Espiritismo

https://blogoliviaespirita.blogspot.com.br/2016/08/espiritismo-tem-dogmas-o-espiritismo.html



http://www.institutoandreluiz.org/espiritismo.html



O QUE É ESPIRITISMO?



É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita:



O Livro dos Espíritos,

O Livro dos Médiuns,

O Evangelho segundo o Espiritismo,

O Céu e o Inferno e A Gênese.



“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”



Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)



“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:

conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”



Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo

– cap. VI – 4).



O QUE REVELA:

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.




SUA ABRANGÊNCIA:
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.




SEUS ENSINOS FUNDAMENTAIS:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.




O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.



Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.



No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.




Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.




O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.



Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.




Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.


Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram.


Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.

Os imperfeitos nos induzem ao erro.



Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.



E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.




A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.




(Fonte: FEB e SobreSites)






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Kardec diz:


"Conhece-se o verdadeiro espíríta pela sua transformação moral e pelo esforço que emprega para domar suas más inclinações"


Seja Bem Vindo!



"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim.

Ou são ramos da mesma árvore majestosa.
Portanto, são todas verdadeiras."

Mahatma Gandhi








domingo, 29 de maio de 2016

#135 - Assassino em série



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Fotos que falam mais que palavras - Muitos vivem ou já viveram essa realidade.

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Suécia desativa quatro presídios por falta de prisioneiros

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Toda a Matemática - YouTube

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Histórias que ensinam valores - A Porta Negra

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 Era uma vez um país das Mil e Uma Noites. 
 Neste país, havia um Rei que era muito polêmico por causa de seus atos. 
 Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala. 
 Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o Rei gritava, dizendo: 

 "Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala.".

https://mileumlivros.wordpress.com/moral-da-historia/

 Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para ação. "Agora, - continuava o Rei -, 
olhem para o canto esquerdo."

 Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma horrível Porta Negra de aspecto dantesco.

 Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver. O Rei se posicionava no centro da sala e gritava:

 "- Agora escolham: o que vocês querem?
 Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto tranco vocês? Agora, decidam, vocês têm livre arbítrio, escolham..." 

 Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão, eles chegavam perto da horrível Porta Negra de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo: "Viva a Morte", etc., 
e decidiam: "

- Quero morrer flechado...

" Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para arqueiros da Morte e diziam para o Rei: 

"- Prefiro ser atravessando por flechas a abrir essa Porta Negra a ser trancado lá dentro."

 Milhares optaram pelo que estavam vendo: a morte feia pelas flechas. 

 Mas um dia, a guerra acabou. Passado algum tempo, um daqueles soldados do "Pelotão da Flechada" estava varrendo a enorme sala quando eis que surge o Rei.

 O soldado com toda reverência e meio sem jeito, perguntou: 

 "- Sabe, ó Grande Rei, eu sempre tive uma curiosidade, não se zangue com minha pergunta, 
mas ...o que tem além daquela Porta Negra?

" O Rei respondeu: "

- Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? 

Pois bem, vá e abra a Porta Negra." O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala. 

 Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local. O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para uma grande estrada. 

 Foi aí que o soldado foi perceber: a Porta Negra dava para a Liberdade.

 MORAL DA HISTÓRIA 

 Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido.

 Para outros, é uma pessoa difícil. 

Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo: 

 Medo de se relacionar ou Medo de ser rejeitado ou Medo de inovar ou Medo de mudar ou Medo de voar mais alto.

 Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparo atemoriza. 

 Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação. 

 Mas, se você pode perder, você pode vencer. 

 Se der um passo além do medo, você vai encontrar o raio de sol entrando em sua vida.

 Abra essa Porta Negra e deixe o sol inundar você...


NO CAMINHO DA VIDA - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - ESPÍRITOS DIVERSOS

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Do Livro "Mãos Marcadas"


 Reage a vida para nós em toda parte, segundo a nossa própria ação. 

 *** 

 Observemos a natureza em sua feição pura e simples. 
 O rio, quanto mais profundo, mais requisita a contribuição de afluentes.
 O incêndio cresce, conforme o combustível de que as suas labaredas se nutrem. 
 O fruto relegado ao abandono, converte-se em foco infeccioso, cada vez mais virulento. Assim também nossos gestos de bondade enriquecem-nos o tesouro de simpatia, tanto quanto nossa incompreensão adquire número crescente de desafetos. 
 Nossa perseverança no dever bem cumprido transforma-se em jubilosa prosperidade ao redor de nossos passos, enquanto que a preguiça, com a indiferença pelas obrigações que o mundo nos confere, depressa, transubstancia-se em penúria e enfermidade, na senda em que jornadeamos. Habitue-se a procurar espinhos na vida alheia e viverás com um espinheiro no coração.

 ***

 Procura as pedras da estrada e em pouco tempo respirarás num deserto empedrado. 

 *** 

 Buscam no entanto, as boas qualidades do vizinho, e sublime compreensão coroar-te-á a cabeça. Empenha-te na identificação do melhor, na tela de circunstâncias da vida, e reconhecerás, em todos os acontecimentos de cada dia, a harmoniosa Vontade de Deus, conduzindo-te à paz.

 *** 

 Não nos esqueçamos de que a Lei Divina expressa-se em nós, conosco e por nós, em todos os momentos da nossa existência. Dela receberemos felicidade ou sofrimento, luz ou treva, ânimo ou desalento, gelo ou calor, segundo as nossas próprias requisições, no uso dos talentos, que o Senhor situou em nossas mãos.

 *** 

 Aprendamos a semear o trigo da boa vontade, com todos, onde estivermos, na certeza de que movimentando no Infinito Bem os recursos que nos foram emprestados na Terra, estaremos amealhando a nossa riqueza imperecível para a glória celestial. 

 Emmanuel


ANSEIO E PRECE - Livro "Mãos Marcadas - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - ESPÍRITOS DIVERSOS

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Senhor!... 
Sei que nos deste a todos 
Um encargo ou missão. 
Nada promoves sem objetivo, 
 Nada fazes em vão.

 A estrela conferiste 
 A benção de agüentar-se e refulgir sem véu,
 Tal qual sucede ao Sol que nos conduz 
Pelas vias do Céu.

 Atribuíste à Terra
 A função de compor e recompor 
A forma em que o trabalho nos confere 
A ciência do amor. 

 Colocaste no mar a investidura imensa 
 De externar-te o poder 
 E a fonte o privilégio de ensinar-nos 
 A humildade por norma e o perdão por dever.

 Comissionaste as árvores amigas,
 Em que a lição do bem se exprime e se condensa, 
Para a tarefa de guardar-te a vida
 E auxiliar sem recompensa. 

 Doaste à flor o dom de perfumar 
 E puseste na estrada o dom de conduzir,
 Deste música às aves, deste ao vento 
O doce ministério de servir. 

 Tudo te filtra a glória soberana, 
 Tudo te exalta a Lei, 
 Em razão disso, eu própria reconheço 
 Que quase nada sou e quase nada sei 

 Mas se posso pedir-te alguma coisa,
 Converte-me, Senhor, a própria imperfeição 
Num canal pequenino que te mostre
 A força da bondade e a luz da compaixão. 

 MARIA DOLORES.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Altruísmo: artigo do médium e conferencista espírita Divaldo Pereira Franco - Notícias - Espírita

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02 - CARTA AOS QUE FICARAM - Crônica de Além Túmulo Pelo Espírito Humberto de Campos

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28 de Março de 1935

Crônica de Além Túmulo Pelo Espírito Humberto de Campos


 No antigo Paço da Boa vista, nas audiências dos sábados, quando recebia toda gente, atendeu D.Pedro II a um negro velho, de carapinha branca, e em cujo rosto, enrugado pelo frio de muitos invernos, se descobria o sinal de muita penas e muitos maus-tratos.
 https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9M3hHSEZmaHZHT2M/view?usp=sharing

 -Ah! Meu Senhor grande

 – exclamou o infeliz

 – como é duro ser escravo!... 

 O magnânimo imperador encarou suas mãos cansadas no leme da direção do povo e aquelas outras, engelhadas, na excrescência dos calos adquiridos na rude tarefa das senzalas, e tranqüilizando-o comovido: 

 -Ó meu filho, tem paciência! 

Também sou escravo dos meus deveres e eles são bem pesados... 

Teus infortúnios vão diminuir... 

E mandou libertar o preto. 

 Mais tarde, nos primeiros tempos do seu desterro, o bondoso monarca, a bordo do Alagoas, recebeu a visita do seu ex-ministro; às primeiras interpelações de Ouro Preto, respondeu-lhe o grande exilado: 

 -Em suma, estou satisfeito e tranqüilo. E, aludindo à sua expatriação: É a minha carta de alforria... 

Agora posso ir onde quero. 

 A coroa era pesada demais para a cabeça do monarca republicano. 

 Aos que perguntarem no mundo sobre a minha posição em face da morte, direi que ele teve para mim a fulguração de um Treze de Maio para os filhos de Angola. 

 A morte não veio buscar a minha alma, quando esta se comprazia nas redes douradas da ilusão. 

A sua tesoura não me cortou fios da mocidade e de sonho, porque eu não possuía senão neves brancas à espera do sol para se desfazerem.

 O gelo dos meus desenganos necessitava desse calor de realidade, que a morte espalha no caminho em que passa com a sua foice derrubadora. 

Resisti, porém ao seu cerco como Aquiles no heroísmo indomável de quem vê a destruição de suas muralhas e redutos. 

Na minha trincheira de sacos de água quente, eu a vi chegar quase todos os dias... 

Mirava-me nas pupilas chamejantes dos seus olhos, pedindo-lhe complacência e ela me sorria consoladora nas suas promessas. 

Eu não podia, porém adivinhar o seu fundo mistério, porque a dúvida obsidiava o meu espírito, enrodilhando-se no meu raciocínio como tentáculos de um polvo. 

 E, na alegria bárbara, sentia-me encurralado no sofrimento, como um lutador romano aureolado de rosas. Triunfava da morte e como Ájax recolhi as últimas esperanças no rochedo da minha dor, desafiando o tridente dos deuses. 

 A minha excessiva vigilância trouxe-me a insônia, que arruinou a tranqüilidade dos meus últimos dias. 

Perseguido pela surdez, já os meus olhos se apagavam como as derradeiras luzes de um navio soçobrando em mar encapelado no silêncio da noite. 

Sombra, movendo- se dentro das sombras, não me acovardei diante do abismo. 

Sem esmorecimentos atirei-me ao combate, não para repelir mouros na costa, mas para erguer muito alto o coração, retalhado nas pedras do caminho como um livro de experiências para os que vinham depois dos meus passos, ou como a réstia luminosa que os faroleiros desabotoam na superfície das águas, prevenindo os incautos dos perigos das sirtes traiçoeiras do oceano. 

 Muitos me supuseram corroído da lepra e de vermina como se fosse Bento de Labre, raspando-me com a escudela de Jô. 

Eu, porém estava apenas refletindo a claridade das estrelas do meu imenso crepúsculo. Quando, me encontrava nessa faina de semear a resignação, a primeira e última flor dos que atravessam o deserto das incertezas da vida, a morte abeirou-se do meu leito; devagarinho, como alguém que temesse acordar um menino doente. 

Esperou que tapassem com anestesia todas as janelas e interstícios dos meus sentimentos. E quando o caos mais absoluto no meu cérebro, záz! 

Cortou as algemas a que me conservava retido por amor aos outros condenados, irmãos meus, reclusos no calabouço da vida. 

Adormeci nos seus braços como um ébrio nas mãos de uma deusa. Despertando dessa letargia momentânea, compreendi a realidade da vida, que eu negara, além dos ossos que se enfeitam com os cravos rubros da carne. 

 -Humberto!... 

Humberto... 

exclamou uma voz longínqua

 – recebe os que te enviam da Terra! 

 Arregalei os olhos com horror e com enfado:

 -Não! 

Não quero saber de panegíricos e agora não me interessam as seções necrológicas dos jornais.

 Enganas-te 

– repetiu 

– as homenagens da convenção não se equilibram até aqui. A hipocrisia é como certos micróbios de vida muito efêmera. 

Toma as preces que se elevaram por ti a Deus, dos peitos sufocados, onde penetraste com as tuas exortações e conselhos. 

O sofrimento retornou sobre o teu coração um cântaro de mel.

 Vi descer de um ponto indeterminado do espaço, braçadas de flores inebriantes como se fossem feitas de neblina resplandecente, e escutei, envolvendo o meu nome pobre, orações tecidas com suavidade e doçura. 

Ah! 

Eu não vira o céu e a sua corte de bem-aventurados; mas Deus receberia aquelas deprecações no seu sólio de estrelas encantadas como a hóstia simbólica do catolicismo se perfuma na onda envolvente dos aromas de um turíbulo. 

Nossa Senhora deveria ouvi-las no seu trono de jasmins bordados de ouro, contornado dos anjos que eternizam a sua glória. 

 Aspirei com força aqueles perfumes. 

Pude locomover-me para investigar o reino das sobras, onde penso sem miolos na cabeça. 

Amava e ainda sofria, reconhecendo-me no pórtico de uma nova luta. 

 Encontrei alguns amigos a quem apertei fraternalmente as mãos. E voltei cá. Voltei para falar com os humildes e infortunados, confundidos na poeira da estrada de suas existências, como frangalhos de papel, rodopiando ao vento.

 Voltei para dizer aos que não pude interpretar no meu ceticismo de sofredor:

 -Não sois os candidatos ao casarão da Praia Vermelha.[Hospício Nacional]. 

Plantai pois nas almas a palmeira da esperança. 

Mais tarde ela descobrirá sobre as vossas cabeças encanecidas os seus leques enseivados e verdes... 

 E posso acrescentar, como o neto de Marco Aurélio, no tocante à morte que me arrebatou da prisão nevoenta da Terra:

 -É a minha carta de alforria... 

Agora posso ir onde quero. Os amargores do mundo eram pesados demais para o meu coração.


Chico Xavier - Emmanuel

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Claudio Cavalcanti - Depoimento do Elenco sobre A Viagem (1994)



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Abandonar pai, mãe e filhos

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 O Evangelho Segundo o Espiritismo

 Abandonar pai, mãe e filhos 

 Aquele que houver deixado, pelo meu nome, sua casa, os seus irmãos, ou suas irmãs, ou seu pai, ou sua mãe, ou sua mulher, ou seus filhos, ou suas terras, receberá o cêntuplo de tudo isso e terá por herança a vida eterna. 

(S. MATEUS, cap. XIX, v. 29.)


 Então, disse-lhe Pedro: 

Quanto a nós, vês que tudo deixamos e te seguimos.

 — Jesus lhe observou:

 Digo-vos, em verdade, que ninguém deixará, pelo reino de Deus, sua casa, ou seu pai, ou sua mãe, ou seus irmãos, ou sua mulher, ou seus filhos 

— que não receba, já neste mundo, muito mais, e no século vindouro a vida eterna. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 28 a 30.) 

Disse-lhe outro: 

Senhor, eu te seguirei; mas, permite que, antes, disponha do que tenho em minha casa.

 — Jesus lhe respondeu: 

Quem quer que, tendo posto a mão na charrua, olhar para trás, não esta apto para o reino de Deus. (S. LUCAS, cap. IX, vv. 61 e 62.) 

Sem discutir as palavras, deve-se aqui procurar o pensamento, que era, evidentemente, este:

 “Os interesses da vida futura prevalecem sobre todos os interesses e todas as considerações humanas”, 
porque esse pensamento está de acordo com a substância da doutrina de Jesus, ao passo que a idéia de uma renunciação à família seria a negação dessa doutrina.

 Não temos, aliás, sob as vistas a aplicação dessas máximas no sacrifício dos interesses e das afeições de família aos da Pátria?

 Censura-se, porventura, aquele que deixa seu pai, sua mãe, seus irmãos, sua mulher, seus filhos, para marchar em defesa do seu país? 

Não se lhe reconhece, ao contrário, grande mérito em arrancar-se às doçuras do lar doméstico, aos liames da amizade, para cumprir um dever? 

É que, então, há deveres que sobrelevam a outros deveres. Não impõe a lei à filha a obrigação de deixar os pais, para acompanhar o esposo? 

Formigam no mundo os casos em que são necessárias as mais penosas separações. Nem por isso, entretanto, as afeições se rompem. 

O afastamento não diminui o respeito, nem a solicitude do filho para com os pais, nem a ternura destes para com aquele. Vê-se, portanto, que, mesmo tomadas ao pé da letra, excetuado o termo odiar, aquelas palavras não seriam uma negação do mandamento que prescreve ao homem honrar a seu pai e a sua mãe, nem do afeto paternal; com mais forte razão, não o seriam, se tomadas segundo o espírito. 

Tinham elas por fim mostrar, mediante uma hipérbole, quão imperioso é para a criatura o dever de ocupar-se com a vida futura. 

Aliás, pouco chocantes haviam de ser para um povo e numa época em que, como conseqüência dos costumes, os laços de família eram menos fortes, do que no seio de uma civilização moral mais avançada. 

Esses laços, mais fracos nos povos primitivos, fortalecem-se com o desenvolvimento da sensibilidade e do senso moral. A própria separação é necessária ao progresso. 

Assim as famílias como as raças se abastardam, desde que se não entrecruzem, se não enxertem umas nas outras. É essa uma lei da Natureza, tanto no interesse do progresso moral, quanto no do progresso físico. 

Aqui, as coisas são consideradas apenas do ponto de vista terreno. O Espiritismo no-las faz ver de mais alto, mostrando serem os do Espírito e não os do corpo os verdadeiros laços de afeição; que aqueles laços não se quebram pela separação, nem mesmo pela morte do corpo; que se robustecem na vida espiritual, pela depuração do Espírito, verdade consoladora da qual grande força haurem as criaturas, para suportarem as vicissitudes da vida. 

 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIII, itens 4 a 6.)


quinta-feira, 19 de maio de 2016

ASSUNTO DE INIMIGO

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AMÉRICO FALCÃO


 Procurei os inimigos 
 Que me separam do bem,
 Achei eu mesmo em combate, 
 Não encontrei mais ninguém.


 Da obra: “CHÃO DE FLORES” – AUTORES DIVERSOS – MÉDIUM: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER. Digitado por: Lúcia Aydir.

https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9TzY3UjFVbXAxN2M/view?usp=sharing

Assista a "A NASCENTE DOS SOFRIMENTOS com MARLON REIKDAL SE Amor e Caridade - CASCAVEL PR 30 08 2015" no YouTube

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=MfSyV9CEDN4&feature=youtube_gdata_player

ANTOLOGIA DA AMIZADE - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - Ditado Por Emmanuel

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 FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - ANTOLOGIA DA AMIZADE 

Ditado Por Emmanuel 

https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9U0lCUmFGYWtSNGs/view?usp=sharing

 Atende ao bem, conquanto as dificuldades que encontres para isso. Quando a noite se adensa no caminho, envolvendo todos os ângulos do espaço, uma vela acesa tem o esplendor de uma estrela que descesse do Céu para varrer na Terra a força negativa da escuridão. 

 Aspiras a vencer e vencerás, mas lembra-te de que vencer sem abrir os caminhos da vitória para os outros é avançar para o tédio da inutilidade sob o frio da solidão.

 Não condenes pessoa alguma. Somos todos irmãos ante a Providência Divina, interligados no trabalho do dia-a-dia em função de nosso aperfeiçoamento mútuo.

 Haja o que houver, adianta-te e faze o melhor que possas. Recorda que é preciso semear o bem por dentro de nós e por fora de nós, onde estivermos, de vez que, nessas diretrizes, o bem se nos fará alegria e paz, coragem e esperança nas áreas de cada hora.

 Se pessoas estimáveis caíram em erro, não lhes aumentes o peso da culpa, destacando- lhes esse ou aquele gesto infeliz. Recorda que toda conversação está carregada de poder criativo. 

Usa o verbo para o bem e faze com ele a felicidade de quantos te compartilham a vida. Nada sucede à revelia da Providência Divina. 

 Não abandones o instrumento de trabalho que os Mensageiros do Senhor te colocaram nas mãos. Asserena-te e espera. Ama e ensina com paciência. 

 Não esmoreças. A vida reserva prodígios para quem segue adiante, trabalhando e servindo... 

 Não permitas que a idéia de fracasso anule os créditos de tempo em tuas mãos. 

Não abandones a certeza de que podes trabalhar e servir, auxiliar e melhorar, renovar e reconstruir. 


Não digas que a grandeza de Deus te dispensa do bem a realizar. 

Deus é a Luz do Universo, mas podes acender uma vela e clarear o caminho para muita gente dentro da noite. Os companheiros são sempre alavancas de apoio que devemos agradecer a Deus.

 Diante, porém, das tarefas a realizar, não exijas tanto dos amigos queridos que te estendem amparo.

 Ergue-te, enquanto é tempo, e faze, por ti mesmo, o bem que possas. Auxiliando a outros, obterás igualmente auxílio. 

É por esta razão que no Serviço ao Próximo encontrarás sempre o endereço exato do Socorro mais Urgente de Deus. 

 Tranqüiliza quantos te desfrutam a convivência e faze-os felizes, tanto quanto puderes. As boas obras nascem do amor temperado pelo sofrimento. 

 Serve e medita. É possível que a Divina Providência haja permitido a tua queda em erro para que aprendas a tolerar e a perdoar. Admiráveis são todos os espíritos nobres e retos que militam com grandeza na Causa do Bem. 

Entretanto, não menos admiráveis são todos aqueles que se reconhecem frágeis e imperfeitos, caindo e erguendo-se muitas vezes nas trilhas da existência sob críticas e censuras, mas sempre resistindo à tentação do desânimo, sem desistirem de trabalhar. 

 Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões iluminadas da experiência. Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor. 

 Não penses tanto sobre o que os outros possam imaginar a teu respeito. Raramente isto acontece. Na maioria dos casos, quando notas alguém a observar-te, essa pessoa, provavelmente, deseja saber o que estás pensando a respeito dela. 

Em qualquer situação, mentalizemos o bem o sigamos para a frente. No domínio das possibilidades materiais, as lições são diversas. O que guardas, talvez te deixe. O que desperdiças, com certeza te acusa.

 O que emprestas te experimenta. Em verdade, só te pertence aquilo que dás. Enquanto cultivarmos melindres e ressentimentos; enquanto não pudermos aceitar os próprios adversários na condição de filhos de Deus e irmãos nossos, tão dignos de amparo quanto nós mesmos; enquanto sonegarmos serviço fraterno aos que ainda não nos estimem; e enquanto nos irritarmos inutilmente, a felicidade para nós é impossível.

Se trabalhas com fé em Deus, na Seara do Bem, não precisas articular muitas perguntas acerca daquilo que te compete fazer. Prossegue agindo com paciência e, através do próprio serviço a que te dedicas, a Sabedoria de Deus te esclarecerá. 

 Repara o sol que é luz sublime e infatigável... 
O céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz, exaltando a esperança... 
 Tudo no altar da natureza é prazer de auxiliar e alegria de servir. Dar o pano que sobra em nosso guarda-roupa é dever, mas vestir o próximo de novas idéias, através dos nossos bons exemplos, é caridade. ...

 Não bastará, portanto, crer na sobrevivência do homem. É indispensável clarear o porvir, antecipando edificações iluminadas para o amanhã de nossas almas eternas. O Espiritismo com Jesus, entretanto, não é somente o corredor de acesso ao paraíso das consolações.

 Representa, acima de tudo, movimento libertador da consciência encarnada, oficina de instalação do Reino Divino no campo humano. Não basta sentir simplesmente a bênção da Verdade Soberana. 

É imprescindível dilatá-la ao círculo de nossos semelhantes, através do bem que concretize a divina palavra de que somos portadores. 

 Ante o mundo moderno, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos em Cristo Jesus o clima de nossa reconstrução espiritual para a Vida Eterna. Imprescindível renovar o coração convertendo-o em vaso de graças divinas para a extensão das dádivas recebidas.

 Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica, todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou. Lembremo-nos de que somos os herdeiros diretos da confiança e do amor daqueles que tombaram nos circos do martírio por trezentos anos consecutivos.

 Sem a humildade não há progresso possível. Perdendo na esfera da posse transitória, ganharemos sempre nas possibilidades de conquistar a Luz Imperecível. Verbo primoroso, sem fundamentos de sublimação, não alivia, nem salva. 

Sentimento educado e iluminado, contudo, melhora sempre. 

 Bibliografia Amigo - Emmanuel - Ed. CEU - São Paulo, 1980 Livro de Respostas - Emmanuel - Ed. CEU - São Paulo, 1980 Luz no Caminho - Emmanuel - Ed. CEU - São Paulo, 1992 

 Antologia da Amizade - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel




CANDOMBLÉ - Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

https://goo.gl/eRzjGA

https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9S2pFX1VYaVcwNTA/view?usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9eUtxbWQ4TWg4YU0/view?usp=sharing



Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

 Pergunta: 

Qual a diferença entre as entidades de luz da Doutrina Kardecista e os orixás do Candomblé, que são reverenciados em seus templos com bons pratos, roupas tradicionais e músicas? 

Isso não seria prendê-los ao materialismo?
https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9NjRXb3VCc09QV28/view?usp=sharing

Resposta: 

Primeiro; devemos esclarecer que a Doutrina não é Kardecista e sim dos Espíritos. 

Allan Kardec foi o codificador dessa Doutrina, ou seja, através de método científico, reuniu e compilou, com a ajuda de vários médiuns, as informações que hoje conhecemos editadas nos livros básicos da Doutrina Espírita. 

 Quanto à diferença entre “entidades de luz”, ou seja, espíritos de luz e os orixás do Candomblé; 

esta reside no fato de que os espíritos de luz encontram-se em elevada condição de evolução moral, estando, portanto, livres das sensações materiais. 

 Sem dúvida que as oferendas que recebem os “orixás” os prendem à matéria.


I – O Orgulho e a Humildade LACORDAIRE Constantina, 1863 11

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https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-7-bem-aventurados-os-pobres-de-espirito/instrucoes-dos-espiritos/i-o-orgulho-e-a-humildade/



 – Que a paz do senhor esteja convosco, meus queridos amigos! 

Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho. Aos pobres de Espíritos que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos. Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento. 

Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensível a minha palavra, e me conceda a graça de pô-la ao alcance de todos. Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que à vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos! 

 A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós.

 Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo? 

Oh!, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem. Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo. 

Lembrai-vos daquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas. O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre. 

Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Oh, irrisão e cegueira! 

Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos?

 O invólucro do pobre não é o mesmo do rico? 

O Criador fez duas espécies de homens? 

Tudo quanto Deus fez é grande e sábio. Não lhe atribuais as idéias concebidas por vossos cérebros orgulhosos. 

 Oh!, rico! 

Enquanto dormes em teus aposentos suntuosos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria?

 O desgraçado faminto não é teu igual?

 Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras. Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca, porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. 

Que! exclamarás: 

Eu, nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado? 

Vã utopia de pretensos filósofos! 

Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto?

 É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós? 

A nobreza do sangue, dirás. Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmolas?

 Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas? 

As riquezas são por acaso eternas? 

Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito? 

Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo! 

Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que a morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh! 

Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade! 

 Orgulhosos! 

Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos? 

Talvez mais humildes que o último de vossos servos. Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto. 

Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus.

 Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. 

Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza. 

 Pobre criatura! És mãe, e teus filhos sofrem. Estão com frio. 

Têm fome. Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão. 

Oh, eu me inclino diante de ti! 

Como és nobre, santa e grande aos meus olhos! 

Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus. 

 E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos? 

Por que chorar?

 Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará. 

O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração. 

Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra, dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. 

Oh, cala-te, filha! 

Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. 

Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro.

 E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade. 

Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova. Que vos importam as calúnias do mundo?

 Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? 

Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso. 

 Oh!, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente a Terra, para ensinar aos homens as tuas leis, que eles esquecem? 

Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam tua casa, esse recinto de orações? 

E, quem sabe?, oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora?

 Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos? 

Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Gólgota? 

 Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. 

Homens e mulheres entregaram seu ouro, para a fabricação de um ídolo que abandonaram. Homens civilizados fazeis, entretanto, como eles. 

O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos. Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. 

O deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas idéias.

 Despertai, meus irmãos, meus amigos! 

Que a voz dos Espíritos vos toque o coração. Sede generosos e caridosos, sem ostentação. Quer dizer: fazei o bem com humildade. 

Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade. 

Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas. 

Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais esplendente da sua clemência, que o enviado celeste vos encontre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade; e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno. 

Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar as vossas sociedades civilizadas, ricas em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, ah! 
nada mais nos restarás do que chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não acontecerá. 

Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para o glorificar por todos os séculos. 

Assim seja. 

 * 

 ADOLFO Bispo de Alger, Marmande, 1862


Orgulho e Humildade - Maria José Madi (Palestra Espírita)



https://goo.gl/eRzjGA

Orgulho e humildade - Palestra com Maria José Madi - CEFCX - 17-06-2015



https://goo.gl/eRzjGA

3 - Medo - Cultivo das emoções - Marlon Reikdal

SÍNTESES DOUTRINÁRIAS - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER ESPÍRITOS DIVERSOS


https://goo.gl/eRzjGA 

 XIV - No esforço científico e na perquirição filosófica, o homem pode gastar indefinido tempo à procura das causas profundas do destino e do ser. 
https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9T0NwaHJIZkpIMms/view?usp=sharing

No Evangelho, porém, o coração e o cérebro despertam para o caminho da própria sublimação.

 Dentro dele, não há lugar para ilações provisórias. 

 Resplandece a luz em todos os seus ângulos divinos, compelindo a criatura a humani- zar-se para a união com o Pai Supremo. 

 Emmanuel

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Velho Mundo: artigo de Divaldo Pereira Franco - Notícias - Espírita

Acesse: O Velho Mundo: artigo de Divaldo Pereira Franco - Notícias - Espírita

Prece de Paz - Do livro "Migalhas" - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel

“ O Livro cristão é alimento da vida eterna”. André Luiz - Mensagens Esparsas https://goo.gl/eRzjGA 



Senhor Jesus! 

 Em teu amor infinito, concede-nos a tua paz.

 Ensina-nos a viver e a servir,  conserva-nos os corações no caminho da paz. 
https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9UkR6LWJta3RMY0U/view?usp=sharing

 Auxilia-nos a compreender-nos uns aos outros no clima da paz. 

Em tua misericórdia, abençoe-nos com a tua paz, agora e sempre. Assim seja.

LUTA DE UM PAI - Jair Presente - Chico Xavier

https://goo.gl/eRzjGA



 O Coronel Minervino Era rico fazendeiro, Segundo a fala do povo Guardava muito dinheiro. 
https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9VjU2SVYydW95ejg/view?usp=sharing

 Ao perder a esposa morta, Dona Libânia Maria, Caiu em doença grave Entrando em paralisia. 

A clamar e a lamentar-se Sozinho num casarão, Tomou por filho adotivo O órfão Sebastião. 

 O menino que era pobre, Mas, pobre a mais não poder, Não mostrava a inclinação De servir e obedecer. Na escola era mau aluno, Preguiçoso e respondão, Quase todos os colegas Tinham medo do Tião. O Coronel evitava Falar-lhe em renúncia e paz, Queria encontrar no filho Um atleta forte e capaz. Muito em breve fez-se moço Bonitão e gastador. 

Usava as notas do pai Como papéis sem valor. Não aceitava conselhos De estudar ou de parar, Tinha ele um pai tão rico Para que se incomodar? 

 Mas ninguém foge a mudanças Que aparecem ano a ano; O Coronel via no filho O seu pior desengano. Estava pobre e doente Pagando agora os juros Das quantias emprestadas Para resgates futuros. 

 Piorando, piorando... Nada mais tinha de seu... Numa noite triste e fria O Coronel faleceu. 

Tião chorou, mas, lembrou-se Dos seus tempos de criança; De certo receberia Do pai morto grande herança. No outro dia, forte e ansioso Mantendo o seu sonho inglório, Foi chamado para ajustes Registrados num cartório. 

 O escrivão plantonista Informou-o, num momento, Que o pai morto não deixara O mínimo testamento. 

 Deixou uma carta apenas Com cuidado e distinção, Documento dirigido Ao filho Sebastião. 

 O rapaz abriu-a logo, Era algum informe enfim... Quem sabe maneava herança? A carta dizia assim: “Tião,Terminaram agora Meus dias atribulados, Todos os bens que me restam Estão hoje hipotecados. 

 Não lhe deixo herança alguma, Estou pobre e sem valia, Meu filho tudo lhe dei E agora chegou meu dia... 

 Nada mais tenho a lhe dar Mas se você quer dinheiro, Muito dinheiro a gastar, Busque o bem fazendo amigos E comece a trabalhar.”


O LIGEIRINHO - CHICO XAVIER - EMMANUEL

Às vezes, fugimos ao serviço que nos cabe, justificando a omissão com os defeitos que ainda nos caracterizam. https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9WWVmejhrajNsTHM/view?usp=sharing 

Dizemo-nos demasiado fracos para cooperar com a beneficência e desertamos do conta- to com irmãos em penúria... 

 Afirmamo-nos inábeis e recusamos encargos honrosos que se nos confiam... Proclamamo-nos rudes em excesso e rejeitamos a possibilidade de colaborar no ensina- mento edificante...

 Asseveramo-nos na posição de espíritos endividados e fantasiamos incapacidade para o cultivo da fé...

 Entretanto, é grande contra-senso semelhante norma de proceder. 

 Se a criatura humana surgisse instruída no berço, para que a escola da Terra?


DESOBSESSÃO - Bezerra de Menezes - Chico Xavier

O amigo menos feliz da Espiritualidade, ao qual tantas vezes gravamos com o pejorativo de “obsessor”, é sempre uma afeição que se transfigurou na retaguarda, metamorfoseando amor em ódio e simpatia em desacordo. 

https://drive.google.com/file/d/0B2ieHV9slUQ9TUR6eURhNDMyRlU/view?usp=sharing
 É sempre a criatura que anexamos ao distrito espiritual de nossos próprios interesses e esperanças. 

 Não se transformará em definitivo por força de palavras que possamos pronunciar, e nem se anestesiará ao contato de promessas que venhamos a formular.

 É sempre a criatura que nos observará, quanto ás idéias e planos de melhoria e elevação que anunciamos. 

 Possivelmente, em muitas ocorrências, respeitará a autoridade e a influência de benfeitores que nos advoguem a causa de libertação e paz, reajuste e segurança, mantendo-se, porém, transitoriamente à distância. 

 Entretanto, mesmo de longe, os amigos categorizados na condição que examinamos, prosseguem policiando-nos a vida e assinalando-nos os passos.

 Por isso mesmo, desobsedar-se será, antes de tudo, servir e servir, servir sem propósito de obter qualquer retribuição, servir por amor para demonstrarmos o proveito das lições de aperfeiçoamento em que vamos evoluindo. 

 Não nos esqueçamos que os adversários que levantamos contra nós mesmos esperam por nós na seara do trabalho e da benção.

 O suor que derramamos no dever a cumprir ser-lhes-á a certidão de nosso burilamento e as lágrimas que vertamos, no auxílio do próximo, serão as faíscas de luz que nos clarearão o caminho,do qual partilharão todos eles, tanto quanto nós mesmos , transformados e reconduzidos às leis de harmonia que nos governam. 

 Filhos, repitamos: 

Auxiliar aos outros é a forma de auxiliar-nos; desculpar é exonerar- nos do desequilíbrio que porventura ainda nos assinala o coração; suportando com paciência, seremos tolerados com a grandeza daqueles que nos supervisionam a jornada; amar e esquecer-nos é o processo de sermos lembrados nos suprimentos da Vida Superior e sempre mais amados para sermos, um dia, o Amor de Cristo que nos convidou à felicidade suprema, asseverando convincente: 

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

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