Espiritismo

https://blogoliviaespirita.blogspot.com.br/2016/08/espiritismo-tem-dogmas-o-espiritismo.html



http://www.institutoandreluiz.org/espiritismo.html



O QUE É ESPIRITISMO?



É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita:



O Livro dos Espíritos,

O Livro dos Médiuns,

O Evangelho segundo o Espiritismo,

O Céu e o Inferno e A Gênese.



“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”



Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)



“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:

conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”



Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo

– cap. VI – 4).



O QUE REVELA:

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.




SUA ABRANGÊNCIA:
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.




SEUS ENSINOS FUNDAMENTAIS:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.




O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.



Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.



No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.




Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.




O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.



Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.




Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.


Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram.


Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.

Os imperfeitos nos induzem ao erro.



Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.



E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.




A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.




(Fonte: FEB e SobreSites)






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Kardec diz:


"Conhece-se o verdadeiro espíríta pela sua transformação moral e pelo esforço que emprega para domar suas más inclinações"


Seja Bem Vindo!



"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim.

Ou são ramos da mesma árvore majestosa.
Portanto, são todas verdadeiras."

Mahatma Gandhi








domingo, 18 de dezembro de 2016

O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Clique no título e vá até o site


(Síntese da biografia publicada no livro INICIAÇÃO, psicografado pelo médium João Nunes Maia, ditada pelo espírito de LANCELLIN).
Fonte: 
http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/index.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Dever e Trabalho



O compromisso de trabalho inclui o dever de associar-se a criatura ao esforço de equipe na obra a realizar.

*

Obediência digna tem o nome de obrigação cumprida no dicionário da realidade.

*

Quem executa com alegria as tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove as tarefas consideradas maiores.

*

A câmara fotográfica nos retrata por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro.

*

Quem escarnece da obra que lhe honorifica a existência, desprestigia a si mesmo.

*

Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação.

*

Na formação e complementação de qualquer trabalho, é preciso compreender para sermos compreendidos.

*

Quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador.

XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.


* * * Estude Kardec * * *

MURALHA DO TEMPO


“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição.” – Jesus (Mateus, 7: 13)

Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.

Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro.

E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam?

Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.

A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.

A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo.

Aquém da muralha, o passado e o presente.

Além da muralha, o futuro e a eternidade.

De cá, a sementeira do “hoje”.

De lá, a colheita do “amanhã”.

A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.

Porta larga – entrada na ilusão – saída pelo reajuste...

Porta estreita – saída do erro – entrada na renovação...

O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.

Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores.

Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.

Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmos, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.

Renovemo-nos, pois, em Cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da Felicidade Maior.





Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: O Espírito da Verdade, Médium: Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Deus abençoe a juventude

Os jovens são as primeiras luzes do amanhecer do futuro.
Cuidar de os preservar para os graves compromissos que lhes estão destinados constitui o inadiável desafio da educação.
Criar-se condições apropriadas para o seu desenvolvimento intelecto-moral e espiritual, é o dever da geração moderna, de modo que venham a dispor dos recursos valiosos para o desempenho dos deveres para os quais renasceram.
Os jovens de hoje são, portanto, a sociedade de amanhã, e essa, evidentemente, se apresentará portadora dos tesouros que lhes sejam fornecidos desde hoje para a vitória dessesnavegadores do porvir.
Numa sociedade permissiva e utilitarista como esta são muitos os convites para o consumismo e a irresponsabilidade.
Enquanto as esquinas do prazer multiplicam-se em toda parte, a austeridade moral banaliza-seconforme as situações e circunstâncias que são oferecidas como objetivos a alcançar.
À medida que a promiscuidade torna-se a palavra de ordem, os corpos jovensansiososde prazer afogam-se no pântano do gozo para o qual ainda não dispõem das resistências morais e do discernimento emocional.
Os apelos a que se encontram expostos desgastam-nos antes do amadurecimento psicológico para os enfrentamentos, dando lugar, primeiro, à contaminação doentia, em desperdício da própria existência.
Todo jovem deseja um lugar ao sol, a fim de alcançar o que supõe ser a felicidade.
Informados equivocadamente sobre o que é ser feliz, ora por questões religiosas, familiares, sociológicas, outras vezes, liberados excessivamente, não sabem escolher o comportamento que pode proporcionar a plenitude, derrapando em comportamentos infelizes…
Na fase juvenil o organismo explode de energia que deverá ser canalizada para o estudo, as disciplinas morais, os exercícios de equilíbrio, a fim de que se transforme em vigor capaz de resistir aos contratempos do processo evolutivo.
Não é fácil manter-se jovem e saudável num grupo social viciado e sem objetivo dignificante…
Não desistam os jovens de exigir os seus direitos de cidadania, de clamar pela justiça social, de insistir pelos recursos que lhes são destinados pela vida.
Direcionando o pensamento para a harmonia, embora os desastres de vário porte que acontecem continuamente, trabalhar pela preservação da paz, do apoio aos fracos e oprimidos, aos esfaimados e enfermos, às crianças e às mulheres, aos idosos e aos excluídos, é um programa desafiador que aguarda a ação vigorosa.
Buscar a autenticidade e o sentido da existência é parte fundamental do seu compromisso de desenvolvimento ético.
*   *   *
Juventude formosa e sonhadora!
Necessário que pares na correria alucinada pelos tóxicos da ilusão e reflexiones, pois que estes são os teus dias de preparação, a fim de que não repitas, mais tarde, tudo quanto agora censuras ou te permites em fuga emocional, evitando o enfrentamento indispensável ao triunfo pessoal.
O alvorecer borda de cores a noite sombria na qual se esconde o crime.
Faze luz desde agora, não te comprometendo com o mal, não te asfixiando nos vapores que embriagam os sentidos e menosprezam a criatura humana.
És o amanhecer!

Redação do Momento Espírita, com base em mensagem psicografada pelo
médium Divaldo Pereira Franco, em sessão mediúnica da noite de 22.7.2013,
no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia, a propósito
da chegada ao Brasil do Papa Francisco que iniciaria a
28ª  Jornada Mundial da Juventude.
Em 22.11.2016.

Como Conviver Com O Alcoolismo Na Família? (Divaldo Franco)

Clique: http://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-video/1451/como-conviver-com-o-alcoolismo-na-familia-divaldo-franco

Num relacionamento conjugal quando o cônjuge prefere a bebida a convivência com a família, como encarar essas situação? como perdoar? como explicar aos filhos a situação do pai?

Cousas das Trevas

Em carta você pergunta
Minha irmã Zina Belém,
O que se pensa do aborto
Na vida do Grande Além.
Desejaria falar
Em verbo claro e graúdo!...
Só sei dizer que onde moro
Aborto complica tudo.
Muitos prometem dar corpo
A credores e a colegas.
Nascem, crescem... Mas depois,
Caminham vivendo às cegas.
Espíritos recusados
Na fúria louca em que estão
Promovem desequilíbrio,
Conflito, perturbação.
E a Lei que tudo corrige
Perante o aborto ilegal
Entrega o problema à dor
Extraindo o bem do mal.
Pode crer: mancha de culpa
Na roupa do pensamento,
Somente desaparece
Com o sabão do sofrimento.
Olhe a tragédia de Ertúzia
Prometeu corpo a Joaquim,
Fugiu do trato, mas hoje
Sofre doenças sem fim.
Téo praticou muito aborto,
Em pobres moças da roça,
Depois entrou na bebida,
Caindo de fossa em fossa.
Dona Helena do Lagedo
Fez os abortos que quis,
Morreu e tornou à Terra
Doente, triste e infeliz.
Lili fez muitos abortos...
Desencarnou em Portela..
Quer nascer... Pede socorro,
Mas o povo corre dela.
Outra arrasava os pequenos
A jorros de água fervente,
E Tuta que, alucinada,
Só vê crianças à frente.
Belinha nasceu no mundo
Para dar corpo ao Libório,
Depois de expulsá-lo a ferros,
Rumou para o sanatório.
Por aborto, lá se foi
Aninha do Desidério...
Da parteira Dona Cissa
Passou para o necrotério.
Tina expulsou quatro vezes,
O espírito de João Róssi,
Logo após, caiu de cama,
Morreu de câncer precoce.
Teotônia fez vinte abortos
Em várias moças da Estaca...
Morreu e voltou ao mundo
Trazendo a cabeça fraca.
Amargosa provação
A de Ninhanha Ventura,
Seis abortos, seis problemas,
Obsessão e loucura.
Muito espírito conheço
Que sonhava paz e amor,
Que não podendo ser filho
Tornou-se perseguidor.
Cada qual é responsável
No amor que aceita ou que alcança;
Compromisso a cada um,
Mas que se poupe a criança.
Maternidade é tarefa,
Luminoso compromisso,
Um filho é bênção de Deus,
Não proteste, pense nisso.
Quando o aborto é indispensável
Tem a justa explicação,
Mas fora desse caminho
Aborto é perturbação.
Minha irmã, fuja do aborto,
Se um filho é a bênção que levas...
Aborto desnecessário
É sempre cousa das trevas.
XAVIER, Francisco Cândido. Retratos da Vida. Pelo Espírito Cornélio Pires. IDE. Capítulo 13.
* * * Estude Kardec * * *

DO OUTRO LADO

No consultório, o homem muito doente perguntou ao médico:

Doutor, o que existe do outro lado da vida?

O médico olhou seu paciente nos olhos, repousou a caneta sobre a mesa, cruzou os braços e respondeu calmamente:

Eu não sei!

Como não sabe? – Falou exasperado o paciente. Eu vou morrer, não sei o que existe do outro lado e o senhor me fala com esta tranquilidade?

Neste momento, ganidos se fizeram ouvir do lado de fora da porta. Logo em seguida, arranhões na madeira.

O médico se levantou, foi até a porta e a abriu. Um belo cão saltou feliz, nos braços do dono.

Agitava a cauda, lambia o médico, manifestando a sua alegria.

Então, o profissional atencioso olhou para o homem desolado e lhe disse:

Você viu o que fez este cão? Ele nunca estivera aqui, antes. No entanto, ele entrou na sala confiante, alegre, tão logo lhe foi aberta a porta.

E sabe por quê? Porque ele sabia que nesta sala estava seu dono.

Eu também. Não sei o que existe do outro lado da vida. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o meu Senhor estará lá! Então, não há o que temer.


* * *


Ao longo das eras, o homem tem se indagado o que existe para além da tumba, como será a outra vida.

Em torno disso, teólogos e religiosos se têm posto a pensar e têm até estabelecido discussões acerca das ideias que fazem do que seja essa outra vida para onde todos iremos.

No século XIX, na França, um pedagogo francês indagou dos imortais a respeito e o véu começou a ser levantado, revelando um mundo cheio de vida.

Vida abundante como falou o Mestre de Nazaré.

Livros foram escritos dizendo de como essa vida prossegue para os Espíritos imortais que somos todos nós.

Mas nem todos creem nos Espíritos, nessas vozes dos céus. Nem todos creem na mediunidade e nos fenômenos da comunicação dos chamados mortos.

Contudo, todos os que nos dizemos cristãos, com certeza recordamos das palavras do Mestre Jesus, em Seu discurso de despedida, naquela noite de quinta-feira, precedendo a Sua prisão:

Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus. Crede também em mim.

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito. Eu vou para vos preparar o lugar.

Portanto, tem razão o médico. Se nosso Senhor estará lá, se disse que iria à frente para nos preparar o lugar, é que nos aguarda.

Dessa forma, não importa o que mais exista lá. Não importa se temos ideias mais nítidas ou não do que exista para além da vida física.

Uma certeza temos: Jesus estará lá. Ele nos aguarda, Pastor de todas as ovelhas deste planeta e, como bom Pastor, nos receberá.

Pensemos nisso!





PorRedação do Momento Espírita, com base em texto que circula pela Internet, sem título e sem autoria e dos versículos 1 a 3 do cap. XIV do Evangelho de João. Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, Imortalidade e no livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4953&stat=0 .

Modo de Sentir

"Renovai-vos pelo espírito no vosso modo de sentir." Paulo (Efésios, 4:23)

Há muitos séculos o homem raciocina, obediente a regras quase inalteradas, comparando fatores externos segundo velhos processos de observação rege a vida física com grandes .mudanças no setor das operações orgânicas fundamentais e maneja a palavra como quem usa os elementos indispensáveis a determinada construção de pedra terra e cal.
Nos círculos da natureza externa, em si, as modificações em qualquer aspecto são mínimas, exceção feita ao progresso avançado nas técnicas da ciência e da indústria.
No sentimento, porém, as alterações são profundas.
Nos povos realmente educados, ninguém se compraz com a escravidão dos semelhantes, ninguém joga impunemente com a vida do próximo, e ninguém aplaude a crueldade sistemática e deliberada, quanto antigamente.
Através do coração, o ideal de humanidade vem sublimando a mente em todos os climas do Planeta.
O lar e a escola, o templo e o hospital, as instituições de previdência e beneficência são filhos da sensibilidade e não do cálculo.
Um trabalhador poderá demonstrar altas características de inteligência e habilidade, mas, se não possui devoção para com o serviço, será sempre um aparelho consciente de repetição, tanto quanto o estômago é máquina de digerir, há milênios.
Só pela renovação íntima, progride a alma no rumo da vida aperfeiçoada.
Antes do Cristo, milhares de homens e mulheres morreram na cruz, entretanto, o madeiro do Mestre converteu-se em luz inextinguível pela qualidade de sentimento com que o crucificado se entregou ao sacrifício, influenciando a maneira de sentir das nações e dos séculos.
Crescer em bondade e entendimento é estender a visão e santificar os objetivos na experiência comum.
Jesus veio até nós a fim de ensinar-nos, acima de tudo, que o Amor é o caminho para a Vida Abundante.
Vives sitiado pela dor, pela aflição, pela sombra ou pela enfermidade?
Renova o teu modo de sentir, pelos padrões do Evangelho, e enxergarás o Propósito Divino da Vida, atuando em todos os lugares, com justiça e misericórdia, sabedoria e entendimento.
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 67.
* * * Estude Kardec * * *

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Do outro lado

No consultório, o homem muito doente perguntou ao médico:
Doutor, o que existe do outro lado da vida?
O médico olhou seu paciente nos olhos, repousou a caneta sobre a mesa, cruzou os braços e respondeu calmamente:
Eu não sei!
Como não sabe? – Falou exasperado o paciente. Eu vou morrer, não sei o que existe do outro lado e o senhor me fala com esta tranquilidade?
Neste momento, ganidos se fizeram ouvir do lado de fora da porta. Logo em seguida, arranhões na madeira.
O médico se levantou, foi até a porta e a abriu. Um belo cão saltou feliz, nos braços do dono.
Agitava a cauda, lambia o médico, manifestando a sua alegria.
Então, o profissional atencioso olhou para o homem desolado e lhe disse:
Você viu o que fez este cão? Ele nunca estivera aqui, antes. No entanto, ele entrou na sala confiante, alegre, tão logo lhe foi aberta a porta.
E sabe por quê? Porque ele sabia que nesta sala estava seu dono.
Eu também. Não sei o que existe do outro lado da vida. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o meu Senhor estará lá! Então, não há o que temer.
*   *   *
Ao longo das eras, o homem tem se indagado o que existe para além da tumba, como será a outra vida.
Em torno disso, teólogos e religiosos se têm posto a pensar e têm até estabelecido discussões acerca das ideias que fazem do que seja essa outra vida para onde todos iremos.
No século XIX, na França, um pedagogo francês indagou dos imortais a respeito e o véu começou a ser levantado, revelando um mundo cheio de vida.
Vida abundante como falou o Mestre de Nazaré.
Livros foram escritos dizendo de como essa vida prossegue para os Espíritos imortais que somos todos nós.
Mas nem todos creem nos Espíritos, nessas vozes dos céus. Nem todos creem na mediunidade e nos fenômenos da comunicação dos chamados mortos.
Contudo, todos os que nos dizemos cristãos, com certeza recordamos das palavras do Mestre Jesus, em Seu discurso de despedida, naquela noite de quinta-feira, precedendo a Sua prisão:
Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus. Crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito. Eu vou para vos preparar o lugar.
Portanto, tem razão o médico. Se nosso Senhor estará lá, se disse que iria à frente para nos preparar o lugar, é que nos aguarda.
Dessa forma, não importa o que mais exista lá. Não importa se temos ideias mais nítidas ou não do que exista para além da vida física.
Uma certeza temos: Jesus estará lá. Ele nos aguarda, Pastor de todas as ovelhas deste planeta e, como bom Pastor, nos receberá.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em
texto que circula pela Internet, sem título e sem autoria
e dos versículos 1 a 3 do cap. XIV do 
Evangelho de João.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, Imortalidade
e no livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP.
Em 14.11.2016.


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3.3 - Psicanálise e Espiritismo - Marlon Reikdal - Estudos Aprofundados ...



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Modo de Sentir

"Renovai-vos pelo espírito no vosso modo de sentir." Paulo (Efésios, 4:23)

Há muitos séculos o homem raciocina, obediente a regras quase inalteradas, comparando fatores externos segundo velhos processos de observação rege a vida física com grandes .mudanças no setor das operações orgânicas fundamentais e maneja a palavra como quem usa os elementos indispensáveis a determinada construção de pedra terra e cal.
Nos círculos da natureza externa, em si, as modificações em qualquer aspecto são mínimas, exceção feita ao progresso avançado nas técnicas da ciência e da indústria.
No sentimento, porém, as alterações são profundas.
Nos povos realmente educados, ninguém se compraz com a escravidão dos semelhantes, ninguém joga impunemente com a vida do próximo, e ninguém aplaude a crueldade sistemática e deliberada, quanto antigamente.
Através do coração, o ideal de humanidade vem sublimando a mente em todos os climas do Planeta.
O lar e a escola, o templo e o hospital, as instituições de previdência e beneficência são filhos da sensibilidade e não do cálculo.
Um trabalhador poderá demonstrar altas características de inteligência e habilidade, mas, se não possui devoção para com o serviço, será sempre um aparelho consciente de repetição, tanto quanto o estômago é máquina de digerir, há milênios.
Só pela renovação íntima, progride a alma no rumo da vida aperfeiçoada.
Antes do Cristo, milhares de homens e mulheres morreram na cruz, entretanto, o madeiro do Mestre converteu-se em luz inextinguível pela qualidade de sentimento com que o crucificado se entregou ao sacrifício, influenciando a maneira de sentir das nações e dos séculos.
Crescer em bondade e entendimento é estender a visão e santificar os objetivos na experiência comum.
Jesus veio até nós a fim de ensinar-nos, acima de tudo, que o Amor é o caminho para a Vida Abundante.
Vives sitiado pela dor, pela aflição, pela sombra ou pela enfermidade?
Renova o teu modo de sentir, pelos padrões do Evangelho, e enxergarás o Propósito Divino da Vida, atuando em todos os lugares, com justiça e misericórdia, sabedoria e entendimento.
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 67.
* * * Estude Kardec * * *

domingo, 16 de outubro de 2016

É Allan Kardec, e não Lutero, o maior reformador do cristianismo

 José Reis Chaves -

O cristianismo verdadeiro instituído por Jesus é muito simples. É baseado nos Dez Mandamentos que Ele demonstrou, com mais detalhes, nas Bem-Aventuranças ou no Sermão da Montanha (Mateus capítulo 5), que são a essência do evangelho.

Kardec revolucionou não só o cristianismo, mas praticamente todo o espiritualismo. Foi ele que, com a sua codificação do espiritismo, deu um “chega pra lá” no avanço do materialismo europeu de Comte e Marx. E Kardec foi o primeiro homem de ciência que se dedicou ao estudo especial dos espíritos, ou seja, da espiritologia.

Realmente, as autoridades cristãs sempre acreditaram na imortalidade dos espíritos, mas, na prática, muitas delas vivem como se tudo acabasse no túmulo. Se alguém procurar um padre ou pastor e lhes disser que está querendo estudar mais sobre a alma, receberá deles a advertência para que não faça isso, pois tal coisa é perigosa! É que quem estuda mesmo os espíritos, como nos recomenda João (1 João 4: 1), pratica o espiritismo, já que dialoga com eles como fez Jesus (Marcos 5: 9).

Com o estudo do espiritismo, descobriu-se uma grande verdade, isto é, a de que os espíritos estão por toda parte no universo e envolvem-se muito com todos nós, influenciando-nos muito e até dominando a nossa vida (Efésios 6: 12; e Kardec, questão 459 de “O Livro dos Espíritos”).

E, além do respaldo de vários segmentos da ciência para os fenômenos espíritas, inclusive por parte de cientistas de prêmio Nobel, descobriu-se que a Bíblia é um manual rico de fenômenos espíritas, “pneumáticos” ou mediúnicos.

Vejamos exemplos bíblicos desses fenômenos: “Defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” (Atos 16: 7). Veja-se que Jesus é um homem, e foi seu Espírito já desencarnado que se comunicou com Paulo e Timóteo, e não o Espírito Santo dogmático, que respeitamos. “À noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um homem macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: ‘Passa à Macedônia, e ajuda-nos’” (Atos 16: 9). Aqui, também, não é o Espírito Santo dogmático que se manifesta, mas o espírito de um homem macedônio. “Zacarias, seu pai, cheio de um Espírito Santo, profetizou...” (Lucas 1: 67). No texto em grego, na frente de “pneumatos” (espírito), não existe o artigo definido “o” (“ho”), logo, se coloca corretamente o artigo indefinido, ficando assim: “um” espírito santo e não “o” Espírito Santo. Alguns tradutores, às vezes, até colocam o artigo definido “o”, entre parênteses, exatamente porque ele não aparece no original grego (“Novo Testamento Interlinear Grego-Português”, Sociedade Bíblica do Brasil, 1994). Jesus, na transfiguração, falou com os espíritos desencarnados de Elias e Moisés. E, na estrada de Damasco, desencarnado, Jesus fala com Paulo, espírito ainda encarnado. Nesses dois casos, igualmente, não é o Espírito Santo.

E foi Kardec, e não Lutero, que nos abriu as portas para a grande verdade bíblica da comunicação entre os dois mundos dos espíritos: o físico e o espiritual. E vimos exemplos desses fenômenos de comunicação entre os dois mundos envolvendo o próprio Jesus quando encarnado e quando desencarnado.

Ora, se o excelso Mestre fez essas coisas, nós, também, não só podemos, mas até devemos fazê-las!

Para perguntas e sugestões ao programa “Presença Espírita na Bíblia”, apresentado por este colunista na TV Mundo Maior (por parobólica com o conversor digital e internet), SP: presenca@tvmundomaior.com.br


http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/jos%C3%A9-reis-chaves/%C3%A9-allan-kardec-e-n%C3%A3o-lutero-o-maior-reformador-do-cristianismo-1.1048284

Revista Semanal de Divulgação Espírita - Ano 10 - N° 487 - 16 de Outubro de 2016

http://www.oconsolador.com.br/ano10/487/principal.html

sábado, 10 de setembro de 2016

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domingo, 19 de junho de 2016

Evangelização da criança: razões e finalidades

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 Astolfo Olegário de Oliveira Filho

 De Londrina 

 I 

É conhecida a posição de Kardec, o Codificador do Espiritismo, com relação ao ensino moral contido no Evangelho:
"Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda parte provocadas pelos dogmas. Se o discutissem, as seitas teriam, aliás, encontrado nele a sua própria condenação, porque a maioria delas se apegou mais à parte mística do que à parte moral, que exige a reforma de cada um. Para os homens, em particular, é uma regra de conduta, que abrange todas as circunstâncias da vida privada e pública, o princípio de todas as relações sociais fundadas na mais rigorosa justiça. É, por fim, e acima de tudo, o caminho infalível da felicidade a conquistar, uma ponta do véu erguida sobre a vida futura" 

(O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, item I). 

Aí está, pois, a resposta à pergunta que dá título a este artigo. Evangelizar uma pessoa é ensinar-lhe o caminho que leva à paz, à harmonia e à felicidade possível no mundo em que vivemos. 

Mas... se é isto que nos ensina o Espiritismo, quando tal tarefa deve começar? 

A resposta a esta dúvida é também por demais conhecida: na infância, esse período da existência corpórea assim conceituado por Emmanuel:

 "A juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para uma longa viagem. A velhice será a chegada ao porto. A infância é a preparação".

 Os Espíritos Superiores nos ensinam que, encarnando-se com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante a infância, 

“é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo". 

(O Livro dos Espíritos, item 383.) 

Mais adiante, aduzem eles que "as crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhes possam imputar excessiva seriedade, dá-lhes todos os aspectos da inocência. Julgando os seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. 

É na fase infantil que se lhes pode reformar o caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder" 

(L.E., item 385). 

 Reportando-se ao assunto, Emmanuel adverte: 

"O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos. Até os sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência. Ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isto, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho. Passada a época infantil, atingida a maioridade, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma encarnada terá retomado o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos"

 ("O Consolador", pergunta 109). 

A razão é simples: é que, atingida a maioridade, o Espírito revela seu caráter real e individual, 

"retoma a sua natureza e se mostra qual era". 

 II 

 O lar será sempre, de acordo com o Espiritismo, a melhor escola para a preparação das almas encarnadas, como Santo Agostinho assevera no cap. 14, item 9, de

 "O Evangelho segundo o Espiritismo": 

"Oh! espiritistas, percebei o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele se encarna vem do espaço para progredir. Cumpri com os vossos deveres e empregai o vosso amor em aproximar essa alma de Deus. Essa a missão que vos foi conferida e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente", 

antecipando o que Emmanuel ensinaria mais tarde: 

"As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda educação, no sagrado instituto da família" 

("O Consolador", pergunta 108). 

 Enfatizando a importância da preparação dos nossos filhos desde a primeira idade, Kardec escreveu: 

"É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas adquirem uma capacidade de raciocinar precoce que as torna infinitamente mais fáceis de serem conduzidas. Nós as vimos em grande número, de todas as idades e dos dois sexos, nas mais diversas famílias onde fomos recebidos e pudemos fazer essa observação pessoalmente. Isso não as priva da natural alegria, nem da jovialidade. Todavia, não existe nelas essa turbulência, essa teimosia, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis. Pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e respeito filiais que as leva a obedecer sem esforço e as torna responsáveis nos estudos" 

("Viagem Espírita em 1862", pág. 30). 

O assunto foi tratado magistralmente pelo professor Humberto Mariotti em artigo publicado na Revista Educação Espírita, a respeito da Teoria Aparencial da Criança, um tema que Kardec já havia examinado na obra fundamental do Espiritismo ao ensinar que a criança aparece no mundo envergando a roupagem da inocência. A Teoria Aparencial da Criança mostra-nos que precisamos enfrentar a questão da educação dessas criaturas inocentes com maior realismo, porque, se elas são inocentes apenas na aparência e escondem sua realidade íntima nas formas físicas em desenvolvimento, manda a boa lógica que as tratemos com mais desembaraço. Partindo do fato aparencial, temos de encarar o desenvolvimento infantil como um processo psicológico de afloramento, não só de disposições culturais, mas também de conteúdos. Por trás da tábula rasa, da mente desprovida de qualquer conhecimento  uma idéia que nos veio do empirismo inglês

 – sabemos que existem as profundezas da memória espiritual, da consciência subliminar de que tratou Frederic Myers. Humberto Mariotti deixou isso bem claro em seu artigo. 

“Por trás de cada criança

 – escreveu ele 

– está o Ser com todos os seus graus de evolução palingenésica, pois para a Educação Espírita a infância é apenas uma etapa fugaz e cambiante e não uma condição permanente, espiritualmente considerada.” 

 III 

 De acordo com Frederic Myers, mais válida hoje do que em sua época, temos a mente supraliminar e a mente subliminar. Essa divisão corresponde aos conceitos de consciente e inconsciente da Psicanálise. Essa mente que se revela como algo mais profundo que a mente de relação é a que podemos chamar mente de profundidade. Suas categorias são muito mais numerosas e mais ricas do que as da mente de relação. Nossa mente de relação, que estabelece nossa relação com o mundo e com os outros, repousa sobre uma espécie de patamar, abaixo do qual se encontra a nossa mente de profundidade. Foi por isso que Myers chamou a mente de relação de consciência supraliminar e a mente de profundidade de consciência subliminar. A primeira está sobre o limiar da consciência, a segunda está abaixo desse limiar. Quando sentimos um impulso inconsciente ou temos um pressentimento, houve uma invasão, segundo Myers, da mente de relação pelas correntes psíquicas do pensamento e da emoção da mente de profundidade. Há uma relação constante entre as duas formas mentais, que aumenta na proporção em que se desenvolve o ser. A educação espírita, propõe-nos Herculano Pires, não pode limitar-se à mente de relação, que só representa um momento do ser. Sabemos, graças à reencarnação, que o desenvolvimento do ser não é contínuo, mas descontínuo. Em cada existência terrena o ser desenvolve certas potencialidades, mas a lei de inércia o retém numa posição determinada pelos limites da própria cultura em que se desenvolveu. Com a morte corporal ele volta ao mundo espiritual e tem uma nova existência nesse mundo, onde suas percepções se ampliam permitindo-lhe compreender que a sua perfectibilidade não tem limites. Voltando a nova encarnação, ele pode reencetar com mais eficiência o desenvolvimento de sua perfectibilidade, mas, se não receber na vida terrena os estímulos necessários, poderá sentir-se novamente preso à condição da vida anterior na Terra, estacionando numa repetição de estágio. É isso o que se chama círculo vicioso da reencarnação. A evangelização da criatura humana desde o berço tem por função evitar que ela venha a cair nesse círculo. Dois exemplos bastam para ilustrar a tese acima expendida. Jane Martins Vilela, na edição d’ O Imortal de setembro último, reporta-se à manifestação de um Espírito que na sessão mediúnica declarou o seguinte: 

“Eu vim buscar ajuda, mas eu acho que não mereço”. 

“Errei demais, fiz maldade demais. Estive num navio negreiro, onde mantinha a ordem no local. Usava um chicote com pontas de chumbo e o descarregava sobre os negros. Eu achava que aquilo era o certo. Nem os considerava gente. Castigava demais, abusei no poder. Desencarnei e percebi meu erro. Depois reencarnei num subúrbio do Rio de Janeiro, esqueci minha vontade de melhorar. Tornei-me um marginal dos piores. Matei, incitei pessoas ao uso de drogas. Fui preso e fiquei muito tempo no presídio, até que morri baleado lá. Estive muito tempo sofrendo, até que vi a luz que me direcionou para esta Casa. Eu sei que errei, fracassei nessas existências. Agora eu estou com medo de reencarnar, porque aqui no mundo espiritual vejo que tenho que melhorar, mas é só eu ganhar um corpo de carne, reencarnar, e vou errar tudo outra vez.” 

Ao ser orientado pelo doutrinador, o Espírito perguntou-lhe: 

“Por que não tive acesso a essas informações tão belas que você me traz?” 

“Nunca ninguém, enquanto vivi, me falou assim. Eu só ouvia que tinha que me vingar e fazer com os outros o que fizeram comigo. E me ensinaram a usar arma desde cedo.”

 IV 


André Luiz, no livro Ação e Reação, cap. 16, pp. 213 e seguintes, relata o caso Adelino Correia, o médium devotado ao bem que, no entanto, denotava a condição de trabalhador em experiências difíceis. Adelino apresentava longa faixa de eczema na pele à mostra. Certa porção da cabeça, os ouvidos e muitos pontos da face exibiam placas vermelhas, sobre as quais se formavam diminutas vesículas de sangue, ao passo que as demais regiões da epiderme surgiam gretadas, evidenciando uma afecção cutânea largamente cronicificada. Além disso, acanhado e tristonho, Adelino indicava tormentos ocultos a lhe dominarem a mente, embora seus olhos, maravilhosamente lúcidos, evidenciassem a marca da humildade. Adelino fora, no passado, Martim, que matara o próprio pai e agora expiava em dura provação o crime cometido. O pai e ele eram companheiros inseparáveis nos jogos, nos estudos, no serviço e na caça, até que, quando contavam, respectivamente, 43 e 21 anos de idade, o genitor resolveu casar-se com uma jovem de grande metrópole, Maria Emília, na época com 20 anos. Martim, amado pelo pai e atraído pela jovem madrasta, passou a experimentar torturantes conflitos sentimentais. Ele, que até então se julgava o melhor amigo do pai, passou a detestá-lo, não lhe tolerando a posse sobre a mulher que desejava. Foi por isso que, auxiliado por dois capatazes de sua confiança e com aprovação da madrasta, administrou uma poção entorpecente no pai, que estava acamado naquele dia, provocando em seguida um incêndio no qual sua vítima indefesa veio a falecer. Morto o pai, Martim apoderou-se-lhe dos haveres e tentou a felicidade junto com Maria Emília, mas o genitor desencarnado, a inflamar-se em cólera, envolveu-o em nuvens de fluidos inflamados, contra os quais o infeliz não possuía defesa... 
 Arrependido e devotado, na esfera espiritual, aos serviços mais duros, Martim conquistara com o tempo apreciáveis lauréis que lhe permitiram voltar à esfera humana para iniciar o pagamento da larga dívida em que se onerou. Atirado a imensas dificuldades materiais, desde cedo cresceu órfão de pai, mas, custodiado por benfeitores da colônia, foi conduzido a uma casa espírita, ainda muito jovem, onde a leitura dos princípios espíritas constituiu para ele recordações naturais dos ensinamentos assimilados na colônia espiritual de onde viera.

Tanto num caso, o do Espírito fracassado e temeroso de novos tentames reencarnatórios, quanto na história de Adelino, observa-se a importância dos estímulos a que se refere Herculano Pires para que a vida de relação seja enriquecida pelos princípios apreendidos no passado e enfatizados por ocasião da chamada programação reencarnatória. No primeiro caso, o do sofredor citado por Jane, não se registrou estímulo algum de ordem superior. Mas no caso de Adelino, sim, e isso foi fundamental para a recuperação do criminoso arrependido.



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