grupo se esforce para criar um ambiente psíquico salutar, durante a realização dos estudos evangélicos. Os bons Espíritos terão facilidade em socorrer e instruir desencarnados sofredores e ignorantes. É muito comum a realização de esclarecimentos coletivos na espiritualidade.

07 - Assistência social

Toda casa espírita precisa desenvolver um trabalho de assistência social a pessoas carentes. Ele será uma importante frente de atuação, que deve ser divulgada nas reuniões públicas, com a finalidade de estimular o povo na prática da caridade e do amor ao próximo.
Nos centros espíritas que diferenciam os trabalhadores dos freqüentadores, deverá ser criado o "voluntariado", uma porta de prestação de serviços, aberta aos que apenas freqüentam as casas. Serão os voluntários do serviço espírita de assistência social, caso desejem servir ao próximo carente.
O contato com a indigência e a pobreza, desperta no homem os valores de compaixão e do amor ao semelhante. A assistência social na casa espírita é ampla e abrange, entre outras coisas, os cursos para gestantes, a distribuição de sopas, de cestas de alimentos, doação de roupas, a Campanha Auta de Souza etc.
A missão do centro espírita é esclarecer o homem a respeito de sua condição de Espírito imortal. A assistência social espírita deve ser produto da conscientização em torno dessa verdade. Lembre-se: Não são as boas obras que fazem os homens de bem, mas os homens de bem, que fazem as boas obras.

08 - Escola profissionalizante

Atualmente, têm-se aconselhado aos dirigentes espíritas, que trabalhem no sentido de criar nas dependências das casas sob sua responsabilidade, um ou mais cursos de profissionalização aberto às pessoas em geral. Além de se dar comida a quem tem fome, é preciso ajudar oferecendo também as condições técnicas aos homens, para enfrentarem as lutas da vida com dignidade. Dar o pão, sim! Mas, ensinar a sová-lo, também é importante.
Cursos regulares de computação, cozinha básica, empregada doméstica, corte e costura, corte de cabelo e outros, poderão ser implementados em uma sala anexa à casa espírita, dando condições às pessoas pobres e sem recursos, de melhorarem suas vidas.
A escola espírita de profissionalização é um trabalho urgente e deve ser implantado, tão logo possível, nas atividades das casas sérias. Os cursos ajudarão o homem na compreensão de sua cidadania, auxiliando-o a viver com dignidade, e contribuirão para a erradicar a indigência e a miséria da sociedade.

09 - Biblioteca e Livraria

O centro espírita deverá manter uma biblioteca e uma livraria para empréstimos e venda de livros doutrinários. A leitura é uma excelente forma de divulgação e aprendizado do Espiritismo, que precisa ser estimulada. Para isso, o grupo se encarregará de comprar obras doutrinárias junto às editoras e distribuidoras conhecidas, para disponibilizá-las aos trabalhadores e freqüentadores da casa.
Um Clube do Livro Espírita, poderá ser fundado na instituição. Dele, poderão participar tanto os associados, como os freqüentadores. A tarefa de divulgação da Doutrina Espírita ao público interno e externo, ficará a cargo da equipe responsável pela biblioteca e livraria.
A impressão e distribuição de mensagens, a confecção de boletins e jornais doutrinários, o envio de matérias para colunas religiosas nos jornais não espíritas, serão importantes formas de divulgar o Espiritismo e consequentemente de aumento do público interessado.
Em cada uma dessas formas de propaganda, serão impressos os dias e horários das sessões públicas disponíveis no centro espírita. Assim, uma pessoa leiga que estiver necessitada de amparo, saberá como procurar os serviços que a casa oferece.

10 – Evangelização infantil e Mocidade

A casa espírita, tendo como meta a construção de uma nova sociedade, a partir da construção de um novo homem, não pode prescindir de um espaço dedicado à evangelização das crianças e adolescentes. Este trabalho terá de ser executado por pessoas capacitadas e que tenham em seu coração o desejo de trabalhar com essas faixas de idade. Não pode ser feito de maneira aleatória, por jovens mal saídos da adolescência, como se têm configurado ao longo do tempo, dentro do Movimento Espírita.
Com as crianças, podem ser feitas reuniões de evangelização concomitante aos trabalhos públicos, enquanto os pais assistem à palestra. Aproveita-se assim a ida dos pais e dos filhos à casa espírita, promovendo a moralização de toda a família. Isso resolve também um problema comum existente nas casas que é o caso das crianças que são levadas pelos familiares à casa espírita e são deixadas à vontade, promovendo correrias e algazarras (por serem pequenas e muitas vezes sem disciplina), por vezes atrapalhando sobremaneira a exposição e a compreensão do assunto por parte de quem está ali para se instruir. O trabalho de exposição requer um certo recolhimento para quem fala, bem como para quem ouve.
As crianças são reunidas em uma sala onde existirá recursos para o aprendizado que sejam interessantes para elas, como áudio e vídeo, por exemplo, além da presença do instrutor que deve ser pessoa com certa maturidade de espírito para lidar com as várias situações. Se houver espaço, a casa deve oferecer esse serviço da forma mais organizada possível, separando as crianças por faixa de idade para melhor realizar o trabalho.
Quanto à Mocidade, achamos que os grupos de jovens não podem se isolar dentro do centro espírita como um grupo à parte, alienando-se do restante das atividades, como se o jovem não tivesse condições de dar sua contribuição ao trabalho. O Movimento Espírita tem dado, em todos esses anos, uma conotação especial ao trabalho das mocidades, de uma maneira geral, porém dentro de um espírito irreal, não preparando o jovem para viver no mundo. Geralmente são grupos dirigidos por outros jovens, que igualmente ainda não tem a maturidade suficiente para atuar entre eles, deixando a instrução dessas criaturas ansiosas e desejosas do saber, muito aquém em termos de produzir algo útil. Dedicam-se geralmente às companhas de arrecadação de alimentos e às artes, como teatro e música, e lá permanecem por anos a fio, alguns até o branquear dos fios dos cabelos. Nunca amadurecem.
Em nossa visão, os grupos de jovens devem existir dentro das casas espíritas, produzindo algo para o próprio trabalho, aprendendo lições de educação e moralidade. Devem sempre ser conduzidos por pessoas sérias e maduras o suficiente para discutir os problemas e dúvidas eu surgem nas reuniões de estudos, de maneira a dirimir dúvidas e orientar dentro de um espírito de equilíbrio e serenidade. Quando atingirem a maioridade civil, poderão entrar nos cursos de iniciação ao conhecimento da Doutrina dos Espíritos e ingressar nas fileiras de trabalhos da casa, como qualquer pessoa. A força de trabalho do jovem é de muita importância dentro da casa espírita. Não se pode tratar o jovem nos núcleos de maneira alienante, como se só servissem para tocar vilão e fazer campanhas.

11. As fontes de recursos

O centro espírita deverá criar e manter em ampla atividade, uma fonte de recursos financeiros, destinada ao pagamento dos gastos comuns, tais como impostos, taxas de energia elétrica, água e esgoto, guarda-noturno, impressão de mensagens e confecção de boletins ou jornais. A verba arrecadada, também poderá ser utilizada na assistência social e mesmo para cobrir despesas relacionadas com as viagens de possíveis expositores que visitarão o grupo. Uma das primeiras providências a serem tomadas é a de definir o corpo de associados que constitui o centro espírita. Depois, se definirá uma taxa mensal, que cada um dos membros recolherá junto à secretaria da sociedade, destinada a formar o Caixa Espírita.
A casa espírita terá em suas dependências ou anexo, uma cozinha que facilitará a realização de eventos beneficentes, tais como almoços, pizzas, bazares de tortas etc.
Em todas as promoções de caráter espírita, deve-se observar a ética moral da doutrina. Não será permitida a venda de bebidas alcóolicas nos almoços ou jantares da sociedade. A Equipe da Cozinha será formada entre os associados. Ela será encarregada de planejar e executar os eventos beneficentes. Importante observar certa regularidade nas realizações, pois essas atividades serão ocasiões para o entrosamento dos membros. Todos os recursos oriundos desses trabalhos serão destinados ao Caixa Espírita da sociedade.
Os gastos do centro espírita, assim como o controle de verbas, aplicações etc, deverão ser demonstrados em relatórios mensais, afixados em lugares de acesso aos membros associados. Uma parte da verba arrecadada mensalmente, poderá ser separada para a aquisição de terreno destinado à construção da sede definitiva, posto de assistência ou mesmo ampliação ou reforma de salas já existentes.

Conclusão

O centro espírita deve funcionar com simplicidade, objetividade e harmonia, buscando bons resultados, tanto nos efeitos internos, quanto nos efeitos externos. Isso só será possível se os associados se conduzirem por uma política administrativa pautada em boa organização, disciplina e cordialidade mútua. As pessoas, quando procuram uma casa espírita, esperam encontrar nela a solução para muitos dos seus males. Se logo no primeiro contato não se sentirem bem, é quase certo que não retornarão.
Os núcleos que trabalham sem harmonia, baseados exclusivamente no empirismo, trazem muito mais prejuízo á causa do que benefícios. Com suas ações fundamentadas no misticismo e fantasias, afastam da Doutrina Espírita as pessoas sérias e bem intencionadas.
Sabe-se das dificuldades vivenciadas por bom número dos centros espíritas existentes. Porém, muitas melhorias podem e devem ser implementadas, no sentido de tornar a casa de caridade um ambiente organizado e produtivo, onde os resultados são conseguidos pelo esforço do conjunto e não por individualidades. Mais escola, do que templo; mais sociedade constituída, do que agrupamento aleatório. Deus é sabedoria, razão, bom-senso, ordem e harmonia. Eis as metas a serem seguidas por quem divulga sua mensagem.
 

Cuidemos de Nossos Hábitos





É do conhecimento dos espíritas que uma das preocupações primeiras de Allan Kardec foi com a linguagem, isto estampando logo no início de "O Livro do Espíritos", na sua Introdução item 1, em virtude da necessidade do emprego correto dos vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo, desta forma evitando os efeitos negativos da anfibologia. Para evitar problemas nesse setor da doutrina nova que surgia, em lugar de espiritual, espiritualismo, empregar-se-ia os termos espírita e espiritismo.

► Já lemos, em vários meios espíritas de divulgação, que o Espiritismo é milenar. Discordamos frontalmente desta maneira de se querer agigantar, valorizar o Espiritismo, mostrando-o como milenar. Devemos, segundo entendemos, e no próprio benefício da divulgação da Doutrina Espírita, estabelecer uma distinção entre Espiritismo e seus princípios doutrinários, pois ela (distinção) existe, e flagrante.

► O Espiritismo, é bom relembrar em momento como este, passou a existir em 18 de abril de 1857, não tendo, consequentemente, pois, nada de milenar, pelo menos até agora. No entanto, seus princípios doutrinários basilares são encontrados há milênios na historicidade do homem na Terra, isto sim, e em várias doutrinas.

Vejamos:

▬ A crença em Deus existe em quantas religiões?
▬ A crença na reencarnação não está firmada em muitas das religiões orientais?
▬ A convicção de que a mediunidade é real, algo palpável está com o homem há quanto tempo?

Desde que colocou os pés da Terra – é a resposta.

▬ A existência do Espírito, que é eterno e que o corpo é apenas um instrumento por ele usado transitoriamente, está com o homem desde quando?
▬ O conhecimento da existência de outros mundos habitados por seres inteligentes pertence ou não ao acervo dos conhecimentos desta Humanidade?

Estes e outros aspectos doutrinários do Espiritismo estão com o homem há milênios, isto sim é verdade, é correto e assim deve ser difundido.

► Agora, a palavra Espiritismo, seu conteúdo doutrinário e seus princípios estão conosco a partir do século XIX, com o surgimento da 1ª edição de "O Livro dos Espíritos", com 501 perguntas, em 18 de abril de 1857 e a definitiva em 16 de março de 1860, com 1019 perguntas.

► Absurdo doutrinário é a existência de Centros Espíritas cujos dirigentes querem oferecer aos seus freqüentadores somente estudo, deixando de lado a assistência social, ou a prática da caridade, alguns justificando, tal procedimento, pela falta de dinheiro. Primeiro de tudo só existem duas atividades principais nos Centros Espíritas, exatamente o estudo e a prática do bem. Fugir disto é ir contra o Espiritismo. Tudo o mais deriva destas duas atividades. Ora, não se podendo ter livros novos, faça-se uma campanha pedindo livros usados ou que se os tenham emprestados. Não se pode dar um quilo de alimento, que se dê meio quilo.

Agora, abolir a prática da caridade num Centro Espírita, pelo amor de Deus!!

▬ Como ficará o lado moral? ▬ Teríamos muitos adeptos conhecedores do Espiritismo, é verdade, mas totalmente divorciados de Jesus, isto é, cegos espirituais querendo conduzir cegos. ▬ Cairão onde?

► Há uma inobservância quanto ao nome dos livros da Codificação, que podem passar como algo sem importância, mas não o é, em nosso entendimento. Os livros devem ser escritos deste modo:

“O Livro dos Espíritos” e não Livro dos Espíritos; “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e não Evangelho Segundo o Espiritismo, o mesmo com “O Livro dos Médiuns”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.

► Não sabemos se o leitor concorda, mas, segundo entendemos, nós, os espíritas, devemos utilizar um vocabulário próprio, expressar nossas idéias, opiniões e pareceres espíritas, de tal forma, que não sejamos confundidos com outras noções doutrinárias que nada têm a ver conosco. Isto está no que se chama, também, de Unificação Espírita. Nos chamados livros sagradas, muitos exibem todas estas verdades expostas pela Doutrina Espírita, atestando, sobretudo, a intercomunicação (mediunidade) existente entre os dois mundos a nos rodear – o material e o espiritual.

► Até hoje religiões dogmáticas e ritualísticas lutam tenazmente pela anulação de que os chamados mortos podem comunicar-se conosco, fato este defendido e demonstrado experimentalmente pelo Espiritismo. Ignoram, os contraditores, que “a linguagem dos fatos não admite réplica” (Allan Kardec).



► Alegam que as almas no céu estão no gozo eterno, ocupadas em adorar a Deus beatificamente, e que nada realizam de útil em prol das outras, e, por isto mesmo, nenhum interesse demonstram pelas que estão na Terra, ainda menos pelas que sofrem, estejam aqui ou no inferno. As que foram enviadas para este local (sic), a maioria, de lá nada podem fazer em nosso benefício, falar conosco, pois chegaram no fim da linha, estão com o destino traçado para todo sempre, qual seja queimarem-se sem se consumirem. É triste, muito triste constatar, mais ainda divulgar tal asneira doutrinária.

E o pior é que existem pessoas que acreditam, continuam crendo em tamanha sandice.

► É comum um hábito bem desagradável, antipático, mesmo, envolvendo a prece final, principalmente, das reuniões espíritas. O orante costuma dizer assim:

“Meus irmãos, vamos elevar o pensamento”, e logo depois dispara um verdadeiro discurso, fala uma porção de coisas que nada tem a ver com aquele momento, com o que se ouviu, com o que se passou. Faz-se, em alguma ocasiões, uma palestra.

▬ Faz-se isto a troco de quê?
▬ De nada.

Parece até uma expressão cabalística, a qual dita, tem um efeito benéfico extraordinário. Pode-se e deve-se começar logo a prece, sem preâmbulos, dirigindo-se a Deus ou a Jesus, de forma direta, sem rodeios, para logo em seguida, com unção, louvar, agradecer e pedir, exteriorizando as necessidades de seu mundo íntimo, como de todos ali presentes, nos dois planos da vida, utilizando, para isso, pedidos que atendam as necessidades gerais.

► Aliás, fala-se muito em “elevar o pensamento”.

▬ Será que todos que usam tal frase sabem o que estão dizendo?

Elevar pensamento, parece que é colocá-lo “lá em cima”, quando não o é. É procurar, mediante a concentração, aumentar a freqüência vibratória de todos a fim de que haja, naquele momento, sintonia, a melhor possível, com as energias cósmicas que nos circundam.

► Intrigante é obrigar quem vai tomar passe tenham as mãos espalmadas para cima, sem o que o passe de nada serve, ou seja, a pessoa não o recebe. Será?

O primeiro raciocínio que nos veio à mente foi este: ▬ E as pessoas que nasciam sem mãos, estavam impedidas de tomar passe?

Quem toma passe tem de estar corretamente sentado, ou não pode tomar passe. ▬ E os que se encontram internados em hospitais com o corpo todo deformado, tortos numa cama estão impedidos dos benefícios do passe? Quem logicar sabe a resposta.

► Dirigentes espíritas existem que mantêm, sem nada fazer, dois médiuns que não se falam, que se antipatizam numa reunião mediúnica! É dose! Ou não? Será que não sabem, esses dirigentes, que a característica principal, de uma reunião mediúnica, é a harmonia de pensamentos entre todos? Dissemos TODOS. É possível, numa reunião mediúnica, colher-se bons resultados entre pessoas que não se gostam? Não se falam?

► Existem pessoas, e isto é de pasmar, que se benzem após tomar o passe. E porventura, perguntamos, estão numa igreja, diante de um altar ou uma imagem? Nós, no Espiritismo, usamos tal coisa?

► Médiuns e dirigentes costumam destampar a garrafa com água destinada à fluidificação. Indagamos: para quê?

▬ Os fluidos somente penetram pelo gargalo? ▬ Vidro ou outro material usado na fabricação de um reservatório dágua é obstáculo para o que se encontra em uma outra dimensão espiritual?

► Costuma-se dizer que o Espiritismo tem as suas obras básicas e que as outras são complementares. Ora, complementar vem de completar, segundo o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda. Como estamos tratando aqui de “gramática espírita”, cremos que seria uma grande ousadia, uma imensa presunção se dizer que as obras vindas posteriormente às básicas do Espiritismo, iriam completar as básicas.

O mais correto seria suplementar, aquilo que supre, que acresce, que se adiciona a um todo para ampliá-lo. Pode-se, também, usar o verbo subsidiar, ou seja, que ajuda, que auxilia, elemento secundário, de importância menor, que reforça. Complementar, nunca!

► O que desejamos demonstrar é que o uso correto das expressões espíritas têm um valor extraordinário na divulgação do Espiritismo.

Isto nos nasceu, nos albores da nossa vida de espírita, quando uma senhora quis saber se o Espírito dela era bom ou ruim. Estranhei a colocação que a senhora fez, pois de imediato deduzi, claramente, que de Espiritismo pouco ou quase nada entendia. Seu linguajar não deixava dúvidas, não condizia com o do espírita elucidado, pois não temos um espírito, na verdade, nós somos espíritos.

Ser e Ter são verbos que tratam de coisas totalmente diferentes, têm acepção própria.

Procuramos explicar a tal senhora estes aspectos aqui em foco. Se entendeu, não sabemos. Tal senhora, e todos nós, devemos dizer: eu espírito e não meu espírito; nós espíritos e não nossos espíritos, ela espírito e não o espírito dela. Poder-se-ia alegar que é a personalidade transitória que fala “meu espírito”. Mas então perguntamos: mas não é a personalidade o Espírito reencarnado? Como então poderia usar tal expressão? É falar de si mesmo.

► É notório que a maioria dos espíritas usam o verbo desencarnar, e não morrer, quando se refere ao espírito que passou pelo fenômeno biológico da sua decomposição celular. No entanto, cometem um erro “gramatical espírita” quando dizem o desencarne de fulano, na acepção de que a palavra desencarne seja sinônimo de desencarnação.

Não é. Desencarne é flexão verbal do verbo desencarnar. O substantivo que fala, que noticia a “morte” de alguém é desencarnação. Alegam alguns: isto é vício de linguagem que passa, com o tempo, a fazer parte da linguagem espírita. Não vejo assim. Isto é demonstração de uma pessoa que se engana sobre o que seja fidelidade ao Espiritismo, sua linguagem, seus hábitos, seus envolvimentos.

► Há até espíritas que dizem assim: fulano perdeu a esposa.

Ora, em Espiritismo sabemos que não se perde alguém que desencarnou. O verbo perder tem uma conotação pesada, fere, machuca sentimentalmente quem ouve, e ainda mais, é uma mentira.

▬ Por que usá-la?
▬ Não irá confundir os leigos e iniciantes?
▬ Não possuímos quilômetros de caminhada pela estrada espírita?

Devemos saber como usar as palavras, como utilizar de sinônimos, para definição do que desejamos expressar espiriticamente, ou não?

► Diz-se, como se fosse algo normal, que o enterro de fulano foi ontem ou será amanhã.

Nenhum Espírito que está na carne será enterrado, e sim o seu corpo. Por que, então, não se dizer que o corpo de fulano foi enterrado? Fulano é o Espírito e este não se enterra. No enterro do corpo de meu genro, disse para minha neta, na época com uns dez anos de idade: “quem vai ali naquele caixão é o corpo usado pelo seu pai, ele não está sendo conduzido para ser colocado na sepultura, porque já está no mundo espiritual”.

Ela não derramou uma só lágrima durante o sepultamento e não queria jogar flores no túmulo, como é hábito nesses momentos. Somente obedeceu diante da insistência de minha filha, assim mesmo com certa relutância, má vontade.

► Recentemente, quando da desencarnação do papa João Paulo II, os noticiaristas de TV diziam que o papa seria enterrado às tantas horas do dia 8 de abril de 2005. Ora, levando-se ao pé da letra, e se houvesse uma pessoa ignorando a morte do líder católico, entenderia que o papa seria morto por enterramento naquele citado horário, ou não? Não seria muito mais lógico dizer-se que o corpo do papa seria enterrado em tal hora? Enterrar o corpo de fulano não é bem mais lógico do que enterrar o fulano, no caso o papa?

► E o engraçado, e digno de registro, é que a mídia, quando quer dizer que fulano foi ou vai ser cremado, usam corretamente a linguagem espírita, ou seja, dizem que o corpo de fulano será ou foi cremado. Por que não dizem da mesma forma quando ele vai ou foi enterrado? Prestem atenção nesses anúncios e constatarão nossas palavras.

Necessário saber-se, dentro da “gramática espírita”, que personalidade é uma coisa, individualidade é outra.

A individualidade revestiu e revestirá várias personalidades, tantas quantas forem as suas reencarnações. A individualidade é o Espírito, a personalidade é a pessoa, e esta só tem uma reencarnação, ou uma vida terrena, como queiram. Depois desta ela desaparece, dá lugar a outra, restando de lembrança o que fez e o que deixou de fazer. Quem fala, quem realiza, em essência, portanto, é a individualidade, não a personalidade..

► Espíritas invigilantes dizem: fulano deu sorte na vida ou deu azar.

Tais palavras inexistem no vocabulário espírita, na “gramática espírita”, estão banidas de nosso linguajar. Existe é mérito ou demérito. Não fora assim Deus estaria ajudando uns em detrimento de outros, conseqüentemente sendo injusto. Ele não o é, repetimos.

► Pessoas espíritas dizem que recebem mais do que merecem. Ora, tudo que recebemos vem de Deus, e se Ele dá mais a um do que a outro, logicamente está sendo injusto. E quem já viu Deus agir injustamente? Só temos o que merecemos, nem mais, nem menos.

► Espírita não se deve dizer que têm orgulho de ser isto ou aquilo, que se orgulha de seu filho está nesta ou naquela posição de destaque, de haver nascido em tal lugar, etc.

Meu Deus, é a exaltação do orgulho!

▬ Os Espíritos Orientadores não afirmam que o orgulho deve ser combatido e que deve ser exaltada a humildade?
▬ O orgulho não deriva do egoísmo?
▬ Orgulho não é o oposto de humildade?
▬ Como, então, vamos ter orgulho disto ou daquilo?

Jesus não mostrou que bem aventurados são os pobres de espírito, e estes não são os simples, os humildes como se encontra em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. VII, item 7? No item 8, deste mesmo capítulo, encontramos o Espírito Lacordaire afirmar enfaticamente que ”O orgulho é o terrível inimigo da humildade”.

▬ Como é que vamos conviver com tal inimigo, usando-o para exaltar algo que julgamos meritório?

► Queremos aproveitar a ocasião para sugerir aos expositores e escritores o cuidado ao fazer determinadas citações doutrinárias como se estivessem num livro quando estão em outro, afirmam constar no Evangelho quando não estão, foram pronunciadas por fulano quando foram por sicrano, etc.

Por exemplo: Jesus disse: “Fora da caridade não há salvação”. Foi Kardec. Kardec disse: ▬ “O Espiritismo será o que dele fizerem os espíritas”. Foi Léon Denis. Jesus disse: ▬ “O amor cobre uma multidão de pecados”. Foi Pedro. E vai por aí...

► Incomoda-nos, sobremaneira, quando um orador, ou dirigente de reunião espírita inicia suas tarefas na tribuna cumprimentando os presentes com bom dia, boa tarde ou boa noite. Isto não consta em nenhum livro doutrinário espírita e muito menos na boca dos grandes oradores que ocupam as nossas tribunas.

A verdade é que se aprende muito observando como agem os que se situam em nível superior. Saudemos o público em nome de Jesus, desejando a todos a Sua paz, rogando a Sua benção. Crie cada um a sua maneira de saudar o público. Já imaginaram se Divaldo Franco, ao iniciar sua oratória, cumprimentasse com um “boa noite” e um público de mil, duas mil pessoas respondesse BOA NOITE?

▬ Como ficaria este ambiente espiritual?
▬ Harmonizado?

▬ Ideal para o atendimento a encarnado e desencarnado que naquele ambiente se juntam? ▬ Essa desarmonia não afetaria o próprio orador?

► Aplaudir oradores ainda existe nos centros espíritas, infelizmente.

Uma “linguagem ruidosa” equivocada, para se dizer que o orador agradou. Que se aproximem dos que usam da palavra e digam-lhe baixinho “gostei de sua palestra”, “você esteve muito bem” e pronto, elogiou-se o orador.

Tribuna espírita não é palco, nem orador espírita algum é artista. Certos hábitos mundanos adquiridos são difíceis de serem extintos, é uma verdade. Há necessidade, urgente, de se estudar semanalmente, nos Centros Espíritas, o livro “Conduta Espírita”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, edição FEB. Vai fazer um bem inestimável para muita gente.

► Conversas, disse-me-disse, troca de beijinhos, cumprimentos com acenos, etc antes de começar a reunião ou depois desta é profundamente desarmonizante, deselegante, ante doutrinário, algo perturbador dentro de um Centro Espírita bem dirigido.

Centro Espírita, dentro da “gramática espírita” não é clube social. É uma Casa de Oração.

► Desculpem nosso senso crítico, mas o exposto, isto é, o apelo ao uso correto da linguagem espírita, dos nossos hábitos e do nosso comportamento devem, precisam ser melhor analisados, apreciados e vivenciados. Outras falhas existem, claro, e como!! Mas comecemos pela correção e anulação destas. É um passo, os outros virão depois.

Adésio Alves Machado.
Artigo reproduzido com autorização do autor.

Artigo publicado em (Forum Espírita) e enviado através de e-mail.

Os Anjos da Guarda Segundo André Luiz








Os Espíritos tutelares encontram-se em to­das as esferas. Os anjos da sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a longa estrada evolutiva. Des­velam-se por nós, dentro das Leis que nos regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimen­tamos todos em círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste.


Será justo lembrar que estamos plasmando nossa individualidade imperecível no espaço e no tempo, ao preço de continuadas e difíceis experiên­cias. A idéia de um ente divinizado e perfeito, invariavelmente ao nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não con­corda com a Justiça. Que governo terrestre desta­caria um de seus ministros mais sábios e especia­lizados na garantia do bem de todos para colar-se, indefinidamente, ao destino de um só homem, qua­se sempre renitente cultor de complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo, das mais severas lições da vida? Porque haveria de obrigar-se um arcanjo a descer da Luz Eterna para seguir, passo a passo, um homem deliberadamente egoísta ou preguiçoso? Tudo exige lógica, bom-senso.


Anjo, segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de anjos bons e anjos maus.


Anjo de guarda, desde as con­cepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infini­tamente a outra, ajudando-a e defendendo-a.


Em qualquer região, convivem conosco os Espíritos fa­miliares de nossa vida e de nossa luta. Dos seres mais embrutecidos aos mais sublimados, temos a corrente de amor, cujos elos podemos simbolizar nas almas que se querem ou que se afinam umas com as outras, dentro da infinita gradação do pro­gresso. A família espiritual é uma constelação de Inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus. Aquele que já pode ver mais um pouco au­xilia a visão daquele que ainda se encontra em luta por desvencilhar-se da própria cegueira. Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da evolução, possuímos, não longe de nós, alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação. Isso pode­mos verificar nos círculos da matéria mais densa. Temos constantemente corações que nos devotam estima e se consagram ao nosso bem. De todas as afeições terrestres, salientemos, para exemplificar, a devoção das mães. O espírito maternal é uma espécie de anjo ou mensageiro, embora muita vez circunscrito ao cárcere de férreo egoísmo, na custó­dia dos filhos. Além das mães, cujo amor padece muitas deficiências, quando confrontado com os princípios essenciais da fraternidade e da justiça, temos afetos e simpatias dos mais envolventes, capazes dos mais altos sacrifícios por nós, não obstante condicionados a objetivos por vezes egoís­ticos. Não podemos olvidar, porém, que o admi­rável altruísmo de amanhã começa na afetividade estreita de hoje, como a árvore parte do embrião.


Todas as criaturas, individualmente, contam com louváveis devotamentos de entidades afins que se lhes afeiçoam. A orfandade real não existe. Em nome do Amor, todas as almas recebem assistên­cia onde quer que se encontrem.


Irmãos mais ve­lhos ajudam os mais novos. Mestres inspiram dis­cípulos. Pais socorrem os filhos. Amigos ligam-se a amigos. Companheiros auxiliam companheiros.


Isso ocorre em todos os planos da Natureza e, fatalmente, na Terra, entre os que ainda vivem na carne e os que já atravessaram o escuro passadiço da morte. Os gregos sabiam disso e recorriam aos seus gênios invisíveis. Os romanos compreendiam essa verdade e cultuavam os numes domésticos.


O gênio guardião será sempre um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se encon­tram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida. Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer, nos Espíritos familiares que nos protegem, grandes e respeitáveis heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da an­gelitude eterna.


Naturalmente, avançam em linhas enobrecidas, em planos elevados, todavia, ainda sen­tem inclinações e paixões particulares, no rumo da universalização de sentimentos. Por esse mo­tivo, com muita propriedade, nas diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular asseve­rando: - “nossos anjos de guarda não combinam entre si”, ou, ainda, “façamos uma oração aos an­jos de guarda”, reconhecendo-se, instintivamente, que os gênios familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza superior para atenderem a esse ou àquele gênero de serviço.


Texto retirado do livro “Entre a Terra e o Céu” (André Luiz / Chico Xavier) – Cap. 33 (Aprendizado)


 Fonte:
 http://espiritananet.blogspot.com/2008/02/os-anjos-da-guarda-segundo-andr-luiz.html

Os Anjos da Guarda Segundo André Luiz








Os Espíritos tutelares encontram-se em to­das as esferas. Os anjos da sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a longa estrada evolutiva. Des­velam-se por nós, dentro das Leis que nos regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimen­tamos todos em círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste.


Será justo lembrar que estamos plasmando nossa individualidade imperecível no espaço e no tempo, ao preço de continuadas e difíceis experiên­cias. A idéia de um ente divinizado e perfeito, invariavelmente ao nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não con­corda com a Justiça. Que governo terrestre desta­caria um de seus ministros mais sábios e especia­lizados na garantia do bem de todos para colar-se, indefinidamente, ao destino de um só homem, qua­se sempre renitente cultor de complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo, das mais severas lições da vida? Porque haveria de obrigar-se um arcanjo a descer da Luz Eterna para seguir, passo a passo, um homem deliberadamente egoísta ou preguiçoso? Tudo exige lógica, bom-senso.


Anjo, segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de anjos bons e anjos maus.


Anjo de guarda, desde as con­cepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infini­tamente a outra, ajudando-a e defendendo-a.


Em qualquer região, convivem conosco os Espíritos fa­miliares de nossa vida e de nossa luta. Dos seres mais embrutecidos aos mais sublimados, temos a corrente de amor, cujos elos podemos simbolizar nas almas que se querem ou que se afinam umas com as outras, dentro da infinita gradação do pro­gresso. A família espiritual é uma constelação de Inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus. Aquele que já pode ver mais um pouco au­xilia a visão daquele que ainda se encontra em luta por desvencilhar-se da própria cegueira. Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da evolução, possuímos, não longe de nós, alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação. Isso pode­mos verificar nos círculos da matéria mais densa. Temos constantemente corações que nos devotam estima e se consagram ao nosso bem. De todas as afeições terrestres, salientemos, para exemplificar, a devoção das mães. O espírito maternal é uma espécie de anjo ou mensageiro, embora muita vez circunscrito ao cárcere de férreo egoísmo, na custó­dia dos filhos. Além das mães, cujo amor padece muitas deficiências, quando confrontado com os princípios essenciais da fraternidade e da justiça, temos afetos e simpatias dos mais envolventes, capazes dos mais altos sacrifícios por nós, não obstante condicionados a objetivos por vezes egoís­ticos. Não podemos olvidar, porém, que o admi­rável altruísmo de amanhã começa na afetividade estreita de hoje, como a árvore parte do embrião.


Todas as criaturas, individualmente, contam com louváveis devotamentos de entidades afins que se lhes afeiçoam. A orfandade real não existe. Em nome do Amor, todas as almas recebem assistên­cia onde quer que se encontrem.


Irmãos mais ve­lhos ajudam os mais novos. Mestres inspiram dis­cípulos. Pais socorrem os filhos. Amigos ligam-se a amigos. Companheiros auxiliam companheiros.


Isso ocorre em todos os planos da Natureza e, fatalmente, na Terra, entre os que ainda vivem na carne e os que já atravessaram o escuro passadiço da morte. Os gregos sabiam disso e recorriam aos seus gênios invisíveis. Os romanos compreendiam essa verdade e cultuavam os numes domésticos.


O gênio guardião será sempre um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se encon­tram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida. Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer, nos Espíritos familiares que nos protegem, grandes e respeitáveis heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da an­gelitude eterna.


Naturalmente, avançam em linhas enobrecidas, em planos elevados, todavia, ainda sen­tem inclinações e paixões particulares, no rumo da universalização de sentimentos. Por esse mo­tivo, com muita propriedade, nas diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular asseve­rando: - “nossos anjos de guarda não combinam entre si”, ou, ainda, “façamos uma oração aos an­jos de guarda”, reconhecendo-se, instintivamente, que os gênios familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza superior para atenderem a esse ou àquele gênero de serviço.


Texto retirado do livro “Entre a Terra e o Céu” (André Luiz / Chico Xavier) – Cap. 33 (Aprendizado)


 Fonte:
 http://espiritananet.blogspot.com/2008/02/os-anjos-da-guarda-segundo-andr-luiz.html

CHICO XAVIER



FRANCISCO CANDIDO XAVIER





Partirei desta vida sem um níquel sequer... Tudo que veio a mim, em matéria de dinheiro, simplesmente passou por minhas mãos. Graças a Deus, a minha aposentadoria dá para os meus remédios... Roupas?! Os amigos, quando acham que eu estou mal vestido, me doam... Sapatos, eu custo a gastar um par... Em casa, a nossa comida é simples... Não tenho conta bancária, talão de cheques, nenhuma propriedade em meu nome, a não ser esta casa que eu já passei em cartório para outros, tenho apenas o usufruto... Nunca tive carros, nem mesmo uma carroça... De modo que, neste sentido, nada vai me pesar na consciência. Fiz o que pude pelos meus familiares, e não fiz mais, é porque mais eu não podia fazer... Nunca contei o dinheiro que trazia no bolso, mesmo aquele que alguns amigos generosos colocavam no meu paletó...
http://elizandraapp.blogspot.com/Cantinho de Paz

Pense, não aborte!




"A ninguém é concedida a faculdade de interromper o fenômeno da vida sem assumir penoso compromisso de que não se libertará sem pesado ônus."
A vida é patrimônio inalienável que ninguém tem o direito de limitar ou destruir, sob pena de assumir graves compromissos com as Leis Divinas. O Espírito André Luiz elucida:
"[...] Arrancar uma criança ao materno seio é infanticídio confesso. A mulher que o promove ou que venha a coonestar semelhante delito é constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma, predispondo- -se geralmente a dolorosas enfermidades, quais sejam a metrite, o vaginismo, a metralgia, o enfarte uterino, a tumoração cancerosa, flagelos esses com os quais,muita vez, desencarna demandando o Além para responder, perante a Justiça Divina, pelo crime praticado. [...]"
Em outra de suas obras, o citado autor espiritual complementa: "No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu com compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidenteobsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção".
A Constituição atual preserva a vida em plenitude. Mas, até quando? A Carta Magna brasileira não pode ser maculada por simples capricho daqueles que não valorizam as leis da Natureza e nem mesmo a própria vida. Enquanto o ser humano situar os interesses materiais acima dos valores do Espírito a vida humana estará em perigo. Pode-se alterar as leis humanas de acordo com os interesses em jogo, mas as Leis Divinas são imutáveis e justas. Jamais será burlada. É o momento de se posicionar em defesa da vida a fim de banir o aborto do vocabulário humano.
Não existe dúvida de que a vida se inicia no momento da concepção. A própria Biologia confirma que o ser humano apresenta, desde o momento da concepção, todas as características que prevalecerão até a morte do corpo. Os Espíritos do Senhor, em sintonia com a Ciência, respondem ao questionamento de Allan Kardec:
"Em que momento a alma se une ao corpo?
A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. [...]"
Em uma outra questão os Espíritos da Codificação situam o aborto no mesmo patamar do homicídio:
"Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando".
Antes de qualquer atitude precipitada, é preciso raciocinar. A vida do embrião só a Deus pertence. Onde estaria a gestante se sua mãe tivesse abortado durante a sua gestação? A vida não é um brinquedo de que se desfaz a bel- -prazer. O aborto delituoso é condenado pela Doutrina Espírita, mesmo quando legalmente aprovado pelas leis humanas, uma vez que transgride as Leis Divinas.
A vida é uma arte divina e como tal deve ser respeitada e preservada a qualquer custo. O artista se consagra a partir do momento da criação, todavia, a obra de arte se valoriza após o período árduo da gestação que culmina na obra acabada. Nenhuma obra humana se iguala à escultura do ser. Fantástica, perfeita em linhas e detalhes, harmoniosa na forma e nas funções. Escultura Divina, nenhuma outra a ela se aproxima.Modelo imitado, jamais igualado. Emana das entranhas o sopro criador. É vida! Co-criadores humanos crêem-se com direitos plenos de vida e morte sobre a obra inacabada e arquitetam destruí- la ainda em gestação.Motivos fúteis, infantis, torpes... Nada justifica... Empecilhos existem, é natural, mas nada que não se resolva com vontade e amor. É vida, foco de luz; tesouro a ser lapidado. Obra divina confiada ao colo maternal.
Mãe! o Pai depositou em suas mãos o seu tesouro. Não o destrua, não aborte a maior, a mais perfeita de todas as artes: a vida de seu filho! Compete a você prosseguir na tarefa bendita de modelar o fruto sublime da Criação. Mãe, não destrua o seu direito intransferível de colaborar com as obras do Criador. E amanhã terá a certeza de haver contribuído com a própria felicidade.

A. Merci Spada Borges. Fonte: Reformador de Março de 2007.

* * * Estude Kardec * * *

Mensagem aos Espíritas






Eurípedes Barsanulfo.
Divaldo Franco.

Todo conhecimento superior que se adquire visa ao desenvolvimento moral e espiritual do ser. No que diz respeito às conquistas imortais, a responsabilidade cresce na razão direta daquilo que se assimila. Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade.

A consciência esclarecida, portanto, não se pode omitir quando convidada ao serviço de libertação da ignorância de outras em aturdimento. Somos células pulsantes do organismo universal, e quando alguém está enfermo, debilitado, detido no cárcere do desconhecimento, o seu estado se reflete no conjunto solicitando cooperação.

Jesus é o exemplo dessa solidariedade, porque jamais se escusou, nunca se deteve, avançando sempre e convidando todos aqueles que permaneciam na retaguarda para segui-Lo. Esse é o compromisso do ser inteligente na Terra e no Espaço: socorrer em nome do amor os irmãos que se detêm ergastulados no erro, no desconhecimento, na dor...

A Humanidade, desde priscas Eras, tem recebido a iluminação que verte do Alto. Nunca faltaram os missionários do Bem e da Verdade conclamando à ascensão, à superação das imperfeições morais. Em época alguma e em lugar nenhum deixou de brilhar a chama da esperança em nome de Nosso Pai, que enviou os Seus apóstolos ao Planeta, a fim de que todas as criaturas tivessem as mesmas chances de auto-realização e de crescimento interior. Todos eles, os nobres Mensageiros da Luz, desempenharam as suas atividades em elevados climas de enobrecimento e de abnegação, que deles fizeram líderes do pensamento de cada povo, de todos os povos.

Foi, no entanto, Jesus, quem melhor se doou à Humanidade, ensinando pelo exemplo e dedicação até à morte, e oferecendo carinho até hoje, aguardando com paciência infinita que as Suas ovelhas retornem ao aprisco. Apesar das Suas magníficas lições, o ser humano alterou o rumo da Sua proposta de lídima fraternidade, promovendo guerras de extermínio, elaborando castas separatistas, elegendo ilusões para a conquista do reino terrestre...

Sabendo, por antecipação, dessa peculiaridade da alma humana, o Mestre prometeu o Consolador que viria para erguer em definitivo os combalidos na luta, permanecendo com as criaturas até o fim dos tempos...

E o Consolador veio. Ao ser apresentado no Espiritismo, surgiram incontáveis possibilidades de edificação humana, pelo fato de a Doutrina abarcar os vários segmentos complexos e profundos da Ciência, da Filosofia e da Religião, contribuindo em todas as áreas do conhecimento e da emoção para o desenvolvimento dos valores eternos e a conseqüente consolidação do reino de Deus na Terra. Expandindo-se a Codificação kardequiana, as multidões esfaimadas de paz e atormentadas por vários fatores, acercaram-se e continuam abeberando-se na fonte generosa e rica, para serem atendidas, sorvendo os seus sábios ensinamentos.

Quando, porém, deveriam estar modificados os rumos convencionais e estabelecidos a fraternidade, a solidariedade, a tolerância, o trabalho de amor na família que se expande, começam a surgir desavenças, ressentimentos, conflitos, campanhas de perturbação e ataques grosseiros, repetindo-se as infelizes disputas geradas pelo egoísmo e pela vã cegueira das paixões dissolventes, conforme ocorreu no passado com o Cristianismo, destruindo a sementeira ainda não concluída e ameaçando a ceifa que prometia bênçãos.



Espíritos uns, possuídos pelo desejo de servir, mergulham no corpo conduzindo expectativas felizes para ampliar os horizontes do trabalho digno, mas vítimas de si mesmos e do seu passado sombrio, restabelecem as vinculações enfermiças, tombando nas malhas bem urdidas de obsessões cruéis, vitimados e perdidos...

Outros mais, que deveriam ser as pontes luminosas para o intercâmbio entre as duas esferas vibratórias, açodados na inferioridade moral, comprometem-se com os vícios dominantes no mundo e desertam das tarefas redentoras...

Diversos outros ainda, preparados para divulgar o pensamento libertador, deixam-se vencer pelo bafio do egoísmo e do orgulho que deveriam combater, tornando-se elementos perturbadores, devorados pela ira fácil e dominados pela presunção geradora de ressentimentos e de ódios... A paisagem, que deveria apresentar-se irisada pela luz do amor, torna-se sombreada pelos vapores da soberba e do despautério, tornando-se palco de disputas vis e de promoções doentias do personalismo, longe das seguras diretrizes do legítimo pensamento espírita...

▬  Que estão fazendo aqueles que se comprometeram amar, ajudar-se reciprocamente, fornecendo as certezas da imortalidade do Espírito e da Justiça Divina?

Enleados pelos vigorosos fios da soberba e da presunção, crêem-se especiais e dotados com poderes de a tudo e a todos agredir e malsinar. Como conseqüência dessa atitude enferma estão desencarnando muito mal, incontáveis trabalhadores das lides espíritas que, ao inverso, deveriam estar em condições felizes.

O retorno de expressivo número deles ao Grande Lar tem sido doloroso e angustiante, conforme constatamos nas experiências vivenciadas em nossa Esfera de atividade fraternal e caridosa... O silêncio em torno da questão já não é mais possível. Por essa razão, anuímos que sejam trombeteadas as informações em torno da desencarnação atormentada de muitos servidores da Era Nova em direção aos demais combatentes que se encontram no mundo, para que se dêem conta de que desencarnar é desvestir-se da carne, libertar-se dela e das suas vinculações, porém, é realidade totalmente diversa e de mais difícil realização.

Felizmente nos confortam o testemunho de inúmeros heróis do trabalho, os permanentes exemplificadores da caridade, a constância no bem pelos vanguardeiros do serviço dignificante, os ativos operários da mediunidade enobrecida e dedicada ao socorro espiritual, os incansáveis divulgadores da verdade sem jaça e sem prepotência que continuam no ministério abraçado em perfeita sintonia com as Esferas Elevadas de onde procedem.

Quem assume compromisso com Jesus através da Revelação Espírita, não se pode permitir o luxo de O abandonar na curva do caminho, e seguir a sós, soberbo quão dominador, porque a morte o aguarda no próximo trecho da viagem e o surpreenderá conforme se encontra, e não, como se dará conta do quanto deveria estar melhor mais tarde.

A transitoriedade da indumentária física é convite à reflexão em torno dos objetivos essenciais da vida que, a cada momento, altera o rumo do viajante de acordo com o comportamento a que se entrega. Ninguém se iluda, nem tampouco iluda aos demais. A consciência, por mais se demore anestesiada, sempre desperta com rigor, convidando o ser ao ajustamento moral e à regularização dos equívocos deixados no trajeto percorrido.

Todos quantos aqui nos encontramos reunidos, conhecemos a dificuldade do trânsito físico, porque já o vivenciamos diversas vezes, e ainda o temos vivo na memória e nos testemunhos a que fomos convocados. Ninguém esteve na Terra em regime de exceção. Apesar disso, bendizemos as dificuldades e as provas que nos estimularam ao avanço e à conquista da paz.

Provavelmente, estas informações, quando forem conhecidas por muitos correligionários, serão contraditadas e mesmo combatidas. Nunca faltam aqueles que se entregam à zombaria e à aguerrida oposição. Os seus estímulos funcionam melhor quando estão contra algo ou alguém. Não nos preocupamos com isso. Cumpre-nos, porém, o dever de informar com segurança, e o fazemos com o pensamento e a emoção direcionados para a Verdade.

Como os reencarnados de hoje serão os desencarnados de amanhã, e certamente o inverso acontecerá, os companheiros terrestres constatarão e se cientificarão de visu. Jamais nos cansaremos de amar e de servir, tentando seguir as luminosas pegadas de Jesus, que nos assinalou com sabedoria: Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos. Sem a pretensão de sermos escolhidos, por enquanto apenas pretendemos atender-Lhe ao sublime chamado para o Seu serviço entre as criaturas humanas de ambos os planos da vida.

E Eurípedes Barsanulfo encerra sua mensagem aos espíritas com esta emocionante prece:

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